Ser flexível à mudança – 1 de 365

Aqui estou eu para a primeira reflexão do ano. Comecei este novo ciclo de 365 dias com muitos projetos para breve e isso tem-me feito ver que muitas coisas irão sofrer alterações.

Onde nada muda, nada muda e por isso, para que haja espaço para novas coisas, preciso permitir que exista mudança. Isso aplica-se a todas as áreas da minha vida.

Não posso querer que as coisas permaneçam sempre iguais, nem que a vida flua sempre da mesma forma.

Por um lado quero mudança, aventura e que novas coisas surjam na minha vida, mas por outro lado não quero abrir mão daquilo que conheço, da minha rotina e das coisas que costumo fazer sem dificuldade.

Encontro uma maneira específica de fazer as coisas e quero usá-la para sempre. Não penso na possibilidade de as coisas mudarem, de eu mudar e de as coisas deixarem de funcionar. É preciso que venha uma “crise” para que eu mude alguns aspetos da minha conduta.

Quando eu permito que as coisas mudem e que a vida aconteça, aí o milagre acontece. Abro mão do controlo, a ansiedade desaparece e as soluções surgem.

Mais oportunidades aparecem, melhores formas de desenvolver ideias surgem e tudo flui de uma forma melhor.

Penso que uma das intenções para este ano é, para além de me focar no que quero, pôr ação e largar. Largar é não querer as coisas à minha maneira. É permitir que o Universo faça a sua parte e que eu possa usufruir da melhor forma de todas as bênçãos que a vida me traz.

Se eu soubesse qual a melhor forma de as coisas acontecerem de certeza que isso faria parte das minhas “tarefas”. Quando tento controlar, manipular ou fazer com que as coisas sejam encaminhadas de uma determinada maneira, a única coisa que ganho é ansiedade.

Obrigado por este dia cheio de surpresas.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Fazer aquilo que gosto – Reflexões Diárias

Durante muito tempo pensei que a melhor forma de viver a vida era dedicando o máximo tempo possível àquilo que gosto de fazer. Deveria evitar as tarefas que não gostava e substituí-las por aquelas que me davam prazer.

Mas surgia sempre uma questão muito importante: algumas das tarefas que eu não gostava eram necessárias no meu dia-a-dia. Não podia simplesmente evitá-las, mas também não me dava satisfação nenhuma fazê-las.

Então cheguei a uma conclusão. Em vez de fazer apenas aquilo que gosto, poderia passar a gostar de tudo o que faço.

Em vez de rotular as situações como agradáveis e desagradáveis, poderia vê-las apenas como elas eram.

Assim, em vez de dividir a minha vida em momentos de satisfação e momentos de obrigação, poderia usufruir de todo o tempo vivido.

Essa postura tem-me ajudado muito em vários aspetos. Se encaro cada tarefa com satisfação, para além da realização de cada ato ser feito da forma mais fluída possível, consigo aproveitar ao máximo o meu dia.

Tarefas que eu considerava desagradáveis eram, na maior parte das vezes, as mais importantes, não pela tarefa em si, mas sim por aquilo que elas representavam.

Elas eram a representação do facto de eu viver na dualidade e de permitir que parte da minha vida fosse passada em mal-estar. Se eu não gostava de algo, com certeza não poderia sentir-me bem a fazê-lo.

Em vez de evitar passar por essas tarefas, modifiquei a minha postura em relação às mesmas.

Neste momento sei que pela postura que coloco perante as situações pelas quais tenho que passar, posso identificar o meu estado.

Se não gosto, estou em negação. Se me entrego à tarefa, estou em aceitação.

Se posso fazer de cada gesto um gesto de amor, porque  farei de algum momento algo menos bom, apenas por causa de um rótulo que coloquei numa tarefa?

Obrigado por este dia maravilhoso!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

É cada vez mais fácil – Reflexões Diárias

Nos últimos dois meses tenho tido como intenção lidar com todos os aspectos em mim que eu não gosto ou que eu gostaria de esconder.

