Tenho tomado consciência do quão difícil para mim é abrir mão do conhecido. Tenho treinado largar essa minha tendência e isso fez-me refletir um pouco acerca do meu passado.

No passado, cheguei a um ponto na minha vida em que a base das minhas decisões era o medo. Nesse estado, tudo o que fosse fora do conhecido era posto de parte. E isso levo-me a um espaço em que tudo o que pudesse acontecer “fora do normal” era rotulado como mau.

Tudo aquilo que me poderia trazer crescimento, entusiasmo e apetite pela vida era aquilo que eu mais rejeitava.

Cada vez mais a minha vida estava estagnada e somado a isso estava um grande vazio interior que eu tentava preencher de várias maneiras, sempre sem nenhum sucesso.

Olhando para trás, vejo que aquilo que eu considerava vida, era uma grande ilusão. Ansiava novas oportunidades, mas forçava uma rotina. Queria conhecer pessoas novas, mas fechava-me na minha própria bolha.

Hoje ouvi que as grandes oportunidades estão fora da zona de conforto, mas penso que é mais do que isso.

A verdadeira vida só acontece no desconhecido, fora daquilo que considero confortável. Todo aquele tempo em que pensei que estava a viver, estava na verdade a enganar-me, pois eu sabia que tudo o que estava a fazer era fugir à vida.

Hoje, ainda tenho a tendência de me fechar nessa bolha. Mas olhando para aquilo que consegui com essa postura seria bastante estúpido fazer o mesmo esperando que magicamente as coisas mudassem.

Aos poucos vou aprendendo a abrir mão do conhecido, a largar todo aquele lixo que apenas me trouxe sofrimento, em vez de uma vida de satisfação e realização.

Fui eu quem transformou a minha vida num pesadelo. Mas é possível acordar e, em vez de um bonito sonho, criar uma realidade mais fantástica do que poderia imaginar.

Obrigado por este dia repleto de vida!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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