O momento de largar… – 273 de 365

momento de largar

Tenho uma grande tendência para controlar e para querer as coisas à minha maneira. É fácil entrar-se em obsessão e perseguir-se cegamente algo quando se deixa que essa tendência se apodere de nós.

Nos últimos tempos, para além de ganhar consciência da importância de ter um foco a seguir, tenho me apercebido do quão importante é largar.

Ainda não sei o que é o melhor para mim e penso que nunca irei saber. Não sei qual é a melhor forma de as coisas chegarem até mim, nem quando é a melhor altura para elas acontecerem.

Então aquilo que tenho que fazer é ter objetivos, colocar ação e largar. Não pensar no quando, onde e como.

Tenho que confiar que no momento certo terei aquilo que é certo para mim. Se não o fizer para que é que ando a viver?

Sempre que controlei e manipulei dei-me mal e acabei de duas maneiras: com todos os processos boicotados, sabendo que a minha falta de confiança me levou a esse resultado ou então com tudo o que queria, sentindo-me desiludida pois tudo o que obtive foi com base na falta de confiança.

Resumindo, a falta de confiança estraga muita coisa. Aliás estraga mesmo tudo.

Existe um momento de largar. Quando a minha parte está feita, quando o objetivo está idealizado e a ação está posta é altura de entregar ao Universo e esperar (pacientemente) que os resultados cheguem.

Se eu fizer isso, vou ter tudo aquilo que desejo mais depressa do que possa imaginar e de uma maneira bem melhor do que eu poderia conceber.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Escolhas e mais escolhas… – 272 de 365

escolhas

A vida é feita de escolhas. Cada momento é definido com aquilo que eu escolho. Quero estar bem? Quero alimentar o mal-estar?

Cada vez que eu escolho adiar o meu processo de crescimento, faço com que eu seja dirigida de uma determinada maneira pela vida. Seja para que eu me aperceba que estou a adiar ou com o intuito de me mostrar que adiar não resulta, a vida levar-me-á a experiências que tenham a ver com a minha escolha.

Cada vez que eu escolho entregar, faço com que a vida me leve a coisas que estejam dentro daquilo que eu decidi. A vida assim pode mostrar-me que posso confiar e entregar-me ao fluxo, pois tudo o que acontece é perfeito.

Muitas vezes por comodismo ou por resistência tomo decisões que não estão em harmonia com a realidade que quero experienciar. Penso que isso não me irá afetar assim tanto, mas a verdade é que acabo sempre por colher aquilo que semeei.

Mais cedo ou mais tarde aquilo que escolhi vai materializar-se na minha vida e terei que lidar com isso.

Uma boa notícia: posso transformar tudo aquilo que escolhi em algo que me levará para a realidade que desejo experimentar, responsabilizando-me em 100%.

Muitas vezes a tendência é culpar-me mas sei que isso não irá resolver nada; apenas irá agravar aquilo que já não está bem.

Nunca faço as coisas com o intuito de me prejudicar, mas muitas vezes, pensando proteger-me apenas estou a perpetuar o sofrimento.

Às vezes ( talvez mesmo sempre) é necessário dar aquele passo por muito desconfortável que seja e escolher algo fora daquilo que conheço.

Posso escolher adiar aquilo que é preciso fazer ou posso fazer o que é preciso no momento certo, confiando na vida.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Um crescimento diário – 271 de 365

crescimento diário

Já escrevi bastantes vezes sobre o facto de querer saber fazer as coisas à primeira, sem ter qualquer experiência. Quero começar e acertar logo, sem ter qualquer tipo percurso naquilo que estou a querer fazer.

Mas a verdade é que as coisas obedecem a uma ordem e a um crescimento que tem o seu ritmo. A postura com que eu faço as coisas influencia grandemente a forma como elas fluem, mais isso não significa que posso saltar a ordem de como as coisas acontecem.

A vida é um crescimento diário, contínuo. A única forma de eu viver uma vida plena e realizada é estar constantemente em evolução, permitindo a mudança e abrindo-me para um sem-fim de ciclos.

Desempenhar uma tarefa da melhor maneira não significa fazer as coisas perfeitas à primeira. A melhor maneira de fazer as coisas é dar o melhor de mim, fazendo o melhor que sei e que posso.

Isso permite o crescimento e deixa que tudo o que acontece contribua para as aprendizagens e que por sua vez me leve à construção da experiência.

Quando se larga o perfecionismo e se vê que tudo acontece da melhor maneira sempre, confiando na vida, tudo se torna um prazer, mesmo aquilo que nos tira da zona de conforto.

