A vida é o que eu faço dela – 48 de 365

vida

Todos os dias acontecem novas situações na minha vida. Por muito que eu saiba qual é a melhor forma de agir perante um dado acontecimento o que importa é a minha postura no momento.

Eu sei que devo confiar mas ainda me deparo a tentar controlar. Eu sei que sou eu que escolho se algo contribui para o meu bem-estar ou não, mas ainda tento responsabilizar os acontecimentos pelo meu estado de espírito.

Mesmo nos momentos em que eu não confiei na vida, sempre fui encaminhada para as melhores opções. O problema é que eu não via isso e cada vez alimentava mais o vitimismo. Via tudo como um ataque, porque queria as coisas à minha maneira e isso não acontecia (e ainda bem…).

A vida é o que eu faço dela.

Se eu fizer da vida a minha melhor amiga, posso confiar que ela me dará tudo o que eu preciso. Posso, no entanto, fazer da vida uma inimiga e com certeza que tudo o que acontecerá contribuirá para me sentir cada vez pior.

Eu sei o que fazer, ou melhor, sei o que não resulta e através disso posso escolher novas formas de agir, mas a minha postura terá que ser coerente com a realidade que quero experienciar.

A minha consciência terá que acompanhar o mundo que eu quero vivenciar. Quanto mais expando a minha consciência, mais claramente vejo que a vida é realmente aquilo que eu faço dela.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original Francisco morais on Unsplash

A vida é uma viagem… Qual será o seu destino? – 47 de 365

destino

Acreditei durante muito tempo que o meu percurso já estava traçado e que não havia nada a fazer. Nasci com pouca sorte e invejava quem tinha a vida que eu queria viver.

Mas tinha sido eu a traçar aquele destino.

Não interessa onde começamos, sempre ouvi dizer, e por muito que a minha vida num dado momento não fosse aquilo que desejava, tive sempre a oportunidade de mudança nas minhas mãos.

A prova disso é a vida que vivo neste momento. De onde menos espero as oportunidades aparecem e à medida que expando a consciência vou vendo um mundo cada vez mais belo.

Às vezes assusto-me com a possibilidade de não estar a usufruir de tudo aquilo que tenho vindo a receber, pois sei que  se não valorizar acabarei por perder.

Por isso tenho-me focado no apreciar dos momentos.

Perdi tanto tempo a reclamar, a invejar e a dizer mal da vida e durante esse período não via nada de bom naquilo que experienciava.

Mas estava lá. As bênçãos, as oportunidades, o amor, o bem-estar…. Tudo esteve sempre comigo, bastava abrir os olhos.

O destino sou eu quem o traço e as possibilidades são ilimitadas.

Cada vez vejo mais o quanto eu interfiro no desenrolar dos acontecimentos e quanto aquilo que eu acredito molda as experiências que eu vou tendo.

A minha relação comigo mesma serve como guia para as minhas relações com os outros e com a vida.

Basta sentir-me bem com aquilo que sou que tudo se desenrolará da melhor forma.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Niklas Veenhuis on Unsplash

Preencher o vazio… – 46 de 365

vazio

Ao pensar na minha vida, sempre me interroguei o porquê de me sentir tão mal comigo mesma durante um período de tempo tão grande.

Por me sentir tão mal comigo mesma e por procurar valorização passava o tempo a tentar chamar à atenção. Queria que reparassem em mim, que me dessem todo aquele amor que eu tanto procurava.

Em vez de tentar sentir-me bem comigo mesma e a partir dessa postura agir e relacionar-me com os outros, fazia exatamente o contrário. Colocava o meu bem-estar nas mãos dos outros e deixava que aquilo que os outros pensavam de mim interferissem no meu estado.

Nunca me sentia realizada, porque o motivo por detrás das minhas ações era uma busca por preencher um vazio interior.

Hoje por vezes ainda sinto essa tendência de fazer com que reparem em mim para que eu sinta que tenho valor.

Mas nesses momentos escolho sentir-me bem comigo mesma, em vez de procurar o bem-estar naquilo que os outros me dão.

Por muito que os outros me valorizem, por muito que confiem em mim, se eu não conseguir ver isso em mim mesma de nada vale o que os outros pensam.

Sempre tive quem me desse valor, mas sempre me senti mal com isso.

Não me sentia merecedora de nada do que eu recebesse a não ser que fosse algo “mau”.

Hoje estou a valorizar-me cada vez mais, tomando cada vez mais consciência que sou importante para o planeta e que a única forma de melhorar o mundo é honrar quem eu sou e abrir-me para todas as bênçãos que estão disponíveis para mim.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Valorizar aquilo que tenho – 45 de 365

Reclamar daquilo que tinha sempre foi algo que eu fiz regularmente. Para além de não fazer nada que me levasse a uma vida diferente e mais em sintonia com aquilo que eu queria, reclamava daquilo que ia recebendo.

Por muito que a realidade que eu viva num dado momento não me agrade é importante valorizar tudo aquilo com que sou presenteada.

