Viver como uma criança – 130 de 365

criança

No meio de tanta coisa que vivo no dia-a-dia é fácil, ou melhor, treinei-me para que seja fácil perder-me daquilo que realmente importa. Isso faz-me pensar em quando eu era criança.

O tempo não importava. O frio, o calor ou outra coisa exterior também não tinha importância. O que importava era a alegria do momento.

Eu achava que crescer implicava perder essa alegria e que ser adulto trazia consigo o peso da responsabilidade. À medida que expando a minha consciência, esses conceitos vão se alterando.

Crescimento é mudança e isso traz maturidade e experiência.

Será que não posso vibrar com cada momento e não me preocupar com o futuro nem me ocupar com o passado? Será que não posso viver como uma criança?

Por um lado perdi a alegria de viver o momento, mas por outro continuei a fazer birras quando as coisas não corriam à minha maneira.

Mas posso mudar. Posso deitar abaixo todas as barreiras que me afastam da vida e sentir realmente aquilo que acontece.

Porque na verdade tudo aquilo que fui fazendo foi afastar-me da vida, com medo de sofrer. E porque é que eu sofria? Porque não sabia lidar com as emoções e com as situações.

Mas hoje, enquanto aprendo a trabalhar aquilo que é necessário e deito fora todos os conceitos obsoletos, posso finalmente voltar a viver.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Wendy Aros-Routman on Unsplash

O sabor da vida – 100 de 365

saborUltimamente tenho experimentado fazer em casa coisas que normalmente compraria, principalmente a nível alimentar.

Tenho ficado surpreendida com o sabor das coisas, porque naturalmente é bem diferente do sabor dos alimentos comprados.

Posso dizer que o sabor “real” do pão, por exemplo, será daquele que eu cozi em casa, uma vez que apenas tem os ingredientes que supostamente deveria ter.

Isto despertou-me para uma reflexão.

Durante muito tempo a vida tinha um sabor amargo e injusto. Os “ingredientes” que eu usava não eram os melhores e a receita que eu seguia já tinha passado à história.

Um dia foi-me mostrado uma nova receita e uma nova lista de ingredientes e então pude saborear a verdadeira vida. Ou melhor tive acesso a algo muito mais “saboroso” do que poderia imaginar.

Como apenas tinha consciência do medo, só poderia encontrar medo. O amor deixava-me um sabor amargo na boca. A felicidade era temporária e dependia do exterior.

Mas hoje, como atualizei o conceito tanto da vida como dos conceitos de amor, felicidade, responsabilidade, etc…. já posso criar algo que realmente me deixe satisfeita.

Hoje é a centésima reflexão de 2018 e posso afirmar que escrever estas reflexões tem contribuído muito para o meu crescimento.

Algumas reflexões deixam-me mais “orgulhosa” porque sinto que naquele dia fui capaz de me transportar para um determinado estado de espírito. Mas naqueles dias em que escrevi sobre temas que me “incomodavam” mais, pude aprender com as experiências e alcançar os objetivos pretendidos com estas reflexões: partilhar todos os momentos do meu crescimento.

A vida é aquilo que eu faço dela e à medida que vou descobrindo novos ingredientes e novas receitas, a vida vai se tornando mais doce e mais agradável.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Erik-Jan Leusink on Unsplash

Se quero, basta largar… – 53 de 365

largar

A minha mente passa o dia todo a funcionar. Poderia dizer que estou sempre focada nos meus objetivos, mas a verdade é que por vezes me deixo divagar.

Um dos meus principais objetivos, se não o principal, é sentir-me bem em cada momento. Estar a pensar naquilo que quero e como quero que as coisas aconteçam, não é muito compatível com o querer estar bem, pois na maior parte das vezes resulta em ansiedade.

Tenho reparado que quanto mais quero uma coisa, quanto mais tempo passo a pensar nela, mais bloqueio o fluxo e mais demoro a alcançar esse objetivo.

Mas quando largo, confiante que no momento certo as coisas vão acontecer, o milagre dá-se e dou por mim a receber as coisas muito mais cedo do que poderia imaginar.

Já escrevi várias vezes que controlar ou tentar que as coisas aconteçam de uma determinada maneira, apenas faz com que não esteja no momento presente para receber aquilo que almejo e com que eu não me permita estar bem.

Quando estou bem comigo mesma, estarei com certeza bem com o que me rodeia e tudo aquilo que eu receber irá contribuir ainda mais para o meu bem-estar.

Mas se isso não for a minha prioridade tudo o que vier será apenas para contribuir para um estado de ansiedade, medo e negação à vida.

Em primeiro lugar sinto-me bem comigo mesma. Depois basta sonhar, pôr ação e largar!

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Ankush Minda on Unsplash

Tudo acontece no momento certo – 40 de 365

Controlar sempre foi uma das minhas grandes tendências. Vivia com medo do que poderia acontecer e sentia-me aterrorizada com a possibilidade de as coisas não acontecerem à minha maneira.

