Quem sou eu neste momento? – Reflexões Diárias

Tenho reparado que muitas vezes vou buscar a Ângela do passado para o momento presente.

Vou explicar melhor: neste momento sou uma pessoa diferente do que era, estou mais segura e confiante e sinto-me melhor do que nunca.

Mas, ao deparar-me com uma situação já conhecida, tenho a tendência de me comportar como fazia antigamente.

Em vez de escolher agir de forma diferente, consoante a minha consciência do momento, vou buscar aquilo que sentia no passado perante a situação do presente e ajo de acordo com crenças já desatualizadas.

Tenho identificado este comportamento nos últimos tempos e suspeito que o faça há mais tempo.

Tomar consciência disto é crucial para mudar. Cada vez que me apercebo que estou a agir com base no medo ou na culpa, ou que deixo que as situações ditem como eu me sinto, lembro-me a mim mesma que há outra opção.

A forma como eu me vejo é que importa. Já me vi como alguém inseguro e isso criava insegurança em mim. Mas também já me vi como alguém seguro e se o fiz uma vez, poderei fazê-lo sempre.

Tenho praticado a aceitação daquilo que sou e isso tem-me permitido mudar os aspetos em mim que criavam resultados que eu não queria obter.

Vai nascendo uma nova Ângela, mas se eu não a “alimentar”, se eu não criar todas as condições para que ela prospere, ficará sempre na sombra.

É uma questão de me permitir ser a pessoa que quero ser. Se me consigo conceber como alguém confiante que flui com a vida e se isso não acontece é porque eu impeço que isso seja uma realidade.

Estou a terminar este ano como uma pessoa completamente diferente daquilo que era no início deste ano.

Permiti que a mudança acontecesse, aceitei o meu percurso e fui para mim o ser amoroso que sempre quis que fossem para mim.

Obrigado!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Procurar a beleza – Reflexões Diárias

Há alguns dias atrás comentei aqui por casa que durante muito tempo eu queria pertencer àquele grupo de pessoas com uma beleza estonteante. Queria ser daquelas raparigas que “faziam parar o trânsito”.

Achava que para me sentir bonita deveria ter determinadas características e como nasci sem elas, estava condenada a sentir-me mal com a minha aparência.

Depois refleti sobre o conceito de beleza e sobre a prisão que o padrão de beleza é ( o livro A Ditadura da Beleza aborda muito bem este assunto). Comecei então a procurar a beleza em tudo o que vejo e a libertar-me daquela ideia que eu tenho relativamente ao que é belo.

Procurei ver a beleza em todos com que me encontrava e de facto encontrei-a.

O corpo que eu tenho é resultado da pessoa que eu sou e é exatamente aquilo que preciso para desempenhar a minha missão aqui na Terra.

Passei muitas horas em frente ao espelho a apontar todas as “falhas” que via em mim. Lembro-me de odiar todas as raparigas que tinham o corpo que eu queria ter.

Mas isso apenas me levou a mais sofrimento. É importante amar-me e aceitar-me como sou.

O meu corpo é o meu melhor amigo e odiá-lo é uma grande estupidez.

Tem sido cada vez mais fácil olhar para o meu corpo com amor e deixar de perseguir uma imagem de beleza que a sociedade tem.

O engraçado é que eu achava que era a sociedade que impunha esse padrão, mas era eu que todos os dias incutia aquela ideia a mim mesma.

Quanto mais amo o meu corpo como é, menos noto essas “falhas” e vejo quanto elas contribuem para que eu seja a pessoa perfeita que sou.

Obrigado por este dia repleto de beleza.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

O meu percurso – Reflexões Diárias

Hoje pensei um pouco no meu percurso. Nunca poderia imaginar estar no ponto em que estou neste momento.

Já senti raiva pelo meu percurso, pois achava que se as coisas tivessem sido diferentes, eu seria uma pessoa diferente.

Culpava a minha educação, o sistema, as pessoas que me rodeavam, pois considerava que elas eram responsáveis por aquilo que eu era. Vivia na ilusão, vítima dos acontecimentos.

Aos poucos comecei a ver que tudo aquilo não era a causa daquilo que eu sentia, mas sim o efeito daquilo que acontecia interiormente.

Mudei e as coisas mudaram, mas esse meu percurso continua cá e é isso que me faz ser a pessoa que sou hoje.

Os acontecimentos apenas me condicionam e me limitam se eu permitir que isso aconteça. A minha história foi escrita com a minha perspetiva da altura, mas agora posso reescrever todo aquele enredo à luz de uma nova visão.

Já achei que sabia tudo e que podia ensinar os outros como viver. Fui arrogante ao ponto de pensar que já tinha atingido um patamar que me fazia superior aos outros.

Mas depressa vi que tudo isso era uma outra forma de baixa-autoestima. Umas vezes sentia-me no topo e outras lá em baixo.

Cada dia escrevo uma nova página do percurso que é a minha vida. Cada dia é uma nova aprendizagem, uma nova oportunidade de crescer.

A vida é tão boa que nos dá a todos 24 horas por dia para que possamos usufruir e criar mais daquilo que desejamos.

O poder de mudar, de criar algo diferente está nas minhas mãos.

Se sinto que a minha vida está nas mãos de outros foi porque eu própria a coloquei lá. Já senti bem na pele o que é ver a responsabilidade da minha vida nas mãos dos outros.

Mas também já senti o prazer de criar a minha vida de sonho.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Aceitação: o primeiro passo para a mudança

Desde sempre me foi dito que o primeiro passo para mudar algum aspeto na minha vida seria a aceitação. Sem aceitar uma determinada característica em mim não haveria forma de a mudar.

Nos últimos meses tenho trabalhado na minha autoestima e por isso tenho trabalhado muito a aceitação.

Foi um caminho que eu sempre resisti e adiei trabalhar, mas foi inevitável passar por esse processo.

Já escrevi sobre como consigo relacionar diversos aspetos às fundações de uma casa e do quão importante é a estrutura de uma construção.

Se eu não me aceitar completamente, mudando a imagem que tenho de mim mesma, tudo o que eu possa fazer (afirmações, pensamento positivo) é tentar construir algo sobre uma grande base de lixo.

Comecei a observar o quanto o facto de não me aceitar interfere em toda a minha vida. Por muito que eu tente dar a volta, vou acabar sempre por tentar agradar, por construir máscaras, por perseguir uma imagem de mim mesma, em vez de ser quem realmente sou e de viver a vida de uma forma plena.

Enquanto uma verdadeira mudança de conceitos relativos a mim mesma não ocorrer, tudo será uma ilusão pois a base é aquela que criou o sofrimento em primeiro lugar.

Quanto mais me aceito, mas sou aceite pelos outros e as minhas relações e os meus atos em relação aos outros são baseados em algo genuíno e não na minha falta de amor próprio.

É horrível mendigar por amor e fiz isso muitas vezes. Ainda consigo sentir o aperto no peito causado por me tentar modificar para receber amor dos outros.

Tem que haver uma altura em que se diz “Basta!” e se começa a fazer o que é realmente necessário, mudar.

Ao dar o primeiro passo, a caminhada já está iniciada e é só seguir caminho, confiante que terei sempre o que é preciso e que todo o amor do mundo está aqui comigo.

Obrigado por este dia cheio de aceitação.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Holler Box

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