Resistir ao impulso – 218 de 365

resistir ao impulso

Já dei por mim muitas vezes a agir de forma impulsiva, ou melhor, a reagir às situações. No momento, é fácil deixar-me levar por aquilo que parece e responder à “letra” quando me deparo com diversas situações.

Mas a verdade é que essa é a maneira mais difícil de lidar com as situações. Enquanto eu tiver uma consciência limitada é “normal” que o primeiro impulso seja reagir e resistir ao que está a acontecer, mas eu posso sempre escolher o que vem a seguir.

Posso escolher começar a confiar ainda que a dúvida seja a primeira a surgir. Posso escolher aceitar mesmo quando a primeira coisa que faço é resistir.

Enquanto vou expandindo a minha consciência vou permitindo que o primeiro impulso que eu tenho vá mudando e que se aproxime mais daquilo que eu quero experienciar.

Mas se eu não fizer a minha parte e na hora em que tenho que agir em vez de reagir, me deixar levar pelo que é habitual, a mudança nunca vai acontecer.

A primeira reação foi o que eu me habituei a pensar, mas a segunda é a oportunidade para mudar a primeira.

Resta saber se eu quero alimentar o “costume” ou se quero exercer uma mudança na minha vida.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Quem define as limitações sou eu – 217 de 365

limitações

Olhando para mim mesma, eu sempre me vi como uma pessoa limitada. Carregava comigo diversos aspetos que tinham que ser trabalhados, mas considerava que não havia forma de os libertar.

Sentia-me presa, como se a vida me tivesse dado características e eu não tinha opção de escolher algo diferente. Mas a verdade é que era eu que me escolhia ver dessa maneira.

Existem coisas que são mais “complicadas” para mim (devido à minha insegurança, talvez), mas isso não deve ser um dado adquirido, nem ser considerado para sempre uma limitação.

À medida que vou expandindo a minha consciência, vou, aos poucos, libertando aspetos que durante muito tempo me incomodaram.

Mas essa mudança ocorre de forma natural e fluída e apenas acontece quando eu largo e deixo que as coisas aconteçam.

Quando dou por mim aquilo que era um “bicho de sete cabeças” passa a ser a coisa mais simples do mundo.

Eu mudo a minha postura e permito a mudança e as coisas mudam. É tão simples quanto isso.

Quando eu assumo uma imagem de mim mesma que nela carrega todas as características que eu não gosto em mim e assumo isso como algo permanente impeço que a mudança aconteça.

Quem define as minhas limitações sou eu…

Neste momento existe em mim uma pessoa segura e uma pessoa insegura. Existe uma pessoa cheia de amor e alguém carente. Existe uma pessoa cheia de sonhos e de alegria pela vida e uma indiferente.

Qual é que eu escolho?

Obrigado!

Ângela Barnabé

Falar do que sinto – 216 de 365

falar do que sinto

Apesar de estar a praticar uma nova consciência, muitas vezes ainda sinto coisas que não são coerentes com aquilo que eu quero experienciar.

A minha maneira de lidar com o que sentia era tentar convencer-me mentalmente que aquilo não fazia sentido. Depois entrava num ciclo vicioso e quanto menos queria sentir e pensar sobre aquilo, maior se tornava a sua presença.

A solução é falar do que sinto. Sejam medos, inseguranças dúvidas… Sejam alegrias, sonhos e objetivos… Esconder ou tentar convencer-me que o que estou a sentir não afeta nada é só uma maneira de adiar o problema.

Aquilo que sinto interfere ( e dita) o resultado final de qualquer situação. De nada serve afirmar-me segura se estou imersa na dúvida.

Há que me libertar daquilo que não me serve de nada. Mas para isso tenho que deixar vir à tona aquilo que me incomoda e reciclar isso, para que novas (e melhores) coisas possam ter lugar na minha vida.

Às vezes parece mais fácil reprimir e não falar das coisas (principalmente coisas que me despertam sentimentos “menos bons”). Mas enquanto não falar deles, eles ficarão cá dentro e apesar de não parecer, estarão a influenciar decisões e ações ao longo de toda a minha vida.

Obrigado!

