Qual é o meu foco – Reflexões Diárias

Já me apercebi bastantes vezes que quando me foco em algo e acredito verdadeiramente que isso vai acontecer, isso de facto acontece.

Lembro-me de uma vez, quando estava a arrumar e organizar o sótão, em que afirmei com toda a convicção que um aspirador ia cair em cima de mim e a verdade é que levei com um aspirador na cabeça.

Assim como este episódio tenho muitos outros e isso fez-me pensar no que eu realmente me foco.

O foco funciona como uma linha a seguir enquanto navego pelos acontecimentos do dia-a-dia e ajuda-me a não me perder quando tudo parece uma confusão. Devia ser usado para criar o que quero, e é isso que acontece. O problema é aquilo que eu quero.

Treinei a minha mente para pensar no pior que podia acontecer, ou seja, para me focar no pior e através disso criar o cenário que tinha visualizado na minha mente.

A energia do medo é algo bastante forte e quando eu me deixo levar por isso, consigo sentir de uma forma bastante real a situação que mais temo e é claro que isso se vai materializar.

A vida não quer o meu mal e por isso ajuda-me a sair desses momentos de medo, senão a minha vida ia ser um grande pesadelo.

Mas porque é que eu não vibro sempre de forma intensa com os meus sonhos e os meus verdadeiros objetivos?

Perguntei-me isto e cheguei à conclusão que não interessa encontrar a resposta.

Sei qual é o problema (falta de foco nos meus sonhos e objetivos); sei qual é a solução (ter sonhos e objetivos e focar-me neles) e tenho que pôr ação.

No início foi mais difícil porque me foquei na procura da resposta e não no por ação na solução, mas hoje sei que tudo é um treino e que é muito mais fácil para mim neste momento focar-me nos meus maiores sonhos.

Obrigado por este dia maravilhoso.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Abrir mão do conhecido – Reflexões Diárias

Tenho tomado consciência do quão difícil para mim é abrir mão do conhecido. Tenho treinado largar essa minha tendência e isso fez-me refletir um pouco acerca do meu passado.

No passado, cheguei a um ponto na minha vida em que a base das minhas decisões era o medo. Nesse estado, tudo o que fosse fora do conhecido era posto de parte. E isso levo-me a um espaço em que tudo o que pudesse acontecer “fora do normal” era rotulado como mau.

Tudo aquilo que me poderia trazer crescimento, entusiasmo e apetite pela vida era aquilo que eu mais rejeitava.

Cada vez mais a minha vida estava estagnada e somado a isso estava um grande vazio interior que eu tentava preencher de várias maneiras, sempre sem nenhum sucesso.

Olhando para trás, vejo que aquilo que eu considerava vida, era uma grande ilusão. Ansiava novas oportunidades, mas forçava uma rotina. Queria conhecer pessoas novas, mas fechava-me na minha própria bolha.

Hoje ouvi que as grandes oportunidades estão fora da zona de conforto, mas penso que é mais do que isso.

A verdadeira vida só acontece no desconhecido, fora daquilo que considero confortável. Todo aquele tempo em que pensei que estava a viver, estava na verdade a enganar-me, pois eu sabia que tudo o que estava a fazer era fugir à vida.

Hoje, ainda tenho a tendência de me fechar nessa bolha. Mas olhando para aquilo que consegui com essa postura seria bastante estúpido fazer o mesmo esperando que magicamente as coisas mudassem.

Aos poucos vou aprendendo a abrir mão do conhecido, a largar todo aquele lixo que apenas me trouxe sofrimento, em vez de uma vida de satisfação e realização.

Fui eu quem transformou a minha vida num pesadelo. Mas é possível acordar e, em vez de um bonito sonho, criar uma realidade mais fantástica do que poderia imaginar.

Obrigado por este dia repleto de vida!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

As Aventuras de uma Míope #10 – Falar dos meus medos?

Artigo 10 da série “As Aventuras de uma Míope”

Desde que comecei a escrever esta série de artigos, tenho tentado falar mais abertamente dos meus medos. Por vezes só me permito falar deles depois de os ter “ultrapassado”, ou seja, quando penso que eles já não me incomodam.

Mas, outras vezes permito-me ser honesta e partilho com os que me rodeiam quais os meus medos. São medos um pouco ridículos, mas são eles que contribuem em grande parte para a minha falta de visão.

Tenho medo de não ser aceite, de falhar, de ser julgada e de não ser amada. Tenho medo que as coisas fujam do meu controlo e que me depare sozinha, perante o resto do mundo.

Não interessa querer falar (ou neste caso escrever) bonito, dizendo-vos aquilo que eu sei, em vez de aquilo que eu sinto.

O mundo não é um lugar perigoso, eu sei, mas o facto de saber isto não me impede de tomar uma atitude defensiva.

Tudo são experiências, eu sei, mas saber isso não me impede de tentar ser perfeita e de querer que as coisas sejam à minha maneira.

A vida é fluxo, eu sei, mas esse conhecimento não me impede de resistir à mínima alteração de planos que possa ocorrer.

Cada dia tento ser um pouco melhor. Tento permitir que a vida flua e que os medos não sejam obstáculos aos meus sonhos. E quando não consigo tento outra vez. E outra vez. E outra vez.

Tinha medo de falar dos meus medos. Mas aqui estou eu a falar deles, não é?

Ângela Barnabé

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