Boa-vontade e mente aberta – 19 de 365

Os últimos dias têm sido repletos de atividades que não seriam habituais. Tenho tido oportunidades para lidar com diversas situações e uma das coisas que mais me tem passado pela mente é a ansiedade.

Muitas vezes só o pensar em fazer algo despoleta em mim pré-ocupação e sei que até que aquilo aconteça, não irei estar descansada. Por vezes, evito passar por determinadas experiências, para não ter que passar pelo tempo até que elas aconteçam.

Mas, uma vez que estou disposta a mudar os aspetos em mim que apenas bloqueiam o fluxo da vida, pensei no facto de os últimos dias, apesar de estarem recheados de coisas novas, não foram dias “stressantes” e fui conseguindo fazer o que queria, sem me sentir exausta.

Aplicando boa-vontade naquilo que faço permito que tudo corra da melhor forma e tendo uma mente aberta abro-me para possibilidades que nunca poderia imaginar.

Em reflexões anteriores tenho escrito sobre o facto de a vida me encaminhar sempre para o melhor resultado possível.

Mas como é que isso pode acontecer se eu não confio? Se penso nas infinitas coisas que podem correr mal em vez de viver na certeza que aquilo que acontece é o melhor?

Sempre que eu estou ansiosa, eu foco-me no que não quero e crio situações bastante difíceis de lidar. Não porque existam coisas difíceis, mas sim porque o meu estado de espírito não é propício à resolução, mas sim à complicação.

Tudo é perfeito e, ou escolho acreditar nisso e maravilho-me com as diversas oportunidades que tenho para ser uma pessoa melhor, ou então resisto à vida e vivo em ansiedade e escolho viver uma vida limitada.

Estar bem ou estar mal é uma escolha. Posso usar tudo o que acontece no dia-a-dia para estar cada vez pior ou para estar cada vez melhor.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Elijah Henderson on Unsplash

Viver em expectativa – 18 de 365

Hoje ao longo do dia refleti acerca da minha tendência para alimentar expectativas.

No passado, uma parte do meu tempo era gasta a criar possíveis cenários na minha mente e outra parte era gasta em desilusão porque nada do que eu tinha projetado acontecia.

Vivia com expectativas criadas em relação a diversas áreas da minha vida, alimentava muitas projeções relacionadas com situações que eu queria que acontecessem, mas nunca tive a perceção que a qualquer momento tudo pode mudar.

Aliás, sempre que alguma coisa muda, sempre que um plano não corre como esperado é porque, de alguma forma, irei ser direcionada para algo ainda melhor.

Mas, em vez de criar expectativas, posso viver na expectativa do melhor que pode acontecer. Posso acordar expectante por ter um novo dia à minha frente, durante o qual poderei ser uma pessoa melhor.

É incrível a forma maravilhosa como a vida me encaixa em situações que estão em harmonia com o meu estado de espírito. É fantástica a forma como tudo se desenrola para que eu possa trabalhar e melhorar aspetos em mim que precisam ser mudados.

Devo estar focada naquilo que quero, é claro, mas mais do que isso devo estar aberta a que tudo se vá alterando, para que no final usufrua das melhores experiências, mesmo que o final seja completamente diferente do esperado.

Os melhores momentos são aqueles em que deixo fluir e em que estou na expectativa do melhor, em vez de controlar e de querer que tudo corra como planeado.

Cada novo dia é uma oportunidade de praticar aquilo que vou despertando em mim e isso tem feito muito sentido na minha vida.

Mesmo nos dias em que tudo sai fora daquilo que eu tinha planeado, encerro o dia com o sentimento de satisfação, de alegria e principalmente de amor por mim, pelos que me rodeiam e por todo este maravilhoso planeta.

Obrigado por este dia cheio de amor!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Charlize Birdsinger on Unsplash

Entregar-me ao mundo – 17 de 365

A minha relação com as pessoas nunca foi muito saudável nem muito autêntica, talvez porque a minha relação comigo mesma também não o era.

Tenho observado a forma como me relaciono com as pessoas. É engraçado ver que por muito que eu dissesse que me queria sentir mais próxima das pessoas, no fundo acabava sempre por me afastar e por rejeitar qualquer tentativa de proximidade.

Fechei-me numa grande bolha, com o intuito de me proteger deste mundo “perigoso” e isso trouxe consequências na forma como me relacionava com o que me rodeava.

Ainda hoje sinto uma barreira entre mim e as pessoas que me são mais próximas. Por um lado quero sentir-me a fazer parte, quero ser leve e fluída na forma como me relaciono, mas a verdade é que a maior parte das vezes crio uma grande barreira ao meu redor.

Gostava de ser mais espontânea, mais “despreocupada” com aquilo que os outros pensam sobre mim, mas ainda tenho medo de fazer figuras ridículas, de dizer que não sei, ou de mostrar algo mais profundo do que aquilo que muitas vezes faço parecer.

Claro que estas reflexões têm-me ajudado imenso e aos poucos começo a sair desta dura carapaça que me impede de sentir plenamente a vida.

Quanto mais vejo o quanto tudo é perfeito, mais me permito tentar arriscar pois sei que independentemente do que acontecer, o resultado será sempre o melhor possível.

Cada vez me sinto melhor com aquilo que sou e que treino ser aquilo que gostaria de ser: uma pessoa segura e confiante.

Tudo é um treino e o processo da vida é perfeito. Aos poucos vou descascando estas camadas que me impedem de usufruir da vida e me sinto a fazer parte desta grande família que é o mundo.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Sergey Shmidt on Unsplash

Todas as possibilidades estão no mesmo lugar – 16 de 365

Tenho pensado naquilo que neguei no passado. Nas coisas que resisti e nos momentos em que me deixei cegar por ideias pré-concebidas em relação aos outros, à vida e em relação a mim.