Posso dizer que tem sido uma experiência bastante gratificante por várias razões.

Em primeiro lugar, partilhar é libertar. Cada vez que partilho algo que me incomoda desfaço um “nó” que eu própria atei, dando espaço para que novas coisas fluam na minha vida.

Depois, quando me decido a trabalhar aspetos que me incomodam, permito que as situações que me irão fazer trabalhar esses aspetos surjam na minha vida. Se a minha postura é de aceitação, uma vez que tenho a intenção de resolução, encararei as situações de forma suave e sem resistência.

O que antes se tornava um causador de mal-estar é hoje um gerador de bem-estar, quando decido reciclar essa energia e transformá-la naquilo que realmente quero.

É fácil manter esta postura?

Tudo depende da minha escolha. Estar bem e estar mal podem ser consequências da mesma ação.

Neste momento, resisto menos do que fazia no passado, mas ainda o faço. Apesar disso sei que o meu foco principal é estar bem e fluir.

Se ainda escolho estar mal, rio-me da estupidez que isso é e continuo a tentar ser cada vez melhor.

Não se trata de ser melhor que os outros, ou de saber e fazer melhor que os outros. Trata-se de em cada momento, escolher ser o melhor que posso ser.

Com o treino é cada vez mais fácil. E quanto mais fácil é mais significa que estou no caminho certo.

Não se trata de fazer certo ou errado ou de procurar a forma perfeita de fazer as coisas.

É uma questão de fluxo. De me amar e aceitar independentemente das ações que tenha, ou dos pensamentos que surjam.

É ser feliz com aquilo que sou, sabendo sempre que posso melhorar.

Obrigado por este dia!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Falta de coerência ou mudança?

Lembro-me que em pequena que dava muita importância à coerência.

E o que era para mim coerência? Aquilo que dizia, sentia e pensava estavam em harmonia.

Por vezes, quando as figuras que eu considerava autoritárias diziam aquela famosa frase: “Faz o que eu te digo e não faças o que eu faço” sentia-me enganada, pois sentia que havia algo errado naquela postura em relação à vida.

Quando há quatro anos comecei a ver a vida de forma diferente, comecei a mudar diversos conceitos. Pensava então que a mudança estava concluída e comecei a escrever e a falar sobre esses novos conceitos.

Passado algum tempo, voltava a mudar esses conceitos, pois há medida que eu expandia a consciência, via esses mesmos conceitos de uma forma mais ampla. E então, voltava a falar dos novos conceitos.

Mas, daí a algum tempo, a situação voltava a acontecer e eu sentia-me constrangida de falar sobre a nova mudança.

Surgiu então dúvida na minha mente: será que eu estou a ser coerente? Agora digo uma coisa, daqui a pouco outra? Estou a tornar-me num “faz o que eu te digo, não faças o que eu faço?”.

Fiz esta pergunta e a resposta foi simples:

Há medida que mudas, vais permitindo que mais luz entre na tua mente, vendo coisas que antes não vias. Entre o tempo em que a mudança acontece, ages de acordo com os conceitos “vigentes”?

Sim, eu tentava ser coerente  com os conceitos adquiridos.

Tinha aí a resposta. A mudança é compatível com a coerência, pois eu agia consoante aquilo que acreditava. E quando mudava aquilo em que acreditava, mudava a forma como agia.

Aí o dilema dissipou-se. Ainda hoje me acontece escrever um texto ou partilhar uma ideia, que tempos depois deixa de estar desatualizada.

“Não há vida sem mudança”, diz António Fernandes.

Como é que ideias de há dez anos atrás podem funcionar hoje, depois de tanta coisa ter mudada?

Abrir a mente e deixar a luz entrar é essencial para uma vida de abundância, prosperidade e amor!

Ângela Barnabé

Holler Box

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