Uma oportunidade para melhorar – 13 de 365

Todos os dias são repletos de oportunidades de melhorar. Quanto melhor estiver hoje, com certeza que melhor estarei amanhã.

Se olhar à minha volta, em cada momento posso evoluir e aprender com todas as situações. Seja uma conversa, uma receita que não corre como esperado ou uma fila de supermercado; se o foco for ser melhor, não faltarão formas de isso acontecer.

Não é ser melhor para atingir um determinado patamar, ou para de alguma forma conquistar algum mérito, mas sim para poder usufruir de uma vida plena e deixar o mundo um lugar melhor do que o encontrei.

Dispor-me a melhorar não é um ato grandioso, mas sim um ato de inteligência. Irradiar amor e gratidão não é algo especial, mas sim uma tarefa da minha responsabilidade enquanto ser que habita este planeta.

A imagem que tinha de mim mesma era bastante limitada e isso interferia muito com a forma como a minha vida se desenrolava. Aos poucos fui vendo a vida de uma outra maneira e isso passou por alterar a forma como me via.

Isso abriu as portas para que eu pudesse mudar muitas atitudes minhas em relação a mim e aos outros. A minha postura perante a vida agora é diferente, mas tudo isto passou por um treino.

Cada dia, hora, minuto, segundo é uma grande oportunidade de ser a pessoa que sempre quis ser e de contribuir para um mundo melhor. Independentemente daquilo que fiz no passado, daquilo que pensei de mim, da vida e dos outros, posso escolher hoje ser diferente, ser melhor.

Mesmo quando me sinto em resistência, sei, com toda a certeza que posso escolher diferente e que se eu estou assim é porque quero. Num instante tudo pode mudar, basta dar o primeiro passo e seguir confiante que tudo fluirá da melhor forma.

Obrigado por este dia repleto de oportunidades de melhorar!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Dan Freeman on Unsplash

A vida que eu escolhi – 12 de 365

Durante muito tempo reclamei da vida que tinha. Não gostava de mim, nem daquilo que vivia. Tudo era um frete e os momentos em que me sentia “bem” eram os momentos em que me conseguia alhear da realidade.

Nunca imaginei conseguir sentir-me realmente bem com a vida e a minha única perspetiva era que ao fazer o que seria suposto, magicamente tudo se encaixasse e que me sentisse finalmente realizada. Mas nem mesmo isso me preenchia.

Surgiu uma nova forma de ver a vida e sinceramente eu resisti a isso. A minha postura era que o mundo tinha que mudar e não eu. Como é que eu mudando as coisas mudavam? Eu ficava mal por causa das coisas e não o contrário…

No fundo, esta nova forma de viver condizia com aquilo que eu sempre procurei. A minha vida passava a depender de mim, qualquer resultado poderia ser alterado e eu podia sentir-me realizada e feliz no meu dia-a-dia.

Esta ideia de que a realização apenas acontece em momentos específicos é uma grande prisão. Posso sentir-me realizada diariamente, com tudo aquilo que faço e com todas as situações que eu encontro.

A vida é o que eu quero que ela seja. Pode ser um constante realizar de sonhos, uma jornada repleta de aprendizagens e uma verdadeira alegria. Também pode ser um constante de desilusões, uma caminhada cheia de raiva e medo e um verdadeiro pesadelo.

A vida que eu tinha foi a vida que eu escolhi. A realidade que experimento hoje é resultado de uma escolha.

Mudar acontece num estalar de dedos, no momento da tomada de uma decisão. Mas é um processo, um constante expandir de consciência, que a pouco e pouco me mostra o quão maravilhoso é viver e usufruir de todas as bênçãos a que tenho direito. Obrigado por este dia repleto de alegria. Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Joel Holland on Unsplash

O momento certo – 11 de 365

Sempre procurei a melhor forma de fazer as coisas e penso que a encontrei: estar bem. Quando estou bem tudo flui, não existem problemas, nem complicações e tudo faz parte do processo.

Nos momentos em que me sinto bem comigo mesma, procuro apenas coisas que me trarão algum benefício. Não fico agarrada ao mal-estar e cada oportunidade é aproveitada para evoluir e trabalhar algum aspeto.

