Tudo está no mesmo lugar – 67 de 365

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Apesar de durante muito tempo achar que só alguns é que tinham a sorte de viver um vida de sonho, recheada de realizações, hoje cada vez mais vejo que essa possibilidade é para todos, e mais importante, que eu posso escolher que isso aconteça comigo.

Olhando para a minha vida no passado, posso ver que tudo estava no mesmo lugar: o amor que eu procurava estava lá, a felicidade que eu buscava também; tinha apenas que expandir a minha consciência para essa realidade.

Hoje escolho uma vida de felicidade, sabendo sempre que é da minha responsabilidade a criação da minha realidade.

Tudo está no mesmo lugar e basta abrir-me a uma possibilidade para que a vida se encarregue de me apresentar as oportunidades para que tudo se materialize e para que eu possa criar aquilo que eu desejo.

Se aquilo que eu vivo neste momento não me satisfaz totalmente, tenho a possibilidade de mudar.

Mas se a minha vida é recheada de felicidade, abundância e prosperidade, se eu continuar sempre com a postura de crescimento constante, de certeza que a cada dia que passa a minha vida será cada vez melhor.

Obrigado por este dia e por todas as oportunidades de ser uma pessoa cada vez melhor.

Ângela Barnabé

O melhor da vida – 23 de 365

Sempre busquei o melhor da vida. Aqueles momentos em que tudo pareceria perfeito, em que as coisas encaixariam em harmonia com aquilo que eu buscava e em que tudo ficaria bem. Seriam grandes momentos e estariam reservados para quando algo especial acontecesse.

Os anos foram passando e esses momentos eram muitos poucos, trazendo muito mais desilusão do que satisfação. Perguntava-me:  quando é que a felicidade iria bater à minha porta e trazer o que era meu por direito?

Ao olhar para o meu dia-a-dia hoje e para aquilo que era no passado, vejo que ao procurar o melhor da vida deixava que isso me passasse ao lado.

A vida não é feita daqueles grandes momentos que eu fui ensinada a romantizar, mas sim de todos os pequenos momentos, desde que acordo até que me deito.

De que é que serve ter aqueles grandiosos momentos em que aparentemente vou buscar a felicidade, se o resto do meu tempo é passado de uma forma miserável?

Por um lado, nunca vou conseguir ser verdadeiramente feliz se hipoteco a minha felicidade, pondo-a nas mãos de acontecimentos que, na maior parte das vezes, dependem dos outros.

Por outro, a vida é tão fugaz e os tão aclamados grandes momentos são tão poucos que se analisar, mesmo que seja feliz em quatro ou cinco grandes eventos, vou passar a maior parte da minha vida infeliz.

O melhor da vida está em aceitar o seu fluxo e o processo e nisso ver a perfeição em todos os momentos que vivo.

O melhor da vida está em procurar ser feliz e ao fazê-lo permitir-me mudar e descobrir um ser cada vez mais consciente e satisfeito com a sua missão neste planeta.

O melhor da vida está em ser aquilo que quero que o mundo seja, confiante que, a pouco e pouco, vivo num mundo cada vez melhor.

Obrigado por este dia repleto do melhor!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Roberta Sorge on Unsplash

Viver o momento… – Reflexões Diárias

Quanto mais falo e escrevo sobre todas as coisas que me “incomodam” sobre mim e sobre a forma como lido com a vida, mais descubro que é tão simples mudar.

Em cada momento tenho tudo aquilo que preciso. As situações não acontecem de forma aleatória; as pessoas não aparecem por acaso; tudo acontece por um motivo.

Ao contrário do que eu pensava não preciso perceber o motivo, apenas tenho que estar atenta ao resultado. Não preciso ir buscar o que causou algo na minha vida, porque na maior parte das vezes essa procura parte de um julgamento.

No momento em que algo acontece, tenho a certeza, que comigo, estão todas as ferramentas, todas as soluções necessárias para lidar com determinada situação.

Mas para isso tenho que viver o momento. Tenho que estar presente, consciente de cada ato, palavra e pensamento, para que possa ter acesso àquilo que preciso.

Consigo fazer isso durante todo o dia? Não, não consigo.

Tenho consciência do quanto isso é importante e tenho treinado essa  postura. Mas também seria um pouco estúpido da minha parte não o fazer.

Não estou a viver esta vida para passar o tempo pre-ocupada com o futuro, nem para reviver o passado. Estou aqui para ser uma pessoa melhor, usando o que a vida me dá para isso mesmo.

A vida é a minha melhor amiga e vai estar comigo até ao meu último fôlego. Nos momentos mais difíceis tive sempre aquilo que precisava para “sair” dessas situações.

Mas é como estar no fundo do poço e ter uma corda estendida para poder subir. Tenho que agarrar a corda senão vou lá ficar.

Quantas vezes tinha a corda à frente dos meus olhos e andei à procura de outra solução? Quantas vezes decidi ficar lá no fundo, vitimizando-me?

É uma questão de escolha: deixo-me fluir, confio e sou feliz, ou quero as coisas à minha maneira e toda a felicidade passa-me ao lado.

Obrigado por este dia repleto de momentos!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Hipotecar a minha felicidade – Reflexões

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“Não existe caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho” 

Mahatma Gandhi

Todos os anos, quando soprava as velas no meu aniversário, eu desejava ser feliz. A cada ano que passava ansiava o dia em que a felicidade me ia bater à porta e em que eu me iria sentir completa.

Pensava naquele dia, no DIA, em que iria ver o mundo com aquelas cores vibrantes, com aqueles sons maravilhosos, tal como lia nos livros. E aí ia ser feliz. Mas, os dias, os meses e os anos iam passando e eu continuava infeliz.

Pensava no dia em que um relacionamento, um carro, uma prenda, qualquer coisa me viesse trazer aquilo que eu tanto ansiava.

E todos os dias, cada vez mais, eu hipotecava a minha felicidade.

Buscava, buscava, buscava e parecia que nunca encontrava. O ditado diz “quem procura encontra”, mas eu nunca parecia encontrar.

Mas será que procurava no lugar certo?

Cada vez que ia à rua e esperava que a felicidade me caísse em cima e não me apercebia que a felicidade estava dentro de mim. Que naquele preciso momento eu poderia sentir a plenitude que buscava.

Procurava no exterior, mas esquecia-me de procurar no interior.

Enquanto escrevo este texto penso que ainda não encontrei a felicidade, não porque ela não existe ou porque eu não a mereço, mas sim porque ainda não a procurei no sítio certo.

Queria dizer que sim, que já sou feliz, mas como posso dizê-lo se ainda continuo a hipotecar a minha felicidade?

Talvez um dia em vez de desejar ardentemente a minha felicidade, eu baixe os braços e deixe de resistir a ela.

Ângela Barnabé

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