Ângela Barnabé

A ilusão da manipulação – 215 de 365

manipulação

A manipulação foi uma ferramenta que eu “arranjei” para ter as coisas à minha maneira. Principalmente no que tocava a tentar situações ou fazer com que as que eu queria acontecessem, eu utilizava bastante esta “ferramenta”.

Mas sentia sempre que faltava algo ou que as coisas não soavam bem. Parecia que mesmo tendo as coisas “controladas”, não faziam sentido.

No fundo, eu estava a ir contra a forma como as coisas funcionavam. Tal como escrevi na reflexão anterior, tenho duas formas de viver: manipulando e acabando sempre em dúvida ou então confiando e acabando sempre realizada.

Vamos imaginar que eu consigo algo que queria muito através da manipulação. Como é que eu sei que é o melhor para mim? Como é que eu sei se é o momento certo para eu experienciar aquilo que eu quero?

Mas se eu confiar e puser ação, fazendo o que é preciso, sei que, de entre as infinitas possibilidades que existem, a vida trouxe até mim a que eu realmente precisava naquele momento.

A ilusão da manipulação acontece quando eu penso que ao manipular estou a fazer um favor a mim própria ao ter as coisas à minha maneira, quando na verdade estou apenas a bloquear todo o fluxo.

Seja um medo que eu tenha que trabalhar; seja um “conflito interior” que eu tenha que resolver; seja até mesmo a experiência de algo que eu sempre quis que fizesse parte da minha vida; tudo acontece no momento perfeito.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Quando as coisas têm que acontecer – 214 de 365

Quando as coisas têm que acontecer

Uma das coisas que eu venho treinado é não manipular nem tentar controlar nada. Ainda que as coisas pareçam estar a encaminhar-se para algo que eu pense não ser tão bom, tenho tentado não interferir.

É fácil, ao olhar para o meu percurso de vida, ver o quanto o controlar e manipular me levaram a experiências menos agradáveis, quando poderia ter simplesmente ter deixado fluir e maravilhar-me com os resultados.

Então porque não aplicar essa experiência no dia-a-dia?

Às vezes as coisas que eu queria que acontecessem não acontecem e as coisas que eu queria evitar são me apresentadas.

Mas mesmo nas alturas em que as coisas possam parecer sem sentido, eu sei que existe um motivo para elas acontecerem, porque eu não interferi nem tentei que fosse feita a minha vontade.

Mais tarde, às vezes, consigo observar o desenrolar dos acontecimentos e a perfeição como tudo aconteceu. A verdade é que eu não preciso de ver nada, apenas preciso confiar.

Porque qual é a alternativa? Manipular e sentir-me cada vez pior? Fugir do que tenho medo? Viver em ansiedade?

Prefiro saber que quando as coisas têm que acontecer acontecem e viver confiante, realizada e feliz, pondo ação e fazendo a minha parte.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Pôr-me em primeiro lugar – 213 de 365

primeiro lugar

Pôr-me em primeiro lugar é algo essencial para que as coisas fluam na minha vida. Não tem  nada a ver com egoísmo (ao contrário do que eu pensava); tem a ver com criar bem-estar em mim mesma para poder criar bem-estar no mundo.

Já partilhei muitas vezes sobre a minha necessidade constante de agradar aos outros para que eles gostassem de mim, mas também existe uma parte de mim que quer ser sempre agradada independentemente do que os outros possam sentir.

É o oposto da parte de mim que só pensa nos outros e eu achava que essa parte representava o “pôr-me em primeiro lugar”. Mas a verdade é que não representa.

Pôr-me em primeiro lugar significa que o sentir-me bem deve ser sempre uma prioridade e que isso não depende de nada exterior a mim.

Significa ser assertiva. Significa cultivar uma boa auto-estima.

Mas não significa ter as coisas à minha maneira, nem que devo apenas fazer o que “me vai na telha”. Significa fazer o que é preciso e confiar que a vida me vai guiar para tudo o que me faça bem e que faça bem a todo o universo.

Ao escrever estas reflexões e ao aplicar tudo o que quero que seja uma realidade na minha vida tenho vindo a identificar cada vez mais momentos em que me ponho em primeiro lugar.

O resultado é fantástico e a única coisa que preciso fazer é estar bem!

Obrigado!

Ângela Barnabé

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