Viver em expectativa – 18 de 365

Hoje ao longo do dia refleti acerca da minha tendência para alimentar expectativas.

No passado, uma parte do meu tempo era gasta a criar possíveis cenários na minha mente e outra parte era gasta em desilusão porque nada do que eu tinha projetado acontecia.

Vivia com expectativas criadas em relação a diversas áreas da minha vida, alimentava muitas projeções relacionadas com situações que eu queria que acontecessem, mas nunca tive a perceção que a qualquer momento tudo pode mudar.

Aliás, sempre que alguma coisa muda, sempre que um plano não corre como esperado é porque, de alguma forma, irei ser direcionada para algo ainda melhor.

Mas, em vez de criar expectativas, posso viver na expectativa do melhor que pode acontecer. Posso acordar expectante por ter um novo dia à minha frente, durante o qual poderei ser uma pessoa melhor.

É incrível a forma maravilhosa como a vida me encaixa em situações que estão em harmonia com o meu estado de espírito. É fantástica a forma como tudo se desenrola para que eu possa trabalhar e melhorar aspetos em mim que precisam ser mudados.

Devo estar focada naquilo que quero, é claro, mas mais do que isso devo estar aberta a que tudo se vá alterando, para que no final usufrua das melhores experiências, mesmo que o final seja completamente diferente do esperado.

Os melhores momentos são aqueles em que deixo fluir e em que estou na expectativa do melhor, em vez de controlar e de querer que tudo corra como planeado.

Cada novo dia é uma oportunidade de praticar aquilo que vou despertando em mim e isso tem feito muito sentido na minha vida.

Mesmo nos dias em que tudo sai fora daquilo que eu tinha planeado, encerro o dia com o sentimento de satisfação, de alegria e principalmente de amor por mim, pelos que me rodeiam e por todo este maravilhoso planeta.

Obrigado por este dia cheio de amor!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Charlize Birdsinger on Unsplash

Realizando sonhos – 14 de 365

Já escrevi várias vezes sobre o facto de durante muito tempo eu ter deixado adormecer a minha vontade de sonhar. Aos poucos, com a intenção de expandir a consciência vou-me permitindo voltar a ter sonhos e isso trouxe-me algumas reflexões.

É possível realizar tudo aquilo que consigo conceber na minha mente. Para isso tenho que vibrar aquilo que realmente quero e tenho que confiar.

Já escrevi muitas vezes sobre confiar, mas nunca é demais mencionar a sua importância, talvez por ainda não conseguir confiar 100% do tempo. Antes culpava-me disso, mas cada vez mais sinto que atingir esse estado faz parte de um treino.

A seu tempo vou colhendo aquilo que vou semeando. Já me deparei com colheitas que não me agradaram, quando, por exemplo, aquilo que eu tenho medo acaba por se tornar realidade, mas também já senti a satisfação de ver realizado um sonho.

À medida que vou treinando aquilo que já sei que é essencial para uma vida fluída, vou-me apercebendo do poder das crenças e dos conceitos.

Às vezes dou por mim a ter em mãos coisas que achava impossíveis de alcançar, mas isso só é possível porque eu mudei as minhas crenças em relação a isso.

A energia colocada nas tarefas do dia-a-dia interfere com a realização de sonhos. Tudo aquilo que faço deve ser com gratidão e amor, ainda que a tarefa que tenha em mãos não seja diretamente relacionada com o meu sonho.

A minha postura deverá se coerente com a vida, com o meu bem-estar e consequentemente com o bem-estar do mundo, para que tudo aquilo que eu almeje  seja também para benefício de todos.

Não é complicado realizar sonhos, mas é bastante difícil tentar controlar para que as coisas corram à minha maneira. Cada vez mais me liberto da ideia de que eu é que sei qual é a melhor forma das coisas acontecerem.

A vida sabe o que faz. Eu só tenho que confiar!

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Vero Photoart on Unsplash

O momento certo – 11 de 365

Sempre procurei a melhor forma de fazer as coisas e penso que a encontrei: estar bem. Quando estou bem tudo flui, não existem problemas, nem complicações e tudo faz parte do processo.