Mesmo quando as coisas correm fora do esperado, é sempre na postura que tudo o que acontece é para meu benefício e no meio do aparente caos, encontro sempre a melhor oportunidade, no momento certo.

Não consigo manter esta postura 100% do tempo, mas só praticando é que lá chegarei. Apenas ao tomar consciência que a vida é perfeita, já ocorreu uma grande mudança.

Posso escolher em todos os momentos sentir-me bem, ainda que tudo pareça uma confusão. Aliás, é mesmo nesses momentos que a verdadeira mudança acontece.

Querer as coisas à minha maneira é realmente estúpido. Tenho uma consciência limitada da realidade e uma grande parte dos meus conceitos ainda se encontra desatualizada. Como é que eu posso ver o que é melhor?

Quando não sabemos para onde navegar, temos que baixar os braços. Se eu não consigo escolher o que é melhor de uma forma consciente, posso escolher que o melhor venha até mim, baixando os braços e deixando-me guiar.

E como fazer? Confiando no fluxo e processo da vida. Cultivando uma relação saudável comigo mesma para permitir que toda a minha experiência se transforme em sabedoria e que cada vez mais possa fazer escolhas com base no amor.

Tudo acontece no momento certo. Mas se eu estiver distraída, pré-ocupando-me com a melhor forma de as coisas chegarem até mim, tudo me vai passar ao lado.

De nada vale querer as coisas, se na hora de as receber não estou pronta para que isso aconteça. A melhor forma de fazer as coisas para que tudo flua é estar bem.

Obrigado por este dia repleto de perfeição!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Aaron Burden on Unsplash

O derrubar de barreiras – 10 de 365

Fui ensinada a confiar, desconfiando. A dar de mim, mas não tudo para que, se algo acontecesse, ainda ficasse com algo. Por todo o lado via pessoas a enganarem os outros, pensando poder tirar daí algum benefício.

Eu era aquela pessoa que punha sempre barreiras quando conhecia novas pessoas e mantinha uma postura de desconfiança em relação aos outros, com medo de ser prejudicada. Até mesmo com as pessoas próximas de mim havia um fosso, pois nunca ninguém podia saber quem eu realmente era.

Partilhar aquilo que realmente sentia era expor-me e colocar as minhas fraquezas à mercê de todos. Por isso quanto mais “fechada” eu fosse, melhor me podia proteger do mundo.

Acreditei que um dia alguém viria ter comigo e ia derrubar todas aquelas barreiras. A tão esperada alma gémea ia ser tudo aquilo que eu sempre sonhei e aí eu poderia sentir-me a pertencer ao mundo e não isolada dele.

Cada vez me sentia mais separada do mundo. Nada era genuíno, nem a alegria, nem a tristeza, nem o sorriso, nem as lágrimas; tudo era uma encenação, pois nada podia entrar ou sair daquela espessa bolha que me protegia do mundo.

Até que um dia se tornou urgente “despejar” aquilo que sentia. Ou me libertava do que sentia ou ia rebentar de uma vez e tudo aquilo ia provocar um estrago ainda maior.

Comecei a escrever estas reflexões diárias como meio de libertação de medos e limitações e também com o intuito de derrubar barreiras. Portas bem pesadas que só podiam ser abertas por dentro e nem mesmo a “alma gémea” ia ter acesso à pessoa que eu realmente era.

Hoje sinto-me cada vez melhor comigo mesma e à medida que derrubo barreiras sinto-me mais una com aquilo que me rodeia. Ainda sinto alguma dificuldade em lidar com algumas situações, com pessoas novas e às vezes com pessoas conhecidas, mas sei de certeza que da mesma maneira que construí esta separação do mundo, posso voltar a viver sem prisões.

“Viver é seguro” digo eu a mim mesma, cada vez mais confiante no fluxo e processo da vida!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Rob Morton on Unsplash

Sinto-me realizada? – 9 de 365

Passei grande parte da minha vida a pensar que a realização vinha da concretização de objetivos. Tinha um  objetivo, conseguia concretizá-lo e aí poderia receber a tua esperada realização.

