A postura em relação ao que acontece – 193 de 365

postura em relação ao que acontece

Na teoria, é fácil ver qual é a melhor forma de ver a vida. Consigo ver qual é a melhor forma de lidar com as situações e qual deverá ser a minha postura em relação ao que acontece.

Na prática, apesar de as coisas serem diferentes, acabam por ser mais simples.

Enquanto que quando eu estou a pensar na melhor forma de agir, as possibilidades não param de fluir e eu, sem estar a passar por nenhuma situação que precise de uma decisão, tenho que decidir “às cegas”, no momento presente tenho tudo o que preciso para lidar com uma situação.

Dou muitas vezes por mim a criar possíveis cenários na mente e a encenar como irei agir se aquela situação aparecer. Nunca consigo manter a postura ensaiada, porque no momento presente de nada serve aquilo que eu sei, interessa é aquilo que eu sinto.

A experiência tem uma grande carga na forma como eu lido com as situações no meu dia-a-dia, mas é aquilo que eu sinto que devo fazer que me ajuda a tomar decisões.

Mas por vezes no meio de tantas decisões “pré-decididas” e posturas “ensaiadas” é difícil ouvir aquilo que realmente interessa.

Se eu quero melhorar a minha postura em relação ao que acontece, tenho que estar presente em cada momento e assim sei que a minha postura será coerente com aquilo que eu quero experienciar.

Viver é tão simples! É preciso largar aquilo que não interessa e viver o momento, com certeza e autoconfiança.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Aquilo que sou hoje – 192 de 365

sou hoje

Aquilo que sou hoje não é igual àquilo que fui ontem. A cada segundo que passa as coisas vão-se alterando, e eu, através da postura que tenho em relação a elas, vou também mudando.

Mas o problema é quando eu transporto questões do passado para o momento presente.

No passado eu fui insegura e baseei muitas das minhas ações no medo. Duvidei da minha capacidade de agir e da minha capacidade de decidir. Mas isso já passou…

Na altura fiz aquilo que achei melhor, sempre com o intuito de procurar o que era melhor.

Hoje, com uma maior experiência e uma consciência diferente, vejo as coisas de uma maneira diferente.

Então porque é que eu transporto para o hoje aquilo que sentia no passado, numa altura em que as coisas eram diferentes e eu própria era diferente?

Aquilo que sou hoje é diferente daquilo que fui no passado, desde que eu esteja disposta a mudar e que esteja aberta a novas formas de fazer as coisas.

Se eu continuar a fazer as coisas como sempre fiz, o resultado vai ser sempre igual. Se eu continuar a considerar-me uma pessoa insegura, vou sempre viver na insegurança.

Mas se eu confiar na vida, deixar-me guiar e apenas no momento decidir aquilo que quero fazer, sempre tendo em mente a perfeição do fluxo das coisas, posso escolher algo diferente e maravilhar-me com o (novo) desenrolar dos acontecimentos.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Mudar as pessoas – 191 de 365

Muitas vezes dou por mim a pensar em como gostaria que as pessoas fossem diferentes… Queria que elas mudassem a sua postura em relação à vida e que fossem diferentes em relação a elas mesmas.

Algumas vezes eu penso tudo isto tendo em conta o quão melhor seria a vida da pessoa se essas mudanças acontecessem. Mas, na maior parte das vezes eu quero que isto aconteça para fazer a minha vida melhor.

Porque se aquela pessoa mudar aquele traço nela eu não terei que trabalhar aquele aspeto em mim. E se os outros mudarem a sua maneira de pensar e seguirem mais a minha linha de raciocínio as coisas vão fazer mais sentido.

Isto não é algo que deva passar na minha mente, porque quem sou eu para saber o que é melhor para os outros e qual deve ser a postura que eles devem adotar…

Ao longo da minha adolescência, a forma como me relacionei com os outros foi-se tornando mais difícil, porque a forma como eu me relacionava comigo mesma também se foi complicando.

Aos poucos vou largando a vontade que as coisas sejam à minha maneira e vou aceitando os outros ( e a mim mesma, principalmente) como realmente são e vou aprendendo com a experiência de todos os que me rodeiam.