Nos momentos em que me sinto bem comigo mesma, procuro apenas coisas que me trarão algum benefício. Não fico agarrada ao mal-estar e cada oportunidade é aproveitada para evoluir e trabalhar algum aspeto.

Mesmo quando as coisas correm fora do esperado, é sempre na postura que tudo o que acontece é para meu benefício e no meio do aparente caos, encontro sempre a melhor oportunidade, no momento certo.

Não consigo manter esta postura 100% do tempo, mas só praticando é que lá chegarei. Apenas ao tomar consciência que a vida é perfeita, já ocorreu uma grande mudança.

Posso escolher em todos os momentos sentir-me bem, ainda que tudo pareça uma confusão. Aliás, é mesmo nesses momentos que a verdadeira mudança acontece.

Querer as coisas à minha maneira é realmente estúpido. Tenho uma consciência limitada da realidade e uma grande parte dos meus conceitos ainda se encontra desatualizada. Como é que eu posso ver o que é melhor?

Quando não sabemos para onde navegar, temos que baixar os braços. Se eu não consigo escolher o que é melhor de uma forma consciente, posso escolher que o melhor venha até mim, baixando os braços e deixando-me guiar.

E como fazer? Confiando no fluxo e processo da vida. Cultivando uma relação saudável comigo mesma para permitir que toda a minha experiência se transforme em sabedoria e que cada vez mais possa fazer escolhas com base no amor.

Tudo acontece no momento certo. Mas se eu estiver distraída, pré-ocupando-me com a melhor forma de as coisas chegarem até mim, tudo me vai passar ao lado.

De nada vale querer as coisas, se na hora de as receber não estou pronta para que isso aconteça. A melhor forma de fazer as coisas para que tudo flua é estar bem.

Obrigado por este dia repleto de perfeição!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Aaron Burden on Unsplash

O derrubar de barreiras – 10 de 365

Fui ensinada a confiar, desconfiando. A dar de mim, mas não tudo para que, se algo acontecesse, ainda ficasse com algo. Por todo o lado via pessoas a enganarem os outros, pensando poder tirar daí algum benefício.

Eu era aquela pessoa que punha sempre barreiras quando conhecia novas pessoas e mantinha uma postura de desconfiança em relação aos outros, com medo de ser prejudicada. Até mesmo com as pessoas próximas de mim havia um fosso, pois nunca ninguém podia saber quem eu realmente era.

Partilhar aquilo que realmente sentia era expor-me e colocar as minhas fraquezas à mercê de todos. Por isso quanto mais “fechada” eu fosse, melhor me podia proteger do mundo.

Acreditei que um dia alguém viria ter comigo e ia derrubar todas aquelas barreiras. A tão esperada alma gémea ia ser tudo aquilo que eu sempre sonhei e aí eu poderia sentir-me a pertencer ao mundo e não isolada dele.

Cada vez me sentia mais separada do mundo. Nada era genuíno, nem a alegria, nem a tristeza, nem o sorriso, nem as lágrimas; tudo era uma encenação, pois nada podia entrar ou sair daquela espessa bolha que me protegia do mundo.

Até que um dia se tornou urgente “despejar” aquilo que sentia. Ou me libertava do que sentia ou ia rebentar de uma vez e tudo aquilo ia provocar um estrago ainda maior.

Comecei a escrever estas reflexões diárias como meio de libertação de medos e limitações e também com o intuito de derrubar barreiras. Portas bem pesadas que só podiam ser abertas por dentro e nem mesmo a “alma gémea” ia ter acesso à pessoa que eu realmente era.

Hoje sinto-me cada vez melhor comigo mesma e à medida que derrubo barreiras sinto-me mais una com aquilo que me rodeia. Ainda sinto alguma dificuldade em lidar com algumas situações, com pessoas novas e às vezes com pessoas conhecidas, mas sei de certeza que da mesma maneira que construí esta separação do mundo, posso voltar a viver sem prisões.

