Procurar as semelhanças – Reflexões Diárias

Somos todos iguais – é uma frase que oiço desde sempre e que sempre me trouxe a reflexão que todos temos as mesmas características. Mas ao longo dos últimos dias tenho levado essa reflexão a um nível mais profundo.

Cada vez que me relaciono com uma pessoa o que é que eu procuro nela? Procuro encontrar as diferenças, aquilo que me faz diferente, ou procuro as semelhanças, aquilo que de certa forma nos torna todos iguais?

Esta pergunta parte de uma perceção que eu estou sempre em julgamento. Quando me deparo com uma pessoa, começo logo a rotulá-la e a tentar identificar as características consoante os meus filtros.

É um treino deixar de julgar as pessoas, mas posso procurar identificar-me com elas.

Ao tomar cada vez mais consciência daquilo que sou, dos meus comportamentos, dos meus medos e inseguranças, posso, com muito mais facilidade não julgar as pessoas uma vez que sei como eu própria sou.

Um exemplo, vejo alguém a reclamar. É fácil atirar a primeira pedra, criticar a falta de gratidão, mas e eu?

Quantas vezes não reclamei da vida que tinha e das oportunidades que ela trazia. Estava numa postura de negação, é claro, mas isso fazia parte da minha realidade.

Não se trata de desresponsabilizar a pessoa ou de tratá-la como uma vítima. Trata-se sim de reconhecer que eu também tenho aquela característica em mim e que isso está a materializar essa realidade na minha vida.

No fundo, é criar um ambiente de não julgamento que permite a mudança, e se essa mudança não acontecer não tenho nada que interferir.

Tenho que tratar os outros como gostaria de ser tratada e tenho que me tratar como gostaria que me tratassem.

Posso criar um mundo de amor para todos. É só dar o primeiro passo.

Obrigado por este dia repleto de amor.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

É cada vez mais fácil – Reflexões Diárias

Nos últimos dois meses tenho tido como intenção lidar com todos os aspectos em mim que eu não gosto ou que eu gostaria de esconder.

Posso dizer que tem sido uma experiência bastante gratificante por várias razões.

Em primeiro lugar, partilhar é libertar. Cada vez que partilho algo que me incomoda desfaço um “nó” que eu própria atei, dando espaço para que novas coisas fluam na minha vida.

Depois, quando me decido a trabalhar aspetos que me incomodam, permito que as situações que me irão fazer trabalhar esses aspetos surjam na minha vida. Se a minha postura é de aceitação, uma vez que tenho a intenção de resolução, encararei as situações de forma suave e sem resistência.

O que antes se tornava um causador de mal-estar é hoje um gerador de bem-estar, quando decido reciclar essa energia e transformá-la naquilo que realmente quero.

É fácil manter esta postura?

Tudo depende da minha escolha. Estar bem e estar mal podem ser consequências da mesma ação.

Neste momento, resisto menos do que fazia no passado, mas ainda o faço. Apesar disso sei que o meu foco principal é estar bem e fluir.

Se ainda escolho estar mal, rio-me da estupidez que isso é e continuo a tentar ser cada vez melhor.

Não se trata de ser melhor que os outros, ou de saber e fazer melhor que os outros. Trata-se de em cada momento, escolher ser o melhor que posso ser.

Com o treino é cada vez mais fácil. E quanto mais fácil é mais significa que estou no caminho certo.

Não se trata de fazer certo ou errado ou de procurar a forma perfeita de fazer as coisas.

É uma questão de fluxo. De me amar e aceitar independentemente das ações que tenha, ou dos pensamentos que surjam.

É ser feliz com aquilo que sou, sabendo sempre que posso melhorar.

Obrigado por este dia!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Eu escolho ser melhor – Reflexões Diárias

Escolher é talvez um dos temas mais falados do mês de novembro, porque de certa forma, uma das coisas sobre as quais tenho refletido é o meu poder de escolha.

A vida como eu a experiencio neste momento é escolha minha, bem como todas as ações, reações e comportamentos que tenho conhecimento.

Quando era pequena queria ser uma pessoa melhor, para ser mais reconhecida, valorizada e para receber mais amor.

Mas, há alguns anos percebi que se quero ser melhor tenho que o escolher fazer por mim.

Ser melhor não tem nada a ver com algo exterior a mim, apesar de influenciar tudo o que me rodeia.

Ser melhor é escolher o paraíso e usufruir dele, consciente da minha responsabilidade enquanto cidadã deste mundo.

Seguir os meus sonhos e viver com expectativa do melhor cada segundo da minha existência podem ser considerados alguns requisitos de ser uma pessoa melhor.

Mas não posso fazer isso se ando à procura de ser reconhecida e valorizada devido àquilo que faço.

Às vezes ainda sinto que é fácil deixar-me levar pelos encantos dos elogios e de corresponder às expectativas dos outros, mas o vazio deixado por isso é tão grande.

A única coisa que eu posso permitir que os outros exijam de mim é que eu seja o mais autêntica e honesta possível comigo e com os outros, porque isso é a única forma de ser feliz.

Para ser melhor eu tenho que estar bem. E para estar bem tenho que me amar, tenho que me aceitar, tenho que honrar os meus sonhos e estar “orgulhosa” de tudo o que faço.

Basta imaginar todo o amor que eu gostava de receber. Depois é dar todo esse amor a mim mesma.

Por vezes a maior inimiga de mim mesma sou eu. Mas facilmente posso reciclar isso e passar a ser o ser amoroso que gostava de ter como companhia.

Obrigado por este dia repleto de oportunidades para ser melhor.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Esconder é aprisionar- Reflexões Diárias

Desde que comecei a escrever estas reflexões diárias que me apercebi que esconder as minhas limitações e os meus medos, inseguranças e dúvidas é aprisioná-los dentro de mim.

