Entrega e usufrui – 114 de 365

entrega e usufrui

Em muitas alturas da minha vida senti-me presa a situações, pessoas e emoções. Para onde quer que eu fosse, havia sempre um elo entre mim e algo tipo de mal estar ou incómodo.

Quando não estava presente essa situação, era quase como se eu forçasse algum tipo de preocupação, para me sentir ocupada.

É complicado viver a vida assim, quando aquilo que me move é o foco no estar mal.

Desde que comecei a escrever as reflexões, tenho estado mais atenta à tendência para não estar presente e para estar lá, no lugar daquilo que me preocupa, que me causa ansiedade.

As coisas não se resolvem por me focar constantemente nelas. É ao entregar, colocando ação na mudança que os nós se desatam, e que magicamente tudo cai no seu lugar.

Hoje fui passear e pensei no quantas coisas eu tenho em cada segundo para viver, e no como eu posso escolher sentir e usufruir de cada momento.

Não sei quanto tempo terei para viver determinada situação, nem como e onde estarei amanhã. E isso não importa.

Importa é como eu escolho viver o hoje, o agora.

Os momentos que eu usufruí até hoje ninguém me os pode tirar e quanto melhor estarei hoje, melhor poderei estar amanhã.

Muitas vezes digo para mim mesma “Entrega e usufrui.” Nada pode ser mais importante do que viver o agora, pois é agora que posso decidir o que fazer com aquilo que me é apresentado.

Obrigado!

Ângela Barnabé 

Uma pitada de amor! – 113 de 365

pitada de amor

Já escrevi várias vezes o quanto as minhas experiências culinárias me têm ensinado e o quanto elas têm despertado reflexões.

Nos últimos dias tenho cozinhado mais coisas novas, graças à partilha de experiências com pessoas de outros países e tenho notado uma maior fluidez nos meus atos.

Normalmente, levo a vida muito a sério e noto bastante rigidez na maneira como me comporto e me relaciono com a vida, comigo e com os outros. Essa falta de fluidez afeta tudo aquilo que eu faço, até mesmo cozinhar.

A maior parte das vezes ajo de forma pensada e repensada, não tendo a espontaneidade que desejo e isso faz com que as coisas não fluam com naturalidade.

Ao invés de lutar contra esses traços em mim, comecei a aceitá-los e, desta forma, a permitir a sua mudança.

Cozinhar é na verdade deixar a intuição fluir, aprender com as experiências e saborear não só o resultado final, como também todo o processo de confeção.

A vida é também assim e à medida que altero a minha perspectiva em relação à vida, altero a forma como me comporto em todas as suas áreas.

É incrível ver que quanto mais expando a minha consciência, mais fácil é deixar fluir e melhor consigo usufruir da vida e de todas as suas bênçãos.

Uma pitada de amor, outra de aceitação, outra de gratidão e no final tenho uma boa “refeição” para saborear!

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Jamie Street on Unsplash

Quero as coisas à minha maneira! – 112 de 365

coisas à minha maneira

Estão a ver aquelas crianças que fazem birra porque não lhes dão as coisas que elas querem, da maneira que elas querem? É isso que eu sou quando quero as coisas à minha maneira.

Hoje estava a pensar no quão estúpido é forçar e manipular, achando ser eu a dona da verdade.

No meio de uma gama tão ampla de opções e possibilidades que nem nos meus sonhos posso conceber, com uma consciência tão limitada como a minha, como é que eu posso achar que sei o que é melhor?

É tão bom por ação e ver as coisas desenrolarem-se de uma maneira perfeita, com plena confiança naquilo que me é apresentado.

É uma sensação bastante diferente do controlar e manipular e no final sentir que tudo é uma ilusão e que poderia ter algo melhor.

A vida é tão maravilhosa quando deixo que ela aconteça.

Obrigado por todas as vezes em que confiei e tudo correu bem e por todas aquelas em que não confiei e mesmo assim tudo correu pelo melhor.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Shannon Richards on Unsplash

Como aprender sem fazer? – 111 de 365

aprender

Eu sempre fui daquelas pessoas que, para dar o primeiro passo, tinha que estudar como fazê-lo e se sentir 100% preparada para colocar ação. O resultado era sempre o mesmo: acabava por nunca fazer nada.

