Artigo 16 da série “As Aventuras de uma Míope”

Quando comecei o programa de melhoria de visão, estava focada unicamente no alcance da clareza. Aliás, achava que essa era a única coisa que importava.

Mas à medida que fui tirando os véus que estavam a encobrir a minha visão, libertando-me de conceitos “errados” em relação a mim mesma e ao mundo, fui vendo que o mais importante de todo este processo é toda a mudança que ocorreu na minha vida.

A clareza de visão física foi apenas um bónus da mudança de consciência.

Já escrevi que o maior problema da miopia, para mim, não é o sintoma físico mas sim todo o processo mental e todas as atitudes em relação à vida.

A base de todas as minhas decisões era o medo, a culpa, a falta de confiança. Ver mal não era agradável, mas sentir-me mal, estar sempre a tentar controlar e com medo do que poderia acontecer era um desgaste muito maior.

Ter o foco no resultado fez-me dar o primeiro passo e colocar ação para a melhoria da minha visão.

Mas todo o caminho que palmilhei até aqui, todos os momentos de bem-estar que tenho experienciado, a forma como a relação comigo e com os outros melhorou; tudo isso é muito mais valioso do que o momento em que alcancei o meu objetivo.

Já experienciei momentos de clareza total, e esses momentos são cada vez mais frequentes. Ainda existe uma parte de mim que não quer ver, pois se não existisse, a clareza era um estado constante.

Posso afirmar que todo este trajeto já é um sucesso e que as expectativas em relação à melhoria de visão foram grandemente ultrapassadas.

Continuarei neste caminho, pois tomei também consciência que nunca alcançarei um momento em que não terei nada para trabalhar.

Vida é crescimento e só estarei a viver enquanto usar todas as situações para crescer e para ser uma pessoa melhor.

Ângela Barnabé

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