“Se queres mudar o que recebes, tens que mudar o que dás” António Fernandes

Quantas vezes olhamos para alguém e pensamos:” Eu gostava mais desta pessoa se ela se vestisse de outra maneira…”; “Se fizesse isto”, “se fizesse aquilo” , “se deixasse de fumar”,” se pensasse de outra forma…” 

Achamos amar alguém e temos esse raciocínio, sendo que ao mesmo tempo pensamos que o nosso amor vai mudar essa pessoa e fazê-la uma pessoa melhor, isto é, a nossa pessoa ideal?

Isto não é amor.

Amar é aceitar a pessoa incondicionalmente, independentemente do que ela diz, faz…

Quando pensamos em mudar alguma coisa, significa que nós não amamos, mas sim gostamos da ideia do que essa pessoa pode vir a ser.

 O facto de gostarmos de alguém não significa que temos que ter uma relação com essa pessoa, uma vez que uma relação saudável deve ser baseada no amor incondicional e no facto de se ter os mesmos objectivos.

E a primeira relação saudável que devemos ter é connosco mesmos.

Sempre que gostaríamos de mudar algo em nós e pensamos “se eu fosse assim, gostava mais de mim”, não estamos a amarmo-nos incondicionalmente, estamos sim a praticar violência contra nós. Sim, violência.

Quando alguém nos diz que nos odeia, quando alguém nos chama nomes, isso é violência.

Quando pensamos coisas negativas acerca de nós, isso é violência.

Porque amar é sentirmo-nos bem. Independentemente de tudo o resto.

Quem ama, ama. Ponto Final.

Ângela Barnabé

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