Achava que essa minha postura era uma garantia de as coisas correrem sempre da melhor maneira, mas a verdade é que apenas estava a impedir isso mesmo.

Já devo ter escrito mais do que um texto sobre este tema, mas quanto mais treino esta postura, mais claramente vejo que o sair do meu próprio é a melhor forma de caminhar.

Estar ansiosa para que alguma coisa aconteça não vai acelerar o processo, muito pelo contrário apenas vai atrasar todo o percurso.

Imaginando que faço uma encomenda e estou à espera que ela seja entregue. De nada serve estar sempre a olhar para a porta, nem estar sempre a pensar na sua chegada. Encomendo e estou preparada para a receber, confiante que tudo correrá na perfeição.

Esta postura é bem mais fácil do que andar a controlar e a manipular para que as coisas aconteçam à minha maneira.

Pode ter que haver um treino, mas é muito mais simples confiar na vida e saber que tudo aquilo o que eu preciso e que realmente me vai beneficiar vem ter comigo no momento certo.

Até hoje, sempre que eu deixei fluir as coisas aconteceram da melhor maneira. Qualquer complicação ou aparente problema foi causado pelo controlo e por não confiar.

Se eu tenho melhor forma de fazer as coisas, porque é que ainda continuo a querer as coisas à minha maneira?

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por vahid asadi on Unsplash

Perder o controlo – 33 de 365

Refletindo sobre as alturas em que achei que as coisas não tinham corrido bem ou que tinha de alguma forma fracassado, cheguei à conclusão que  tive essa perceção porque estava a tentar controlar.

Se eu estivesse a deixar fluir, independentemente do resultado, nunca iria rotular algo como bom ou mau, nem sequer pensava em fracasso.

As coisas não correm como eu espero, mas isso não significa que correm mal. Talvez pela minha ignorância não consiga muitas vezes ver a perfeição no fluxo das coisas, mas a verdade é que ela está lá.

Até hoje todos os momentos, pequenos grandes, “bons” ou “maus”, desempenharam um papel essencial na pessoa que sou hoje. O sofrimento que senti foi devido aos meus preconceitos, à postura e visão em relação à vida, e não devido àquilo que aconteceu.

Muitas vezes pensei que se tivesse agido de uma outra forma os resultados teriam sido melhores. Mas será que eram mesmo?

Não será uma grande arrogância achar que algo é melhor para mim?

Cheguei a um ponto na minha vida de total descontrolo. Isso não aconteceu por falta de controlo, mas sim porque tudo o que fazia levou-me a perder o controlo.

Achar que sabia o que era melhor para mim levou-me para um sítio bastante escuro. Posso e devo ter objetivos e pôr ação neles, mas devo largar toda a expectativa e libertar-me da ideia que as coisas devem acontecer à minha maneira.

Apenas perdi o controlo porque controlava. E controlava porque não confiava.

Tem sido uma grande jornada para deixar de controlar e passar a confiar, mas tem-me levado a “sítios” bastante agradáveis.

A vida é bem mais fácil e bem mais satisfatória quando aceito, confio e usufruo.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Rory Hennessey on Unsplash

Como me sentir segura? – 25 de 365

Sempre quis fazer tudo bem feito à primeira. Queria desempenhar uma tarefa como se eu tivesse uma experiência de anos a fazê-la, sem nunca sequer ter abordado algo parecido.

Tinha medo de falhar, de dizer que não sabia e isso impedia-me de fazer coisas e de usufruir de todo o processo de aprendizagem que uma determinada tarefa me trazia.

Mas o que eu não percebia era que toda aquela segurança que eu buscava, aquele sentir que sabia o que estava a fazer vinha de todo um processo, que aos poucos me trazia experiência e me ajudava a ser mais segura.

Hoje consigo fazer coisas que nunca imaginei, porque expandi a minha consciência para isso e arrisquei. Muitas vezes com medo e insegura resolvi dar o primeiro passo e foi aí que a magia aconteceu.

Nem sempre os resultados foram aquilo que eu esperava e muitas vezes cheguei à conclusão que determinada forma de agir não coincidia com aquilo que eu pretendia alcançar.

Mas isso só me deu experiência e confiança para tomar novas decisões. Não foi tempo perdido, nem sequer posso considerar todo estes processos como erros. Isso seria desperdiçar todo aquele trajeto sem retirar tudo aquilo que tive a oportunidade de aprender.

Tenho-me focado em usufruir da experiência ao invés de me focar apenas no resultado. Isso liberta-me da prisão da expectativa e permite que, mesmo que não tenha alcançado aquilo que inicialmente planeei, possa desfrutar daquilo que a vida me tem para oferecer.

É um treino libertar-me do controlo e entregar-me ao fluxo e naqueles pequenos momentos em que o faço “percebo” o quão simples é viver e o quão belo é todo este processo de aprendizagem.

Tudo acontece por um motivo e se eu tiver a postura que o que acontece é o melhor facilmente caminho nesta viagem fantástica que é a vida!

Obrigado por este dia repleto de aprendizagens!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Jon Phillips on Unsplash

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