Tomar decisões – 281 de 365

tomar decisões

Este último ano tem sido repleto de mudanças, como já escrevi algumas vezes, e uma delas tem sido a perceção que eu tenho de mim mesma e daquilo que me leva a tomar decisões.

Muitas vezes confundi não querer fazer uma coisa com não fazer uma coisa devido ao medo. Medo de quê? Muitas vezes nem eu sei.

Eu fujo daquilo que quero realmente experimentar: a alegria da vida. Aquele turbilhão de emoções que é lidar com as situações, tomar decisões e largar.

Quero, na maior parte das vezes, fazer as coisas com perfeição. Mas, pensando bem, não quero essa perfeição para tirar o melhor partido da situação. Eu quero a “perfeição” porque tenho medo.

Tenho medo de não fazer bem. Tenho medo de que as situações apareçam e que eu não saiba lidar com elas.

Tenho vindo a fazer um grande progresso no que toca à resistência, porque começo a perceber que a resistência é causada pelo medo e o medo é causado por conceitos.

Quanto mais me foco na resistência e em querer mudar isso em mim mais a faço crescer. Quando me foco no meu crescimento consciente que tudo faz parte de um processo, permito que a mudança seja feita de uma maneira suave.

Tenho agido apesar do medo, confiante na vida. Tenho agido apesar do desconforto, sabendo que quanto mais resistir, mais dor terei.

Tenho principalmente agido com amor para comigo mesma, porque só assim poderei usufruir da jornada que é a vida e de todas as maravilhas que ela me traz.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Aproveitar o que estou a viver – 279 de 365

aproveitar

Nos últimos tempos tenho sido “confrontada” com o facto de nada ser permanente. Isto não é novidade nenhuma para mim, mas diversos acontecimentos da minha vida fizeram-me refletir neste tema.

Coisas que tomei como certas; pessoas, situações e até mesmo objetivos saíram da minha vida com a mesma suavidade com que entraram.

Assim como escrevi na reflexão anterior, tenho notado a urgência em aproveitar tudo aquilo que estou a vivenciar.

Ninguém sabe o que irá acontecer amanhã e nem durante quanto tempo alguma coisa irá estar presente na minha vida.

As coisas que eu tenho vindo a vivenciar são excelentes e estou muito grata por tudo aquilo que tenho na minha vida.

Mas tenho plena consciência que para ir de onde estou para algo ainda melhor tenho que me desapegar e estar preparada para deixar ir.

Usufruir ao máximo de cada momento presente é crucial pois só assim aprenderei a viver o momento presente e a aproveitar cada segundo da jornada que é a vida.

Quando chegar a hora de deixar ir tenho que largar, confiante que o melhor está ali à minha espera.

Enquanto as “coisas não vão” é aproveitar daquilo que tenho, grata às oportunidades e confiante no fluxo e processo da vida.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Estou à espera do quê? – 278 de 365

Estou à espera do quê

Se olhar com atenção para a minha vida vejo que o tempo passa rápido. A vida não pára e as coisas fluem a uma velocidade alucinante.

Em criança imaginava como seria ter dezoito anos e parecia que nunca mais lá chegava. Hoje, com quase 23 anos, vejo a urgência em aproveitar cada segundo e às vezes parece que o tempo passa rápido de mais.

Não há tempo a perder; a altura certa para ser feliz, para realizar sonhos e principalmente para viver é agora.

Muitas vezes pergunto-me: “Estou à espera do quê?”. Perco tempo com coisas que não interessam, foco-me no que não quero e dou atenção ao que não preciso.

Aquele conceito de trabalhar hoje para usufruir amanhã é uma grande ilusão.  Aquilo que faço em cada momento, independentemente do que seja, deve ser feito com todo o amor e boa-vontade e não com foco no que poderei vir a obter.

Ninguém sabe se está vivo amanhã. Então para quê hipotecar a felicidade e colocá-la num momento que não se sabe se irá existir?

Este ano foi um dos anos mais intensos da minha vida. Ainda não está encerrado mas sinto que foi um ano muito bem aproveitado.

Apesar de ter objetivos definidos, ocupei-me mais com o viver aquilo que ia acontecendo do que em pensar o que iria fazer quando os meus objetivos se concretizassem.

Não posso deixar para amanhã o que posso viver hoje. E hoje posso viver tudo. Todo o amor, felicidade e gratidão estão aqui neste preciso momento. É só aproveitar!

Obrigado!

Ângela Barnabé

Segurança e experiência – 277 de 365

experiência

Desde que entrei na adolescência que me considerava alguém inseguro. Pequenas alterações eram o suficiente para me destabilizar e pequenas novas tarefas eram o suficiente para eu entrar em ansiedade.

