Eu gosto muito da zona de conforto. É uma zona familiar, rodeada por coisas que conheço.

Mas ao longo do dia tenho refletido no motivo pelo qual se chama zona de conforto.

Conforto é associado a algo bom, algo que nos agrada, mas acho que esta tão aclamada zona não tem nada de bom.

Tudo aquilo que me faz crescer está fora daquilo que me é habitual. Algo que me faça evoluir e ser uma pessoa melhor é algo que interfere com ideias pré-concebidas e que me faz alterar a forma de agir.

O que me é conhecido e familiar não traz muita evolução.

Hoje tomei consciência que evito, a todo o custo , passar por situações que me sejam desconfortáveis. E o que é que eu considero desconfortável?

Colocar ação num novo projeto, realizar uma nova tarefa, fazer alguma coisa da qual tenho medo. Tudo isso é desconfortável.

Mas o que é me faz crescer?

Evitar fazer coisas que me metem medo ou agir apesar do medo?

Fazer aquilo que já é conhecido ou arriscar algo que nunca experimentei fazer?

É fácil falar ( e escrever) sobre isto e mencionar que o importante é sair da zona de conforto, mas por vezes na hora da verdade a vontade é fugir.

Nas últimas semanas, tenho tentado resistir a essa tendência e agir apesar do desconforto.

Quando o que mais me apetece é evitar passar por algo ou dar aquele passo importante que me vai fazer voar, “esforço-me” por calar aquela voz que me diz para me deixar estar quieta.

Presto mais atenção aquele sussurro que me diz que é agora ou nunca e deixo-me ir.

Porque se o que eu realmente quero é seguir um determinado objetivo e se ficar na zona de conforto e evitar andar para a frente só me vai afastar daquilo quero, do que é que eu estou à espera?

Leva-se o medo, o desconforto, a dúvida e reciclam-se, fazendo deles o trampolim para saltar cada vez mais alto.

Obrigado por este dia repleto de “desconfortos”!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Sarah Crutchfield

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