Mas, como sentia um grande vazio interior, essa busca pela realização não tinha como intuito a melhoria da minha vida, usando o meu tempo de uma forma útil, mas sim de preencher uma grande lacuna.

Quanto mais fazia e mais buscava o que fazer, menos realizada me sentia. Aliás, na maior parte das vezes começava muito entusiasmada com algum projeto, mas cedo essa chama se apagava, pois nunca era algo genuíno. Era mais uma tentativa de sentir que estava a viver com algum propósito.

Mas como é que eu me poderia sentir realizada? Aquele sentimento de inutilidade funcionava como um buraco que fazia desaparecer tudo o que eu sentia quando alcançava algum objetivo.

Esse “buraco” não podia ser preenchido pelo exterior. Era algo que tinha que ser resolvido interiormente.

Buscava fazer as coisas porque queria realmente isso, ou porque era suposto? Queria mesmo ser a pessoa que ia atrás de uma determinada filosofia ou fazia as coisas para que gostassem de mim?

Toda a base do problema era aquilo que eu pensava de mim, a minha autoestima. Tinha que parar de me preocupar com aquilo que os outros pensavam e passar mais tempo a descobrir aquilo que estava em harmonia comigo.

E hoje? Sinto-me realizada?

Quando tomei consciência que a realização vem do percurso e não no chegar ao destino; quando vi que era eu que tinha que vibrar com aquilo que fazia e não com o que os outros sentiam relativamente a mim; aí pude começar a sentir-me a pessoa realizada que sempre quis ser.

Quanto mais realizada me sinto, mais realização trago para a minha vida. Só o facto de me sentir bem comigo mesma durante alguns momentos ao longo do dia já é motivo para me sentir mais que realizada.

E se semeio bem estar hoje o que é que irei colher amanhã?

Obrigado por este dia repleto de “realização”!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Eu sou o que penso que sou – 8 de 365

A imagem que eu tenho de mim sempre foi algo com que eu tive dificuldade em lidar. Era mais fácil dizer que eram os outros os responsáveis por aquilo que me acontecia, mas com o passar dos tempo, as peças do puzzle começaram a encaixar.

Eu sentia-me mal comigo mesma e as pessoas ignoravam-me ou não me davam importância. Eu sentia-me bem comigo mesma e era respeitada e acarinhada. Durante algum tempo, achei que o que as pessoas faziam era a causa do meu estado, mas na verdade tudo isso era efeito.

Efeito do quê? Da imagem que eu tinha de mim mesma. Lembro-me de ser uma criança extrovertida, mas, depois de entrar na onda da comparação, aos poucos fui perdendo essa chama.

Quando me comecei a comparar com os outros, seja a nível físico, como a nível de “conquistas”, o foco passou a ser o ultrapassar aquilo que os outros tinham. Acontece que, ao contrário do que eu pensava, mesmo quando conseguia ser a melhor, o vazio interior não era preenchido, aliás ficava ainda maior.

Em vez de me focar naquilo que estava em harmonia comigo e com aquilo que eu era, tentava moldar-me de todas as maneiras possíveis, para que de uma forma ou de outra pudesse preencher aquele grande vazio que sentia dentro de mim.

Usava máscaras perante todos, vivendo alguns momentos de “felicidade”. Aquela suposta felicidade era na verdade euforia, que tão depressa ia como vinha. Era à noite, ou quando ficava realmente sozinha, que todo aquele mal-estar caía sobre mim e eu interrogava-me o que é que eu era realmente.

Ainda hoje, durante alguns momentos, me interrogo o que é que eu sou. Continuo a ir buscar aquilo que eu era, sem me aperceber que mudei e que acima de tudo posso ser aquilo que eu quiser.

Pode demorar algum tempo até que seja integralmente uma pessoa segura e confiante, mas a cada dia que passa, cada segundo de bem-estar é um passo em direção a um mundo melhor e uma certeza que neste preciso momento posso sentir-me bem com aquilo que sou.

Obrigado por este dia cheio de amor!

Até amanhã!

Ângela Barnabé

 

Foto original por Chloe Si on Unsplash

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