Obrigado!

Ângela Barnabé

A reação às situações – 190 de 365

Sempre responsabilizei as situações e as pessoas pelas reações que tinha. Achava que toda a raiva, descontentamento e irritação eram causados por aquilo que a vida trazia até mim.

Mas, cheguei à conclusão que não é bem assim que as coisas funcionam.

Se algo acontece na minha vida eu sou responsável por isso. A minha reação, para além de ser também da minha responsabilidade, é também um espelho daquilo que eu sinto.

Se eu afirmo que já confio na vida, mas perante a situação, a dúvida “salta”, significa que por trás daquela afirmação, havia algo diferente.

Não foi a situação que causou a dúvida; o que aconteceu apenas trouxe à tona aquilo que já existia em mim.

Mas e o que fazer quando a reação que se tem não é coerente com a realidade que se quer viver?

A melhor forma de mudar algo é, no momento em que isso acontece, escolher agir em vez de reagir e escolher mudar aquilo que se tem feito.

Quando, por exemplo, afirmo que estou no fluxo da vida e resisto a algum acontecimento, em vez de me deixar levar pela resistência e em vez de a alimentar, escolho deixar ir aquilo que não quero sentir e escolho sentir aquilo que quero experienciar.

O primeiro impulso foi a resistência. Mas posso usar isso para treinar entrar no fluxo e confiar na vida.

Se “saiu cá para fora”, estava lá dentro. E já que está cá fora, aproveito para reciclar e fazer uma “limpeza”.

Obrigado!

Ângela Barnabé

A caixinha do amor – 189 de 365

caixinha do amor

O conceito que eu tenho de amor foi ( e ainda é) bastante limitado. Isso afeta todas as áreas da minha vida de uma maneira que provavelmente nem tenho noção.

Hoje, enquanto durante uma conversa, surgiu-me uma reflexão que compara o amor que recebo e dou a uma caixinha.

Cada vez que alguém me mostrava amor através de algum gesto eu guardava esse “amor” na minha caixinha do amor. Continuava então à procura de mais amor para preencher a minha caixinha.

Mas se esse mesmo alguém mostrasse amor a outra pessoa eu sentia que tinha sido retirado algo da minha caixinha…

Como se o facto de que alguém recebe carinho ou valorização retirasse o carinho, a valorização ou o amor que me tinha sido dado. Como se o amor fosse algo que pudesse ser medido e que, de certa forma, fosse limitado.

É fácil dizer ao outros que o amor é infinito e que quanto mais amor damos, mais podemos dar. Mas nunca me tinha apercebido que, ainda hoje, me comporto de forma oposta.

Ainda tenho um conceito de amor que limita e que prende… Mas, aos poucos, vou destruindo, a caixinha de amor e vou me abrindo para o verdadeiro amor: o amor incondicional.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Ser a melhor versão de mim mesma – 188 de 365

Sempre pensei que ser a melhor versão de mim mesma significava ser a melhor em tudo: a mais bonita, a mais inteligente, a mais acarinhada…

Nos casos em que não conseguia tingir o “pódio” sentia-me mal comigo mesma. Sentia que não tinha cumprido uma missão e que devia ter feito melhor. Nos casos em que finalmente era considerada a melhor, eu sentia sempre que ainda faltava algo para me preencher e era só uma questão de tempo até aparecer alguém melhor que eu.

Parecia que a melhor versão de mim mesma nunca era o suficiente. E isto acontecia porquê?

Porque eu fazia o que era suposto. Porque eu queria agradar aos outros. Porque achava que era a valorização exterior que me ia trazer a sensação de bem-estar que eu sempre procurei.

Ser a melhor versão de mim mesma é sentir-me bem.

É sentir-me bem comigo, com o que eu faço e com a minha vida. É sentir-me realizada todos os dias e sentir-me fazer parte deste maravilhoso universo.

Hoje sinto-me a melhor versão de mim mesma, porque a cada dia que passa sinto-me melhor comigo mesma.

Obrigado!

Ângela Barnabé

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