Focar-me nas soluções – 102 de 365

soluções

Devido àquilo que fui considerando como verdade ao longo da  minha vida, sempre me foquei nos problemas. Ocupava a mente com o que poderia correr mal e com aquilo que eu não queria que acontecesse.

Nunca me sentia a viver o presente, é claro; sentia-me sempre ansiosa e nunca me sentia preparada para resolver algum “problema” que pudesse surgir.

Bastava uma pequena alteração de planos para comprometer a postura de calma que eu muitas vezes aparentava.

Mas quando comecei a ver a vida de forma diferente, comecei também a conceber uma realidade diferente.

Uma realidade em que o foco são as soluções. Em que tudo o que acontece é sempre o melhor e que qualquer obstáculo não é nada mais que uma oportunidade de crescimento.

É como mudar as lentes de uns óculos, para umas com uma definição e uma cor totalmente diferentes. Uma perspectiva que permite uma vida bem mais satisfatória e que em vez de me colocar contra a vida, me permite fluir ao seu sabor.

Já escrevi sobre o “complicómetro” e sobre a sua permanência ativa no meu dia-a-dia. Mas descobri o botão de desligar para este “aparelho” que tanto transtorno me traz: é confiar.

Confiar na vida e no seu processo e confiar que sempre que me for apresentada uma situação terei também a capacidade e as ferramentas para a resolver e para a transformar naquilo que preciso para o meu crescimento e para o alcançar dos meus sonhos.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Rodion Kutsaev on Unsplash

A aceitação permite a mudança – 101 de 365

aceitação permite mudança

Durante muito tempo foquei-me nas minhas limitações. Ocupava a minha mente com os aspetos que não gostava em mim, desesperada para que ocorresse uma mudança.

Só há pouco tempo é que me apercebi que fazia isso, mesmo sabendo que o primeiro passo para mudar é aceitar.

Gostar de mim é sinónimo de aceitar todos os meus traços, mas isso não invalida a mudança.

Hoje vi uma fotografia minha de 2007, quando tinha apenas 11 anos. Observei a alegria no olhar daquela criança, uma alegria que nunca pensei voltar a experienciar.

Mas agora neste momento, enquanto escrevo este texto sinto alegria. Os meus dias estão repletos de sentido e felicidade.

Com o tempo tenho vindo a aceitar-me e a largar tudo aquilo que só me traz sofrimento. Tenho criado sonhos, projetos e principalmente tenho estado focada em viver o momento presente e a valorizar tudo aquilo com que sou presentada.

Todas as possibilidades estão aqui, neste lugar.

Ainda que tenha escolhido durante muito tempo ser a minha própria inimiga, hoje cultivo uma relação cada vez melhor comigo mesma.

A mudança começa com a aceitação, porque através dela posso escolher a partir de um lugar de amor.

Enquanto quis mudar as coisas para que pudesse gostar de mim, estava numa postura de resistência àquilo que eu precisava trabalhar.

Mas quando gosto de mim e me permito ser uma pessoa melhor para mim, tudo muda e passo gostar cada vez mais de mim, dos outros e da vida.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Antonina Bukowska on Unsplash

O sabor da vida – 100 de 365

saborUltimamente tenho experimentado fazer em casa coisas que normalmente compraria, principalmente a nível alimentar.

Tenho ficado surpreendida com o sabor das coisas, porque naturalmente é bem diferente do sabor dos alimentos comprados.

Posso dizer que o sabor “real” do pão, por exemplo, será daquele que eu cozi em casa, uma vez que apenas tem os ingredientes que supostamente deveria ter.

Isto despertou-me para uma reflexão.

Durante muito tempo a vida tinha um sabor amargo e injusto. Os “ingredientes” que eu usava não eram os melhores e a receita que eu seguia já tinha passado à história.

Um dia foi-me mostrado uma nova receita e uma nova lista de ingredientes e então pude saborear a verdadeira vida. Ou melhor tive acesso a algo muito mais “saboroso” do que poderia imaginar.

Como apenas tinha consciência do medo, só poderia encontrar medo. O amor deixava-me um sabor amargo na boca. A felicidade era temporária e dependia do exterior.

Mas hoje, como atualizei o conceito tanto da vida como dos conceitos de amor, felicidade, responsabilidade, etc…. já posso criar algo que realmente me deixe satisfeita.

Hoje é a centésima reflexão de 2018 e posso afirmar que escrever estas reflexões tem contribuído muito para o meu crescimento.

Algumas reflexões deixam-me mais “orgulhosa” porque sinto que naquele dia fui capaz de me transportar para um determinado estado de espírito. Mas naqueles dias em que escrevi sobre temas que me “incomodavam” mais, pude aprender com as experiências e alcançar os objetivos pretendidos com estas reflexões: partilhar todos os momentos do meu crescimento.

