Boa-vontade e mente aberta – 19 de 365

Os últimos dias têm sido repletos de atividades que não seriam habituais. Tenho tido oportunidades para lidar com diversas situações e uma das coisas que mais me tem passado pela mente é a ansiedade.

Muitas vezes só o pensar em fazer algo despoleta em mim pré-ocupação e sei que até que aquilo aconteça, não irei estar descansada. Por vezes, evito passar por determinadas experiências, para não ter que passar pelo tempo até que elas aconteçam.

Mas, uma vez que estou disposta a mudar os aspetos em mim que apenas bloqueiam o fluxo da vida, pensei no facto de os últimos dias, apesar de estarem recheados de coisas novas, não foram dias “stressantes” e fui conseguindo fazer o que queria, sem me sentir exausta.

Aplicando boa-vontade naquilo que faço permito que tudo corra da melhor forma e tendo uma mente aberta abro-me para possibilidades que nunca poderia imaginar.

Em reflexões anteriores tenho escrito sobre o facto de a vida me encaminhar sempre para o melhor resultado possível.

Mas como é que isso pode acontecer se eu não confio? Se penso nas infinitas coisas que podem correr mal em vez de viver na certeza que aquilo que acontece é o melhor?

Sempre que eu estou ansiosa, eu foco-me no que não quero e crio situações bastante difíceis de lidar. Não porque existam coisas difíceis, mas sim porque o meu estado de espírito não é propício à resolução, mas sim à complicação.

Tudo é perfeito e, ou escolho acreditar nisso e maravilho-me com as diversas oportunidades que tenho para ser uma pessoa melhor, ou então resisto à vida e vivo em ansiedade e escolho viver uma vida limitada.

Estar bem ou estar mal é uma escolha. Posso usar tudo o que acontece no dia-a-dia para estar cada vez pior ou para estar cada vez melhor.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Elijah Henderson on Unsplash

Entregar-me ao mundo – 17 de 365

A minha relação com as pessoas nunca foi muito saudável nem muito autêntica, talvez porque a minha relação comigo mesma também não o era.

Tenho observado a forma como me relaciono com as pessoas. É engraçado ver que por muito que eu dissesse que me queria sentir mais próxima das pessoas, no fundo acabava sempre por me afastar e por rejeitar qualquer tentativa de proximidade.

Fechei-me numa grande bolha, com o intuito de me proteger deste mundo “perigoso” e isso trouxe consequências na forma como me relacionava com o que me rodeava.

Ainda hoje sinto uma barreira entre mim e as pessoas que me são mais próximas. Por um lado quero sentir-me a fazer parte, quero ser leve e fluída na forma como me relaciono, mas a verdade é que a maior parte das vezes crio uma grande barreira ao meu redor.

Gostava de ser mais espontânea, mais “despreocupada” com aquilo que os outros pensam sobre mim, mas ainda tenho medo de fazer figuras ridículas, de dizer que não sei, ou de mostrar algo mais profundo do que aquilo que muitas vezes faço parecer.

Claro que estas reflexões têm-me ajudado imenso e aos poucos começo a sair desta dura carapaça que me impede de sentir plenamente a vida.

Quanto mais vejo o quanto tudo é perfeito, mais me permito tentar arriscar pois sei que independentemente do que acontecer, o resultado será sempre o melhor possível.

Cada vez me sinto melhor com aquilo que sou e que treino ser aquilo que gostaria de ser: uma pessoa segura e confiante.

Tudo é um treino e o processo da vida é perfeito. Aos poucos vou descascando estas camadas que me impedem de usufruir da vida e me sinto a fazer parte desta grande família que é o mundo.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Sergey Shmidt on Unsplash

Todas as possibilidades estão no mesmo lugar – 16 de 365

Tenho pensado naquilo que neguei no passado. Nas coisas que resisti e nos momentos em que me deixei cegar por ideias pré-concebidas em relação aos outros, à vida e em relação a mim.

Tive muitos momentos em que me senti sozinha, abandonada, sem esperança no futuro. Mas será que isso correspondia à realidade? Será que naqueles momentos eu estava realmente sozinha, ou apenas me recusava a abrir os meus olhos para aquilo que estava disponível para mim?

Pergunto-me tudo isto ao observar a realidade que vivo hoje. Nos poucos momentos em que resisto à vida, sinto novamente toda aquela onda de “negativismo” a inundar-me. Mas, se mudar a minha postura, tudo aquilo desaparece, e só consigo observar beleza.

Afinal quem é que impede que tudo flua? Toda aquela ideia que a vida não é boa para mim não é verdadeira, porque mesmo nos momentos em que neguei o processo das coisas, nos momentos em que resisti firmemente à mudança, ainda assim fui encaminhada para o melhor possível.

Sou realmente abençoada, mas no fundo sempre fui. Tive sempre aquilo que precisei, as ferramentas que conseguia conceber e as pessoas certas apareceram sempre no momento certo.

Todo o sofrimento não foi causado por aquilo que acontecia, mas sim pela minha postura e por aquilo que eu escolhia perante as situações com que me deparava.

Tudo é um treino, uma aprendizagem e uma oportunidade de crescer e de ser uma pessoa melhor.

Se vejo oportunidades de melhoria em todo o meu percurso de vida? Vejo sim, mas isso não significa que eu cometi erros. Apenas fiz o melhor que sabia num dado momento, consoante a minha consciência da altura.

Cada vez mais sinto-me “crescer” e isso apenas acontece porque me permiti melhorar e me abri ao fluxo e ao processo da vida!

