O mundo através de outros olhos – 115 de 365

olhos

Fui passear em Lisboa, nas zonas com mais movimento. Antes, só de pensar que provavelmente teria que “enfrentar” uma multidão ou que seria obrigada a interagir com situações fora da minha zona de conforto ficava logo ansiosa e arranjava inúmeros motivos para ficar em casa.

Quanto mais me fechei à vida, mais limitada ficou a minha visão e a forma como via o mundo estava repleta de preconceitos baseados no medo na culpa… Via o mundo através de umas lentes bastante escuras e  cada vez mais tinha provas daquilo que eu acreditava.

O problema não era o mundo, nem as pessoas. O “problema” era eu.

Quanto mais me focava num mundo perigoso, mais situações via que comprovavam aquilo que eu achava que sabia.

Mas quando comecei a ver o mundo através de outros olhos, tudo se transmutou. Parece que fui transportada para um mundo paralelo e que as mesmas pessoas, os mesmos lugares e as mesmas situações mudaram completamente.

Bastava estar no meio de uma multidão para a minha visão ficar turva. Mas isso não aconteceu.

Vi mais claramente do que poderia imaginar, quando me encontrava rodeada daqueles que outrora eu via como inimigos imprevisíveis, que a qualquer momento me poriam à prova e me fariam sair da minha zona de conforto.

O mundo não é um lugar perigoso.

O perigo é a minha mente que se foca e materializa situações que eu não quero experienciar e que me arrasta para o inferno.

O paraíso está aqui, ao meu alcance em todos os momentos. Basta deixar de pensar e começar a sentir.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foro original por  Steven Spassov on Unsplash

A aceitação permite a mudança – 101 de 365

aceitação permite mudança

Durante muito tempo foquei-me nas minhas limitações. Ocupava a minha mente com os aspetos que não gostava em mim, desesperada para que ocorresse uma mudança.

Só há pouco tempo é que me apercebi que fazia isso, mesmo sabendo que o primeiro passo para mudar é aceitar.

Gostar de mim é sinónimo de aceitar todos os meus traços, mas isso não invalida a mudança.

Hoje vi uma fotografia minha de 2007, quando tinha apenas 11 anos. Observei a alegria no olhar daquela criança, uma alegria que nunca pensei voltar a experienciar.

Mas agora neste momento, enquanto escrevo este texto sinto alegria. Os meus dias estão repletos de sentido e felicidade.

Com o tempo tenho vindo a aceitar-me e a largar tudo aquilo que só me traz sofrimento. Tenho criado sonhos, projetos e principalmente tenho estado focada em viver o momento presente e a valorizar tudo aquilo com que sou presentada.

Todas as possibilidades estão aqui, neste lugar.

Ainda que tenha escolhido durante muito tempo ser a minha própria inimiga, hoje cultivo uma relação cada vez melhor comigo mesma.

A mudança começa com a aceitação, porque através dela posso escolher a partir de um lugar de amor.

Enquanto quis mudar as coisas para que pudesse gostar de mim, estava numa postura de resistência àquilo que eu precisava trabalhar.

Mas quando gosto de mim e me permito ser uma pessoa melhor para mim, tudo muda e passo gostar cada vez mais de mim, dos outros e da vida.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Antonina Bukowska on Unsplash

Mudar ou aceitar? – 74 de 365

mudar

 

“Concedei-me, Senhor, Serenidade

para aceitar as coisas que não posso modificar,

Coragem para modificar aquelas que posso

e Sabedoria para distinguir umas das outras.”

Oração da Serenidade

Uma das primeiras ferramentas que me dada quando iniciei a minha jornada de mudança foi a Oração da Serenidade. Apesar de inicialmente achar que tinha percebido o conceito, a verdade é que quanto mais evoluo mais vejo a minha ignorância.

Achava que havia coisas exteriores que eu podia modificar e outras que tinha que aceitar e era necessário saber a diferença entre umas e outras, é claro.

Mas hoje vejo tudo de uma maneira diferente.

A única coisa que eu posso mudar sou eu mesma.  A minha postura em relação às situações, aquilo que sinto e penso diariamente é algo que depende de mim.

Mas aquilo que acontece, a forma como as coisas se desenrolam é algo que eu apenas posso aceitar.

Não posso mudar aquilo que acontece, mas posso mudar aquilo que sinto e a forma como ajo relativamente àquilo que acontece.

E ao mudar a minha postura tudo muda.

Se a minha vida é resultado da minha consciência, quando mudo a minha consciência tudo muda.

É tão simples criar uma vida 100% satisfatória e é ainda mais simples usufruir dela.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Annie Spratt on Unsplash

Viver o que acredito – 44 de 365

A minha vida é resultado daquilo em que acredito. Nada daquilo que experiencio diariamente é da responsabilidade dos outros. Seja o que for que aconteça, a reação que eu tenho, aquilo que eu escolho fazer da situação, é inteiramente da minha responsabilidade.