Antes pensava que ignorar ou fingir que não estava a sentir medo, ou que tentar camuflar a insegurança era uma forma boa de lidar com esta situação.

Pensava que isso não interferia na minha vida, porque era algo que estava lá escondido. Mas a verdade é que era isso que criava todos os meus resultados.

Podia “esconder” dos outros, ou achar que escondia, porque a maior parte das vezes era bem visível na minha postura.

Mas não escondia de mim mesma. Eu sabia que estava insegura, eu sabia que tinha aquela limitação.

Então comecei a falar e a escrever sobre aquilo que realmente sentia, ainda que isso me fosse desconfortável.

Na maioria das vezes era estranho partilhar com o mundo coisas que eu considerava tão íntimas, coisas que passei tanto tempo a esconder.

Surgiram outros medos: será que vão gostar de mim sabendo tudo isto? Será que me vão levar a sério?

A reação dos outros não teve nada a ver com o que eu esperava. Não me senti julgada nem criticada.

Mas ainda que sentisse julgamento da parte dos outros, eu começava a sentir-me cada vez melhor comigo mesma.

A energia que gastava a esconder podia ser utilizada para libertar e para partilhar. Para me libertar da prisão que eu própria criei e para partilhar mais de mim.

Sei que ter medo e insegurança não é benéfico para a minha vida, pois isso demonstra falta de confiança. Mas esconder isso não resolve nada e ainda agrava o problema.

Partilhar isso permite descobrir cada vez mais sobre mim e saber que independentemente do que possa acontecer sou honesta para com os outros e principalmente para comigo.

Obrigado por este dia repleto de partilhas!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

As situações são o que faço delas – Reflexões Diárias

Ao longo destes meses da minha vida tenho tido bastante presente a ideia que as situações são que faço delas.

Por vezes deparo-me com resultados que nunca poderia imaginar, que me fazem ter que tomar outro caminho, tomar novas decisões e mudar a forma como vejo a vida.

Nesses momentos em que as coisas fluem de uma forma bastante diferente do esperado posso escolher qual será o resultado final, ou melhor, o que vai sair daquela situação.

Não posso mudar a forma como as coisas acontecem, mas posso escolher ver as situações de uma forma diferente e no fundo fazer algo diferente a partir delas.

Conheço pessoas que de um acontecimento criaram um obstáculo e outras que criaram um trampolim.

Não foi o que aconteceu, mas sim o que as pessoas escolheram fazer do que aconteceu.

Hoje ouvi que em vez de me focar nos “erros” ou de me preocupar se as coisas vão fluir o não, devo focar-me na experiência em si e na forma como o que acontece me permite usufruir e crescer.

Aconteceu algo que interferiu com os meus planos e isso fez com que tivesse que tomar uma direção diferente? Perfeito, aproveito toda essa aprendizagem para fazer melhor da próxima vez.

Vejo nisso uma oportunidade de fazer melhor, com mais amor, aceitação e sobretudo com mais experiência.

Posso também ver isso como um problema e desistir de tudo, procurando outra forma que mexa menos com a minha zona de conforto.

Mas o que é isso senão fugir à vida?

Viver é experienciar aquilo que me vai surgindo no caminho e usar tudo isso para ser uma pessoa melhor e criar um mundo melhor.

E viver é um treino.

Ainda vejo as coisas por aquilo que parece e acabo sempre por ver o quão enganada estou.

Mas cá estou eu, pronta para a próxima oportunidade de fazer da vida um paraíso.

E essa oportunidade é agora.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Dar todos passos – Reflexões Diárias

Hoje apercebi-me do quanto eu gosto de apressar as coisas. De tentar saltar etapas e de arranjar atalhos, apenas para acabar em becos sem saída, com a única opção de voltar a atrás e fazer tudo de novo.

Tive esta reflexão devido à cozinha, assim como tantas outras ao longo destes 2 meses.

Sempre tentei fugir a untar a forma (já escrevi sobre isso aqui); não queria deixar as massas levedarem durante o tempo necessário e também não tinha paciência para deixar o óleo aquecer antes de fritar alguma coisa.

Em que é que isto resultava?

A maior parte das vezes não resultava, pois o eliminar passos importantes boicotava todo o processo. Nas vezes em que saía dali alguma coisa, o resultado ficava sempre aquém daquilo que era esperado.

Nas alturas em que seguia os passos, sem questionar, o resultado superava as expectativas e era presenteada com algo muito superior àquilo que poderia imaginar.

Em que é que isto interfere na forma como levo a vida?

Interfere em tudo. Como faço isto nas pequenas coisas, nas grandes o processo é o mesmo.

Na maior parte das vezes fujo a passos essenciais ou procuro atalhos ao caminho que tenho que percorrer e acabo por boicotar todo o processo.

Noutras alturas, consigo chegar a algum lado, mas nunca explorando nem usufruindo de todo o potencial disponível, pois ignorei algumas das bases que me permitiriam chegar mais alto.

Mas naqueles momentos em que sigo sugestões, nos momentos em que confio e largo, sabendo que nada me faltará e que irei sempre colher o melhor para mim; nesses momentos o milagre acontece.

Tudo o que resulta desta postura é quase impossível de imaginar pois supera quaisquer expectativas, quaisquer cenários que eu possa imaginar por mais bonitos e fantásticos que sejam.

É nesses momentos que paro e me questiono porque é que não me permito viver sempre a vida assim.

Lembro-me então que a vida é um treino e que a pouco e pouco fico melhor e melhor na arte de deixar fluir e confiar.

Obrigado por este dia repleto de passos nesta caminhada que é a vida!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Holler Box

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