A vida é aquilo que eu faço dela e à medida que vou descobrindo novos ingredientes e novas receitas, a vida vai se tornando mais doce e mais agradável.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Erik-Jan Leusink on Unsplash

O passo da confiança – 99 de 365

Hoje estava a alimentar as galinhas da Casa Escola António Shiva e colhi um pouco de erva para que elas viessem comer da minha mão.

Umas galinhas, as mais ousadas e confiantes, vieram comer e escolheram o que queriam. As outras, desconfiadas e medrosas, tiveram que comer o que foi caindo e que eu fui mandando para perto delas.

No final, uma que era medrosa aproximou-se e finalmente veio comer da minha mão.

Apesar de isto ser um acontecimento aparentemente sem importância, fez-me refletir um pouco sobre a vida e como eu me comporto em relação a ela.

Quando confio e me entrego ao fluxo, dirijo-me à “mão” que me dá tudo aquilo que eu preciso e tenho a oportunidade de usufruir tudo aquilo que tenho à disposição.

Agora quando tenho medo e hesito em dirigir-me àquilo que bom que a vida tem para mim, limito-me a uma pequena parte daquilo que me é dado, ficando sempre rodeada pelo medo.

Mas mesmo nesses momentos nada me falta.

Onde é que eu pretendo chegar?

Que muitas vezes dando mais um passo, largando aquilo que me é conhecido tenho acesso a muito mais do que poderia imaginar.

Aliás muitas vezes (ou melhor sempre) a vida começa quando dou aquele passo em direção ao desconhecido.

As coisas estão lá à minha espera. Basta dar um passo em frente e confiar.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foco ou fluxo? – 98 de 365

foco

Nos últimos dias tenho refletido muito sobre a ideia de foco. Por um lado sei que é importante ter objetivos e pôr ação, mas por outro tenho a questão de não saber o que é bom para mim.

Vou dar um exemplo.

Eu queria ser uma pessoa mais segura, com uma postura de confiança em relação ao vida.

Comecei por me focar na limitação, ou seja, estava obcecada com o facto de não ser segura, de ainda me portar com desconfiança em relação à vida.

Esta forma de agir estava a aumentar ainda mais o problema, porque quanto mais me focava na limitação, mais a limitação estava presente.

Mudei então a postura e passei a imaginar-me segura, trazendo essa imagem para o dia-a-dia, sendo que isso me impedia de viver o momento, porque em vez de agir de forma segura, pensava apenas nisso.

Até que larguei e pensei que no momento certo teria a oportunidade certa. Aí aconteceu o milagre. Parece que essa segurança surgiu do nada e tudo se encaixou no momento certo.

Ou seja, enquanto me foquei em algo, limitei as possibilidades e parecia que o problema continuava lá. Quando baixei os braços e me abri ao fluxo, o problema desapareceu como por magia.

Então o que é importante: focar-me ou fluir?

O foco é sempre com base na minha consciência, que ainda é limitada e que não me permite ver as infinidades das possibilidades que estão disponíveis.

O fluxo leva-me sempre para a melhor possibilidade e permite-me viver a melhor vida possível.

Acho que está na altura de mudar e deixar o foco sair para o fluxo entrar.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Reciclar acontecimentos – 97 de 365

reciclar

Já estou farta de saber que não posso controlar aquilo que acontece. Posso planear e tentar manipular, mas a verdade é que tudo acontece de uma maneira inesperada.

Então o que é que eu posso fazer durante um acontecimento que não me “agrada”?

É importante responsabilizar-me pelo que está a acontecer. Não foram os outros que criaram ou que trouxeram aquilo para a minha vida; eu sou 100% responsável.

Posso escolher aquilo que sinto em relação àquilo que está a acontecer.

Posso decidir que o que está a acontecer é o melhor para mim, e daí criar um melhor resultado, ou posso decidir que aquilo não devia ter acontecido e entrar em negação à vida.

É estúpido querer as coisas à minha maneira. Se eu quero que tudo aconteça de acordo com a minha vontade é porque penso que sei o que é melhor para mim.

Se olhar para trás e até  mesmo para o momento presente, vejo bem que não sei o que é o melhor para mim, porque cheguei a um ponto não muito agradável da minha vida quando fiz as coisas à minha maneira.

Mais do que estar atenta àquilo que atraio e tentar atrair coisas diferentes para a minha realidade, devo estar focada em lidar com o que acontece no presente, reciclando os acontecimentos e fazendo com que estes contribuam sempre para o melhor.

O resultado final está nas minhas mãos. Só tenho que garantir confio no que a vida me dá para fazer desse resultado o melhor possível.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Milos Tonchevski on Unsplash

 

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