“Viver é seguro” digo eu a mim mesma, cada vez mais confiante no fluxo e processo da vida!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Rob Morton on Unsplash

Mergulhar no caos – 7 de 365

Durante muito tempo acreditei que a vida era um caos. Tudo acontecia por acaso, uns tinham sorte e outros azar e por isso se tivesse uma má vida, tinha que “aceitar” esse meu destino e contentar-me com o que havia.

Quando me comecei a responsabilizar pela minha vida, comecei a ver que as coisas não eram bem assim, e que se algo estava a acontecer, tinha sido eu criadora dessa situação.

Apesar de saber, neste momento, que o caos que eu anteriormente via era na verdade a ignorância sobre o processo da vida e uma forma de justificar os resultados insatisfatórios que tinha, por vezes ainda é necessário mergulhar no caos.

Tudo acontece por um motivo. Não é necessário procurar qual a causa de determinado efeito, mas quando estou rodeada pelo caos, quando tudo aquilo que tentei evitar durante muito tempo vem ter comigo, aí a tendência para perceber é grande.

Mas nesses momentos é preciso fechar os olhos e entrar no caos. Deixar de resistir a tudo, ir de encontro àquilo que tentei evitar, deixar que venham à tona os medos e as inseguranças e aceitar que aquilo que está a acontecer é o melhor.

Passei muito tempo a ver a vida de uma forma negativa e depois, mais tarde, decidi ver a vida com uma consciência mais expandida. Isso “obrigou-me” a abrir a porta do armário onde acumulei tudo aquilo que queria afastar da minha vida.

Deixei cair máscaras que criei durante muito tempo, assumi o meu vitimismo e, ao contrário do que eu pensava, fui envolvida por uma onda de paz e serenidade.

Toda a ansiedade causada pela possibilidade de ter que lidar com determinadas experiências desapareceu no momento em que baixei os braços.

Ainda existem momentos em que me sinto no meio do caos. Mas depois lembro-me que todo esse turbilhão de pensamentos é criado por mim e então baixo os braços, respiro fundo e deixo a vida fazer o seu perfeito trabalho!

Obrigado por este maravilhoso dia!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Será que eu consigo? – 5 de 365

No último trimestre de 2017 resolvi desafiar-me a mim mesma. Apesar de já ver a vida de uma outra maneira, ainda jogava um pouco pelo seguro e tomei a decisão de fazer coisas que sempre quis, mas que tinha medo de não conseguir.

Comecei a fazê-lo na cozinha, aventurando-me em novas experiências culinárias e posso dizer que tem sido uma experiência muito interessante. Nem sempre o resultado final é o pretendido, mas existe sempre uma grande aprendizagem.

Esta tentativa de expandir os meus limites faz-me muitas vezes interrogar se serei capaz. O medo de errar e de que o resultado das minhas ações não seja benéfico, foi sempre uma coisa muito presente na minha vida.

Isso levou-me ao perfeccionismo e à ansiedade e impediu-me, durante muito tempo, de fazer coisas novas e de explorar todos os meus desejos e sonhos.

Aos poucos tenho-me libertado dessa vontade de querer fazer bem e, em vez disso, ter como objetivo fazer, confiando em mim e na vida.

Será que eu consigo? Depende. Se acreditar que é possível e que consigo transformar a imagem que tenho na mente em algo real, dentro de algum tempo irei experienciar isso na minha vida.

Mas se duvidar, se questionar as minhas capacidades, a energia necessária para realizar um sonho será utilizada para refutar essa ideia e para provar que não sou capaz.

A seu tempo tudo acontece. Se consigo conceber algo na minha mente, consigo realizar isso mesmo. Pode não ser como e quando quero, pode não vir da maneira que eu queria, mas com certeza que irei ter o que sonhei.

Trata-se de confiar na vida e no seu processo e também em mim e nas minhas capacidades. A vida seria muito injusta se me deixasse sonhar e não me deixasse realizar.

Quem decide se é possível ou impossível sou eu!

Obrigado por este dia repleto de possibilidades.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Kyle Glenn on Unsplash

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