Quando comecei a tomar consciência de que a segurança era algo indispensável para um vida de qualidade, comecei também a querer sentir-me segura, o que é perfeitamente natural.

Mas de onde é que vem a segurança?

Naquilo que tenho vindo a experienciar, a segurança vem principalmente da minha postura em relação à vida. A experiência que vou ganhando também vai ajudando a que eu me sinta mais segura.

A postura em relação à vida parte de mim e vem com a prática e com a expansão da consciência. A experiência vem com o fazer e praticar e com o meu crescimento pessoal.

Para que eu tenha experiência também é preciso que eu me sinta segura, porque a experiência tem a ver com aprendizagens e eu só posso dizer que aprendi quando vejo que as coisas acontecem para meu benefício (conceito normalmente associado à segurança e confiança na vida).

Isto tudo para chegar à conclusão que a segurança vem de dentro de mim e que não depende de nada exterior. Por muito que me digam que estou a fazer bem, que estou a crescer, se eu não sentir isso dentro de mim, o que os outros dizem não faz diferença nenhuma (aliás se eu estiver insegura até pode agravar a insegurança).

Posso saber o melhor processo de fazer as coisas; posso ter toda a técnica e conhecimento, mas se eu não estiver segura muito provavelmente nunca poderei ter o melhor resultado possível.

Obrigado!

Ângela Barnabé

O desapego e o largar – 276 de 365

desapego

Uma das coisas que tem sido mais difícil para mim trabalhar é o desapego. Como se costuma dizer “ou se aprende a bem ou se aprende a mal” e a última opção tem ocorrido na minha vida.

(Quando falo em aprender a mal refiro-me ao ter que aprender passando a experiência de uma forma mais dolorosa, porque resisto aos acontecimentos. Podia aprender trabalhando as situações assim que me apercebo delas, mas vou adiando e quando chega a altura acabo por entrar em negação.)

Enquanto estiver apegada a alguma coisa, estou a viver um sentimento de posse. Ora, se existe posse não existe confiança e o medo de perder está sempre presente.

O segredo é usufruir e valorizar tudo aquilo que tenho e quando chega o momento de isso desaparecer na minha vida deixar ir.

Sim, porque nada exterior é eterno: as pessoas e as coisas vão e vêm. O que fica são os momentos usufruídos e vividos.

Quando tenho consciência disso, posso viver os momentos. Mas quando quero ter as coisas para mim com medo de perder, acabo por não usufruir e por criar uma situação de perda.

Se algo saiu da minha vida é porque outro melhor me espera. Não sei o que é mas sei que até hoje nada me faltou e já “perdi” imensas coisas.

O desapego não é só da parte material. Também existe um desapego a nível de crenças, o que por vezes também é um desafio para mim.

Aquilo que resultou no passado pode não resultar agora. Aquilo que vivi no passado pode não fazer sentido no momento presente.

Cada vez que eu me apego a algo, adio uma mudança e crio uma resistência à vida. Cada vez que largo permito uma mudança e abro portas para algo melhor acontecer.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Querido Outubro… – Inventário Mensal 2018

querido outubro

Querido outubro,

Se eu pensava que agosto e setembro tinham sido intensos, tu mostraste-me que vinha por aí muito mais do que eu poderia imaginar.

Nestes 31 dias aprendi tanto, cresci tanto e trabalhei tantos aspetos em mim que é quase difícil reconhecer-me hoje, enquanto escrevo estas palavras.

Não dou por terminado o meu trabalho de crescimento, longe disso, mas ao deparar-me com todas oportunidades para crescer vejo que a única coisa que eu tenho que fazer é confiar e deixar-me ir.

Eu não sei não sei o que é o melhor para mim, não sei o que está por detrás dos acontecimentos, não sei onde a vida me leva… Mas sei que o que acontece é o melhor para mim. Sei que posso sentir-me feliz e realizada em cada momento.

Sempre ansiei uma vida estável, em que teria todos os meus objetivos realizados e seria só apreciar a vida.

Mas tenho vindo a tomar consciência que vida é crescimento. Que é naqueles momentos em que tudo parece um caos, que as coisas fazem sentido. Não é uma questão de lógica nem de tentar perceber.

É nesses momentos que baixo os braços, largo e confio que  por magia tudo se encaixa. Viver é tão simples e quem complica e cria todo o sofrimento sou eu quando tento entender.

Tudo tem um propósito e quanto mais depressa tomar consciência disso, mais depressa poderei usufruir realmente da vida.

Obrigado Outubro!

Ângela Barnabé

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