Viver o momento… – Reflexões Diárias

Quanto mais falo e escrevo sobre todas as coisas que me “incomodam” sobre mim e sobre a forma como lido com a vida, mais descubro que é tão simples mudar.

Em cada momento tenho tudo aquilo que preciso. As situações não acontecem de forma aleatória; as pessoas não aparecem por acaso; tudo acontece por um motivo.

Ao contrário do que eu pensava não preciso perceber o motivo, apenas tenho que estar atenta ao resultado. Não preciso ir buscar o que causou algo na minha vida, porque na maior parte das vezes essa procura parte de um julgamento.

No momento em que algo acontece, tenho a certeza, que comigo, estão todas as ferramentas, todas as soluções necessárias para lidar com determinada situação.

Mas para isso tenho que viver o momento. Tenho que estar presente, consciente de cada ato, palavra e pensamento, para que possa ter acesso àquilo que preciso.

Consigo fazer isso durante todo o dia? Não, não consigo.

Tenho consciência do quanto isso é importante e tenho treinado essa  postura. Mas também seria um pouco estúpido da minha parte não o fazer.

Não estou a viver esta vida para passar o tempo pre-ocupada com o futuro, nem para reviver o passado. Estou aqui para ser uma pessoa melhor, usando o que a vida me dá para isso mesmo.

A vida é a minha melhor amiga e vai estar comigo até ao meu último fôlego. Nos momentos mais difíceis tive sempre aquilo que precisava para “sair” dessas situações.

Mas é como estar no fundo do poço e ter uma corda estendida para poder subir. Tenho que agarrar a corda senão vou lá ficar.

Quantas vezes tinha a corda à frente dos meus olhos e andei à procura de outra solução? Quantas vezes decidi ficar lá no fundo, vitimizando-me?

É uma questão de escolha: deixo-me fluir, confio e sou feliz, ou quero as coisas à minha maneira e toda a felicidade passa-me ao lado.

Obrigado por este dia repleto de momentos!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Hipotecar a minha felicidade – Reflexões

felicidade

“Não existe caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho” 

Mahatma Gandhi

Todos os anos, quando soprava as velas no meu aniversário, eu desejava ser feliz. A cada ano que passava ansiava o dia em que a felicidade me ia bater à porta e em que eu me iria sentir completa.

Pensava naquele dia, no DIA, em que iria ver o mundo com aquelas cores vibrantes, com aqueles sons maravilhosos, tal como lia nos livros. E aí ia ser feliz. Mas, os dias, os meses e os anos iam passando e eu continuava infeliz.

Pensava no dia em que um relacionamento, um carro, uma prenda, qualquer coisa me viesse trazer aquilo que eu tanto ansiava.

E todos os dias, cada vez mais, eu hipotecava a minha felicidade.

Buscava, buscava, buscava e parecia que nunca encontrava. O ditado diz “quem procura encontra”, mas eu nunca parecia encontrar.

Mas será que procurava no lugar certo?

Cada vez que ia à rua e esperava que a felicidade me caísse em cima e não me apercebia que a felicidade estava dentro de mim. Que naquele preciso momento eu poderia sentir a plenitude que buscava.

Procurava no exterior, mas esquecia-me de procurar no interior.

Enquanto escrevo este texto penso que ainda não encontrei a felicidade, não porque ela não existe ou porque eu não a mereço, mas sim porque ainda não a procurei no sítio certo.

Queria dizer que sim, que já sou feliz, mas como posso dizê-lo se ainda continuo a hipotecar a minha felicidade?

Talvez um dia em vez de desejar ardentemente a minha felicidade, eu baixe os braços e deixe de resistir a ela.

Ângela Barnabé

Holler Box

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