No passado não me sentia satisfeita com a vida que tinha e sabia que tinha que existir uma mudança, mas não estava a pensar na mudança certa.

Pensava que os outros tinham que mudar, que a vida tinha que mudar, mas que eu podia permanecer a mesma porque eu estava certa, eu é que tinha razão…

No fundo eu sempre recebi aquilo em que acreditava. Acreditava que a vida era injusta, que eu não podia merecer algo melhor enquanto não atingisse uma determinada imagem de mim… Era isso que eu experienciava: uma vida que não correspondia àquilo que eu queria, mas que correspondia àquilo que acreditava.

Para mudar aquilo que vivo basta mudar aquilo em que acredito.

Acredito num mundo de amor ou de ódio? Acredito que mereço todas as bênçãos do mundo ou que a vida é injusta? Acredito que sou capaz de realizar o que conceber ou que não tenho talento para nada?

É uma questão de escolha. Se quiser mudar aquilo que vivo, decido mudar e dou o primeiro passo.

A vida pode ser um paraíso ou um inferno. Posso viver a mais linda caminhada, em que cada passo me leva sempre para o melhor resultado possível ou posso arrastar-me todos os dias numa vida que não me realiza.

Hoje estou cada vez mais satisfeita com a realidade que experiencio, porque escolhi mudar e tenho permitido que as mudanças aconteçam.

Acredito num mundo cada vez melhor, acredito em dias cada vez melhores e sei que é isso que acontecerá até que eu queira…

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Brian Garcia on Unsplash

O que é que realmente quero? – 37 de 365

realmente quero

Ao pensar em todo o meu percurso de vida, vejo o quanto eu não sabia o que queria. Navegava no dia-a-dia, atrás de muitas coisas, achando que era isso que eu queria, mas no fundo só me estava a enganar a mim mesma.

Dizia que queria uma coisa mas quando aparecia a oportunidade de o fazer, arranjava desculpas e justificações para adiar e fugir àquela situação.

Algumas vezes era por medo, outras porque complicava todo o processo que me levava ao meu objetivo e acabava por perder a vontade; mas a maior parte das vezes era porque andava atrás de coisas que não queria realmente.

É preciso estar atenta ao motivo que me leva fazer e a querer alguma coisa.

Desde pequenos somos ensinados a querer um conjunto de coisas porque elas supostamente contribuirão para a nossa felicidade.

Apesar de ter conseguido alcançar algumas dessas coisas, a verdade é que não me sentia feliz. O motivo por detrás de tudo aquilo que eu fazia nunca ou quase nunca era relacionado com o meu bem-estar.

No fundo era sempre uma busca por preenchimento, para que gostassem de mim…

Com o tempo fui perdendo a vontade de fazer alguma coisa e os dias eram apenas um arrastar constante.

Nos últimos tempos tenho-me libertado do fazer por fazer e tenho-me focado no fazer porque é isso que eu realmente quero.

Com o tempo os sonhos, a criatividade e a vontade de surfar as ondas da vida é despertada e a vida passa a ser aquilo que sempre deveria ter sido: uma bela viagem!

Obrigado por este dia!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

O que é que eu escolho? – 36 de 365

escolho

Estar bem ou estar mal é uma escolha, como tenho escrito nestas reflexões diárias.  Ao longo do tempo fui justificando o meu estado “emocional” com as circunstâncias, mas a verdade é que independentemente do que acontece quem decide o que eu vou sentir sou eu.

Muitas vezes busquei o mal-estar, a pré-ocupação e a ansiedade pois apenas estava habituada a viver naquela realidade. Era impossível para mim conceber passar nem que fosse um segundo sem estar ansiosa.

No fundo, eu queria sentir-me plena e de bem comigo mesma, mas ao pôr a responsabilidade daquilo que sentia em algo exterior, nunca me era permitido ter poder sobre mim mesma.

Quando comecei a assumir a responsabilidade da minha vida, apesar de me ter sido apresentada a solução para os meus problemas, foi bastante complicado para mim assumir o comando daquilo que sentia e pensava, pois acabaram-se as desculpas.

Por um lado queria acabar com o sofrimento, mas por outro não queria abrir mão daquilo que o causava.

Hoje escolho ser responsável…

Sempre achei que ia chegar um momento em que iria atingir o pico do crescimento, da responsabilidade e a partir daí iria deixar de ter que trabalhar situações, usufruindo então da “vida”.

Se isso acontecesse estaria a escolher não viver. Vida é crescimento, é um vaivém constante de situações que podem contribuir para um bem-estar cada vez maior ou para uma degradação constante.

São as situações que me fazem praticar aquilo que quero aprender e que quero ser e a escolha é sempre minha.

Quero estar bem ou quero estar mal?

Obrigado por este dia repleto de escolhas!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Nikhita Singhal on Unsplash

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