Pode começar por ir vendo o lado positivo das coisas, focando-me em aspetos que eu goste, seja na minha vida, seja em mim mesma, mas é importante que eu valorize tudo o que tenho.

Como é que eu posso ter melhor se não estou focada no melhor? E se eu confiar no fluxo e processo da vida, posso ter a certeza que irá acontecer o melhor.

Quando estava insatisfeita com a pessoa que era, cada dia sentia-me pior e tudo o que acontecia parecia contribuir cada vez mais para que eu não gostasse de mim. É claro que a minha vida não fluía da melhor forma.

Mas quando comecei a valorizar aquilo que sou e todas as coisas que contribuíram para estar onde estou, independentemente do que aconteceu no passado, comecei a ver a minha vida a fluir de uma outra maneira.

Quando dou valor só posso ter algo melhor.

Se não estou satisfeita com algo que estou a receber aceito e agradeço aquilo que acontece para que possa pedir e receber algo a partir de uma postura de gratidão e de aceitação do fluxo e processo das coisas.

Não posso escolher o que acontece e como acontece, mas posso escolher a minha postura e ainda decidir que se está a acontecer é porque é o melhor para mim.

Aquilo que eu sinto no momento interfere com o resultado final. Se eu posso escolher o que sentir porque não sentir-me sempre grata por aquilo que recebo?

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Fidel Fernando on Unsplash

Viver o presente – 42 de 365

presente

Uma das características que mais me incomoda em mim é não viver o presente. Estou sempre (ou quase sempre) com a mente ocupada no futuro, naquilo que poderá ou não acontecer.

É importante ter objetivos, sonhar e estar expectante sobre aquilo que a vida me trará, mas para  que eu possa usufruir de algo no futuro, tenho que estar concentrada naquilo que estou a viver neste momento.

O dia de hoje “dita” o dia de amanhã, ou seja, se eu usufruir aquilo que estou a viver hoje é muito provável que amanhã usufruirei daquilo com que serei presenteada.

Mas se a minha postura hoje se basear em não viver o presente provavelmente amanhã continuarei com a mesma forma de agir.

Hoje tenho o que preciso para crescer e para que me possa sentir bem; o amanhã não interessa pois nem sei se chegará a acontecer.

Uma coisa posso garantir: se eu estiver bem hoje, estarei a semear um amanhã ainda melhor e mesmo que ele não venha, de certeza que usufruí ao máximo daquilo que o dia de hoje tinha para me oferecer.

Nada poderá fazer a minha vida melhor a não ser que eu ponha a postura que a vida me dá tudo o que é melhor para mim. Nesse sentido, estar melhor não é causado por um preenchimento com algo exterior, mas sim por uma consciência que o que me é apresentado me levará a melhor experiências.

Aquilo que me é apresentado todos os dias é uma bênção se eu assim o decidir. Assim, porque não escolher viver aquilo que eu estou a presenciar, consciente de cada ação, palavra e situação?

É de facto um treino e quanto mais me liberto de todos os preconceitos em relação à vida, mais vejo o quanto tenho estado a perder!

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Bence Boros on Unsplash

O que quero ou o que preciso? – 41 de 365

preciso

Durante muito tempo fui deixando para segundo plano aquilo que realmente queria. Vivia com indiferença perante o dia-a-dia e na maior parte do tempo ou estava em euforia ou estava em depressão.

Depois comecei a focar-me no queria e a pouco e pouco fui aprendendo a usar a energia dos acontecimentos para alcançar os meus objetivos.

Mas, de vez em quando surgia-me na mente uma pergunta: “ E se aquilo que eu quero não é o melhor para mim?

Hoje, na palestra realizada na Casa Escola António Shiva, expandi um pouco mais a consciência para o que é deixar fluir.

Se nem sempre o que eu quero é o melhor para mim, porque é que eu não ponho a postura de deixar que aquilo que eu preciso se materialize na minha vida?

A minha consciência é bastante limitada e por vezes, devido a conceitos obsoletos e materialistas, foco-me em coisas que não me irão beneficiar.

Seja porque estou à procura de realização ou porque não me encontro feliz neste momento; por vezes busco determinadas coisas e quando estas acontecem sinto-me ainda pior do que antes.

Por isso, a postura que devo adotar e que vou treinar a partir de agora é focar-me no que preciso.

Confio na vida e confio no facto que tudo aquilo que acontece é o que preciso para o meu bem-estar.

As oportunidades que têm surgido na minha vida não são nada daquilo que eu queria, são bem melhores do que algo que eu podia conceber.

Aquilo com que sou presenteada permite-me, cada vez mais, melhorar-me a mim mesma e assim contribuir para um mundo melhor.

A vida é de facto maravilhosa e quanto mais tenho consciência disso, mais maravilhoso é todo o meu crescimento e tudo aquilo que eu posso dar ao mundo!

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Mohamed Lammah on Unsplash

Holler Box

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