Eu não me sentia preparada porque não confiava na vida e em mim. Pensava e repensava, decidia e voltava a decidir, porque não vivia o presente e estava com medo de falhar.

Já agi apesar do medo e da insegurança e com essa experiência cresci e aprendi como fazer melhor. Já agi com confiança e vi as coisas fluírem com facilidade. Já me deixei ficar na indecisão e fiquei apenas com o arrependimento de não ter feito nada.

Eu sei que tudo isto foi experiência e aprendizagem e é interessante ver que muitas vezes deixei de agir porque não queria passar pelo processo de aprendizagem, que me levava ao resultado final.

Queria ser mestre no que quer que fosse, mas queria que isso acontecesse sem qualquer ação da minha parte. Como é que eu poderia querer uma coisa dessas?

Há que ter um foco e um objetivo, mas também há que avançar com confiança, aprendendo a lidar com as situações e sabendo que tudo o que acontece é o que é necessário para mim num dado momento.

É preciso largar, baixar os braços e estar aberta a aprender com humildade, porque no dia em que eu já não precisar de aprender nada a minha missão estará cumprida.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Photo by Charlotte Coneybeer on Unsplash

Viver de aparências – 110 de 365

aparências

Desde pequena que via as pessoas a viverem de aparências e máscaras. Fingiam gostar umas das outras e depois criticavam-se; escondiam aquilo que sentiam para não mostrarem fraqueza; viviam na ilusão que tudo estava bem.

Passei muitos momentos de medo, insegurança, dúvida e escondia-os para que não percebessem que eu estava a ser “fraca”. Escondi muitas vezes a minha alegria (ou euforia) para que os outros não estragassem.

Relacionava-me com as pessoas, mas era como se houvesse uma barreira entre mim e o mundo e essa barreira não podia ser atravessada. Essa barreira era tão grande que até me afastava de mim mesma, mergulhando-me numa ilusão.

Não há nada melhor do que deixar cair as máscaras e deixar de fingir. Aliás, para poder sentir realmente a vida tenho que fazer isso mesmo.

Muitas vezes senti que estava a expor-me, por exemplo, ao escrever estas reflexões diárias, onde partilhava aspetos que não gostava em mim. Mas ao fazê-lo deixei de ter algo a esconder. Mostrei quem eu era naquele momento.

Não faz sentido tentar enganar os outros, porque no fundo isso é apenas tentar enganar-me a mim própria.

Se me sinto mal posso mudar esse estado e tenho plena consciência que o caminho para o bem-estar é escolher estar bem, independentemente do que esteja a acontecer.

Fingir sentir algo que não sinto, impede que eu possa sentir aquilo que quero sentir. Tenho que ser verdadeira, honesta para comigo mesma e nesse momento as coisas mudam.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Tim Foster on Unsplash

Melhorar a cada dia que passa– 109 de 365

melhorar

A única forma de melhorar a cada dia que passa é permitir que a minha consciência se expanda.

Eu cheguei ao ponto em que cheguei, porque me fechei à mudança e me agarrei a verdades, que ao longo do tempo, foram ficando obsoletas.

Quando me fechei numa bolha, impedi que as coisas fluíssem e tudo passou a ser um marasmo.

Queria que as coisas melhorassem, mas não permitia que isso acontecesse. Não havia mudança, como poderia haver melhoria?

Eu achava que era alguém de ideias fixas e considerava isso uma grande qualidade, mas a verdade é que isso apenas me prejudicava.

As coisas mudam. O mundo está em constante mudança e eu, com a intenção de criar um mundo cada vez melhor, também tenho que mudar.

Achava que os outros tinham que mudar a forma como me viam e como se comportavam em relação a mim para que eu pudesse alterar a forma como me sentia, pensava e agia, mas estava a escolher um caminho que me levava a um beco sem saída.

Tudo parte de mim e quando eu mudo a forma como me vejo e como vejo o mundo, tudo ao meu redor muda.

Posso tentar justificar tudo o que aconteceu e acontece na minha vida, ou posso escolher mudar e viver uma vida que é realmente plena.

A escolha é minha e eu sei qual é a opção mais inteligente.

Obrigado.

Ângela Barnabé

Foto original por Jordan Steranka on Unsplash

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