Quanto mais expando a minha consciência, mais vejo a importância do crescimento diário e mais me apercebo de que, se eu permitir, tudo, mas tudo o que acontece contribui para que eu seja uma pessoa cada vez melhor.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Lidar com os pensamentos – 270 de 365

lidar com os pensamentos

Nos últimos dias tenho prestado bastante atenção aos meus pensamentos. Não é que não o devesse fazer sempre, em cada momento da minha vida, mas há medida que vou expandindo a consciência fico mais ciente daquilo que passa pela minha mente.

São os pensamentos que criam os sentimentos e emoções. Se eu aprender a lidar com os meus pensamentos, poderei lidar com as minhas emoções e assim criar uma vida realizada.

Eu só agarro os pensamentos se eu quiser. Não posso evitar que pensamentos venham à minha mente nem posso controlar qual será a sua temática.

Também de nada serve tentar combater pensamentos com outros pensamentos, pois será apagar fogo com mais fogo.

Mas posso deixá-los ir. Da mesma maneira como eles surgem podem desaparecer. Posso também partilhar aquilo que me vem à mente, se o assunto se torna algo recorrente.

Se eu alimentar os pensamentos, se eu lhes der importância e atenção, eles tornar-se-ão cada vez maiores e serei engolida por eles.

A ansiedade entra quando deixo que os pensamentos entrem e que criem a dúvida. O medo vem quando começo a pensar naquilo que pode ou não acontecer, deixando de confiar no fluxo e processo da vida.

Lidar com os pensamentos é essencial para poder criar a realidade em que quero viver. Quem faz com que a vida não seja algo entusiasmante sou eu, quando permito que pensamentos que contrariam essa forma de viver inundem a minha mente e a minha vida.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Deixar de resistir – 269 de 365

deixar de resistir

Ao observar aquilo que vou sentindo ao longo do dia, posso saber se estou em resistência ou se estou em fluxo.

Um mesmo acontecimento pode provocar diferentes tipos de reação da minha parte e ao contrário do que eu pensava antes, não são os acontecimentos que ditam o que eu sinto, mas sim as decisões que eu tomo perante os acontecimentos.

Uma das minhas grandes limitações é a resistência e é o que eu tenho utilizado como bênção na minha vida.

Antes ficava tão obcecada com o facto de me sentir resistente que parecia que cada vez mais resistia à vida e que eu era aquilo: a resistência.

Para deixar de resistir basta deixar fluir; é tão simples quanto isso. Deixar fluir significa não me culpar quando resisto; significa reconhecer que tudo faz parte de um treino; significa sentir-me bem com a minha vida.

Existem momentos em que sinto uma grande resistência em relação ao que está a acontecer, mas posso escolher sair dessa resistência.

Existem momentos em que me sinto fluir e que agradeço essa sensação, sabendo que quanto mais treino confiar na vida, mais sairei da resistência.

É mais fácil fluir que resistir. Durante muito treinei-me para controlar e manipular a vida, mas hoje sei que posso treinar-me para fazer exatamente o contrário: confiar e deixar-me fluir com o fluxo e processo da vida.

Obrigado.

Ângela Barnabé

Onde me leva a confiança – 268 de 365

leva a confiança

Estes últimos 3 meses têm sido muito intensos. Mais intensos do que eu poderia imaginar.

Quando rotulo as minhas últimas vivências como intensas faço-o porque neste momento sinto que não há tempo para adiar nem para fugir. Tudo tem acontecido de uma maneira rápida e a colheita daquilo que venho semeando tem sido quase instantânea.

Se antes tinha que estar atenta aos meus pensamentos e sentimentos, neste momento tenho que reforçar esse comportamento.

Se antes tinha que confiar, agora é um dos momentos da verdade.

 A confiança leva-me àquilo que é o melhor para mim. Leva-me à aceitação. Leva-me a uma vida realizada e plena.

A dúvida, pelo contrário, leva-me à criação daquilo que eu não quero e a uma vida sem sentido, ao sabor dos ventos.

Nem sempre consigo sentir-me confiante, mas a vida “obriga-me” a trabalhar a confiança.

De que serve acordar todos os dias para infinitas possibilidades se escolho duvidar daquilo que me é apresentado e se tento manipular as coisas para acontecerem à minha maneira?

Antes pensava que a vida me apresentava testes para ver até que ponto eu estava bem. Hoje sei que a vida me dá oportunidades para crescer e que depende de mim onde a vida me leva.

Onde me leva a confiança? A confiança leva-me para um mundo cada vez melhor.

Obrigado!

Ângela Barnabé

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