Tive muitos momentos em que me senti sozinha, abandonada, sem esperança no futuro. Mas será que isso correspondia à realidade? Será que naqueles momentos eu estava realmente sozinha, ou apenas me recusava a abrir os meus olhos para aquilo que estava disponível para mim?

Pergunto-me tudo isto ao observar a realidade que vivo hoje. Nos poucos momentos em que resisto à vida, sinto novamente toda aquela onda de “negativismo” a inundar-me. Mas, se mudar a minha postura, tudo aquilo desaparece, e só consigo observar beleza.

Afinal quem é que impede que tudo flua? Toda aquela ideia que a vida não é boa para mim não é verdadeira, porque mesmo nos momentos em que neguei o processo das coisas, nos momentos em que resisti firmemente à mudança, ainda assim fui encaminhada para o melhor possível.

Sou realmente abençoada, mas no fundo sempre fui. Tive sempre aquilo que precisei, as ferramentas que conseguia conceber e as pessoas certas apareceram sempre no momento certo.

Todo o sofrimento não foi causado por aquilo que acontecia, mas sim pela minha postura e por aquilo que eu escolhia perante as situações com que me deparava.

Tudo é um treino, uma aprendizagem e uma oportunidade de crescer e de ser uma pessoa melhor.

Se vejo oportunidades de melhoria em todo o meu percurso de vida? Vejo sim, mas isso não significa que eu cometi erros. Apenas fiz o melhor que sabia num dado momento, consoante a minha consciência da altura.

Cada vez mais sinto-me “crescer” e isso apenas acontece porque me permiti melhorar e me abri ao fluxo e ao processo da vida!

Obrigado por este dia repleto de bênçãos!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Oscar Nord on Unsplash

Receber amor – 15 de 365

O conceito de amor que eu tenho ainda é muito limitante. Por todo o lado fui (e sou) bombardeada com um conceito de amor condicional, que em vez de trazer todo aquele calor que esperava, apenas trouxe mais vazio.

Tenho reparado na forma como a minha vida se desenrola e quão abençoada eu sou por tudo o que vai acontecendo. Pensei, hoje, que a vida me tem dado tanto amor, mas a verdade é que esse amor sempre esteve aí para mim.

Aquilo que eu estou a sentir hoje, podia tê-lo sentido noutras alturas da minha vida, porque desde sempre pude viver a vida de uma forma satisfatória. É claro que tudo faz parte de um processo, mas não é só hoje que estou a ser abençoada.

Até que ponto eu me abro para receber amor? Ou para receber qualquer coisa que eu desejasse num dado momento?

Uma das primeiras coisas que eu “aprendi” quando comecei a ver a vida de uma outra maneira é que tinha que me sentir merecedora daquilo que queria receber. Para isso tenho que me sentir bem com a pessoa que sou, pois só assim me considerarei com valor suficiente para receber aquilo que quero.

O verdadeiro amor, o amor incondicional, jorra por todo o lado, mas tem que começar por mim. Tenho que me encher de amor de forma a que ele transborde e para que o meu mundo fique coberto.

Se não conseguir conceber algo, também não o vou conseguir realizar. Assim é com o amor e com tudo o resto; se eu não achar possível que o amor exista na minha vida, também com certeza nunca vou poder recebê-lo, pois nunca vou estar aberta a ele.

E não é o amor romântico, mas sim o amor genuíno, que parte de uma postura de aceitação, gratidão e de bem-estar comigo própria.

O amor incondicional é como uma semente; quanto mais se dá, mais se tem.

Obrigado por este dia cheio de amor.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Evan Kirby on Unsplash

Realizando sonhos – 14 de 365

Já escrevi várias vezes sobre o facto de durante muito tempo eu ter deixado adormecer a minha vontade de sonhar. Aos poucos, com a intenção de expandir a consciência vou-me permitindo voltar a ter sonhos e isso trouxe-me algumas reflexões.

É possível realizar tudo aquilo que consigo conceber na minha mente. Para isso tenho que vibrar aquilo que realmente quero e tenho que confiar.

Já escrevi muitas vezes sobre confiar, mas nunca é demais mencionar a sua importância, talvez por ainda não conseguir confiar 100% do tempo. Antes culpava-me disso, mas cada vez mais sinto que atingir esse estado faz parte de um treino.

A seu tempo vou colhendo aquilo que vou semeando. Já me deparei com colheitas que não me agradaram, quando, por exemplo, aquilo que eu tenho medo acaba por se tornar realidade, mas também já senti a satisfação de ver realizado um sonho.

À medida que vou treinando aquilo que já sei que é essencial para uma vida fluída, vou-me apercebendo do poder das crenças e dos conceitos.

Às vezes dou por mim a ter em mãos coisas que achava impossíveis de alcançar, mas isso só é possível porque eu mudei as minhas crenças em relação a isso.

A energia colocada nas tarefas do dia-a-dia interfere com a realização de sonhos. Tudo aquilo que faço deve ser com gratidão e amor, ainda que a tarefa que tenha em mãos não seja diretamente relacionada com o meu sonho.

A minha postura deverá se coerente com a vida, com o meu bem-estar e consequentemente com o bem-estar do mundo, para que tudo aquilo que eu almeje  seja também para benefício de todos.

Não é complicado realizar sonhos, mas é bastante difícil tentar controlar para que as coisas corram à minha maneira. Cada vez mais me liberto da ideia de que eu é que sei qual é a melhor forma das coisas acontecerem.

A vida sabe o que faz. Eu só tenho que confiar!

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Vero Photoart on Unsplash

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