Artigo 11 da série “As Aventuras de uma Míope”

Sempre pensei que um dos objectivos para a vida de qualquer um seria evitar problemas. Quando escrevo isto não me refiro a não entrar em confusões (claro que isto seria de evitar), mas sim à necessidade de me afastar das coisas que me levariam a trabalhar aspectos em mim, à necessidade de ficar na minha zona de conforto.

Por exemplo, queria apenas o dinheiro suficiente para viver, pois sabia que se ganhasse mais dinheiro do que necessitava, tinha que ser responsável e colocar esse dinheiro em movimento, realizando todos os meus sonhos e contribuindo para um mundo melhor.

Quando me apercebi do meu problema de visão, vi-o como um problema, e principalmente como um problema que eu não podia resolver, algo que tinha tido caído do céu e que eu tinha tido o azar de “apanhar”.

Com o passar do tempo fui reforçando a ideia de problema, que por sua vez me fazia sentir culpada por não me permitir ver bem e também não me dava uma solução, pois encontrava-me fechada naquele paradigma.

Comecei a escrever “As Aventuras de uma Míope” e reflecti sobre tudo o que a miopia tinha trazido para a minha vida. Será que a miopia é realmente um problema ou uma bênção?

Quantas coisas aprendi devido à miopia? Quantas mudanças foi possível realizar devido à minha falta de clareza? Quão bonito é um processo de recuperação? Quão fantástica é a metamorfose de uma pessoa fechada, rígida e resistente, para uma pessoa que flui, amorosa e acima de tudo que se ama?

O processo de melhoria ainda não acabou e já “vejo” todas estas bênçãos.

No fundo, as coisas são o que nós “vemos”. A nossa postura altera tudo.

Obrigado miopia pela bênção que és na minha vida!

Ângela Barnabé

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