Obrigado por este dia repleto de bênçãos!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Oscar Nord on Unsplash

Receber amor – 15 de 365

O conceito de amor que eu tenho ainda é muito limitante. Por todo o lado fui (e sou) bombardeada com um conceito de amor condicional, que em vez de trazer todo aquele calor que esperava, apenas trouxe mais vazio.

Tenho reparado na forma como a minha vida se desenrola e quão abençoada eu sou por tudo o que vai acontecendo. Pensei, hoje, que a vida me tem dado tanto amor, mas a verdade é que esse amor sempre esteve aí para mim.

Aquilo que eu estou a sentir hoje, podia tê-lo sentido noutras alturas da minha vida, porque desde sempre pude viver a vida de uma forma satisfatória. É claro que tudo faz parte de um processo, mas não é só hoje que estou a ser abençoada.

Até que ponto eu me abro para receber amor? Ou para receber qualquer coisa que eu desejasse num dado momento?

Uma das primeiras coisas que eu “aprendi” quando comecei a ver a vida de uma outra maneira é que tinha que me sentir merecedora daquilo que queria receber. Para isso tenho que me sentir bem com a pessoa que sou, pois só assim me considerarei com valor suficiente para receber aquilo que quero.

O verdadeiro amor, o amor incondicional, jorra por todo o lado, mas tem que começar por mim. Tenho que me encher de amor de forma a que ele transborde e para que o meu mundo fique coberto.

Se não conseguir conceber algo, também não o vou conseguir realizar. Assim é com o amor e com tudo o resto; se eu não achar possível que o amor exista na minha vida, também com certeza nunca vou poder recebê-lo, pois nunca vou estar aberta a ele.

E não é o amor romântico, mas sim o amor genuíno, que parte de uma postura de aceitação, gratidão e de bem-estar comigo própria.

O amor incondicional é como uma semente; quanto mais se dá, mais se tem.

Obrigado por este dia cheio de amor.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Evan Kirby on Unsplash

Uma oportunidade para melhorar – 13 de 365

Todos os dias são repletos de oportunidades de melhorar. Quanto melhor estiver hoje, com certeza que melhor estarei amanhã.

Se olhar à minha volta, em cada momento posso evoluir e aprender com todas as situações. Seja uma conversa, uma receita que não corre como esperado ou uma fila de supermercado; se o foco for ser melhor, não faltarão formas de isso acontecer.

Não é ser melhor para atingir um determinado patamar, ou para de alguma forma conquistar algum mérito, mas sim para poder usufruir de uma vida plena e deixar o mundo um lugar melhor do que o encontrei.

Dispor-me a melhorar não é um ato grandioso, mas sim um ato de inteligência. Irradiar amor e gratidão não é algo especial, mas sim uma tarefa da minha responsabilidade enquanto ser que habita este planeta.

A imagem que tinha de mim mesma era bastante limitada e isso interferia muito com a forma como a minha vida se desenrolava. Aos poucos fui vendo a vida de uma outra maneira e isso passou por alterar a forma como me via.

Isso abriu as portas para que eu pudesse mudar muitas atitudes minhas em relação a mim e aos outros. A minha postura perante a vida agora é diferente, mas tudo isto passou por um treino.

Cada dia, hora, minuto, segundo é uma grande oportunidade de ser a pessoa que sempre quis ser e de contribuir para um mundo melhor. Independentemente daquilo que fiz no passado, daquilo que pensei de mim, da vida e dos outros, posso escolher hoje ser diferente, ser melhor.

Mesmo quando me sinto em resistência, sei, com toda a certeza que posso escolher diferente e que se eu estou assim é porque quero. Num instante tudo pode mudar, basta dar o primeiro passo e seguir confiante que tudo fluirá da melhor forma.

Obrigado por este dia repleto de oportunidades de melhorar!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Dan Freeman on Unsplash

A vida que eu escolhi – 12 de 365

Durante muito tempo reclamei da vida que tinha. Não gostava de mim, nem daquilo que vivia. Tudo era um frete e os momentos em que me sentia “bem” eram os momentos em que me conseguia alhear da realidade.

Nunca imaginei conseguir sentir-me realmente bem com a vida e a minha única perspetiva era que ao fazer o que seria suposto, magicamente tudo se encaixasse e que me sentisse finalmente realizada. Mas nem mesmo isso me preenchia.

Surgiu uma nova forma de ver a vida e sinceramente eu resisti a isso. A minha postura era que o mundo tinha que mudar e não eu. Como é que eu mudando as coisas mudavam? Eu ficava mal por causa das coisas e não o contrário…

No fundo, esta nova forma de viver condizia com aquilo que eu sempre procurei. A minha vida passava a depender de mim, qualquer resultado poderia ser alterado e eu podia sentir-me realizada e feliz no meu dia-a-dia.

Esta ideia de que a realização apenas acontece em momentos específicos é uma grande prisão. Posso sentir-me realizada diariamente, com tudo aquilo que faço e com todas as situações que eu encontro.

A vida é o que eu quero que ela seja. Pode ser um constante realizar de sonhos, uma jornada repleta de aprendizagens e uma verdadeira alegria. Também pode ser um constante de desilusões, uma caminhada cheia de raiva e medo e um verdadeiro pesadelo.

A vida que eu tinha foi a vida que eu escolhi. A realidade que experimento hoje é resultado de uma escolha.

Mudar acontece num estalar de dedos, no momento da tomada de uma decisão. Mas é um processo, um constante expandir de consciência, que a pouco e pouco me mostra o quão maravilhoso é viver e usufruir de todas as bênçãos a que tenho direito. Obrigado por este dia repleto de alegria. Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Joel Holland on Unsplash

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