O que é que me limita? – Reflexões Diárias

limitações

Hoje resolvi fazer arroz doce. Sempre gostei muito de o comer, mas nunca o soube fazer. Como tal, pesquisei na Internet, encontrei uma receita a meu gosto e pus mãos à obra.

Ainda não o comi, pois vai ser a sobremesa de hoje, mas mesmo assim pude digerir algumas reflexões.

Hoje pensei nas minhas limitações.

Achava que não era capaz de fazer arroz doce. Não porque me foi dito que não era capaz, mas porque eu assumi isso como uma limitação na minha vida. Ainda que me tivessem dito que não era capaz, tinha sido eu a responsável por acreditar.

Quem tem impedido que eu viva a minha vida ao máximo sou eu. Quem me limita sou eu. Com os meus medos, preconceitos; com as desculpas e justificações; com a tentativa de responsabilizar os outros por aquilo que acontece comigo.

Fiz o arroz doce. Já sei algumas coisas que posso melhorar. Agora a próxima vez que o fizer, vou ter em conta a experiência adquirida hoje. Só tenho espaço para melhorar porque já experimentei e passei pela experiência.

E se corresse mal? E se ficasse intragável? A próxima vez fazia de uma forma diferente com base na experiência de hoje.

Como posso viver a vida ao máximo? Como me posso libertar das minhas limitações?

Em primeiro lugar, tomar consciência daquilo que quero mudar, neste caso achar que não sei fazer arroz doce. Depois procurar uma solução: se não sei fazer, tenho que aprender. Pôr ação é o próximo passo: procurar uma receita e pôr mãos à obra. “Por último”, após vivenciar uma nova experiência, decidir se corresponde mais à realidade que desejo, neste caso provar o belo do arroz doce.

Se não estiver satisfeita, repetir o processo até atingir o ponto desejado.

Ângela Barnabé

 

Deixo-vos aqui o link da receita do arroz doce. Experimentem!

E se não gostarem de mim? – Reflexões Diárias

gostar

Domingo é dia de ir lá para fora, para o jardim. É um dia para quebrar a rotina de estar no computador o dia inteiro e usufruir um bocadinho do exterior.

Enquanto tomávamos o pequeno-almoço, surgiu a conversa de querermos que os outros gostem de nós.

Isso fez-me refletir um pouco na minha conduta e relembrar algumas coisas que já tinha tomado consciência há algum tempo.

Sempre tentei alterar a minha forma de ser para que os outros gostassem de mim. Para pertencer a um certo grupo; para agradar aos meus pais, criei uma estratégia para me lembrar do que as pessoas gostavam, daquilo que elas me diziam, para assim estabelecer uma ponte e para que as pessoas gostassem de mim.

Em vez de começar pelo que era importante: gostar de mim; mendigava amor daqueles que me rodeavam, sentindo-me cada vez mais vazia, nunca sabendo se o amor que me era dado era verdadeiro ou se era porque eu correspondia às expectativas de cada pessoa.

Ouvimos por todo o lado proclamar-se o amor, um amor condicional e é disso que eu andava à procura e era isso que eu fazia aos outros.

Mas hoje, isto mexeu bastante comigo, porque ainda me vejo a fazer o que fazia antes. Tentar ser algo que não sou, para que gostem de mim.

Não é tão frequente quanto antes, mas por vezes ainda me sinto aquele ser que se sente vazio, fora da vida.

Não foi fácil escrever este texto, talvez porque quero fazer passar a imagem que já gosto de mim, para que gostem de mim (rsrsrsr).

Às vezes penso: se pudesse escolher amava-me incondicionalmente! O engraçado é que eu posso escolher isso. Não me julgar nem criticar-me; aceitar-me como sou; aceitar o meu trajeto de vida… Tudo isso é amor incondicional.

Nem nos meus melhores sonhos poderia imaginar sentir-me tão bem como me sinto hoje. Isso não significa que já atingi a plenitude e que retirei todo o lixo que fui deitando cá para dentro.

Significa que todos os dias me sinto cada vez melhor. Falar destas coisas que me incomodam faz milagres para que eu posso transformá-las em coisas que contribuem para o meu bem-estar.

Obrigado!

Ângela Barnabé

O que vai acontecer? – Reflexões Diárias

acontecer

“Todas as possibilidades estão no mesmo lugar.”

António Fernandes

Hoje vou escrever sobre a pré-ocupação, ou seja, a ocupação da mente com algo que ainda não aconteceu.

Eu tenho uma grande tendência para me pre-ocupar. Em vez de estar atenta àquilo que está a acontecer no momento, em vez de usufruir do momento presente, do agora,  escolho pre-ocupar-me com o que pode vir a acontecer, o que vou fazer se aquilo acontecer…

Com diversas experiências que passei aprendi duas coisas:

Pode acontecer o pior que eu podia pensar e no fundo isso nem será um grande problema: na altura terei à minha disposição as ferramentas necessárias para a resolução de “problemas” e até hoje, nesses momentos, nada me faltou.

As melhores coisas da vida são as inesperadas: por muito que eu pense no melhor cenário possível, as expectativas irão sempre ser superadas, desde que me abra a novas possibilidades e não manipule o resultado.

A vida dá-me sempre o que preciso, na altura em que preciso.

  • Pensar nalguma coisa nunca impediu que algo acontecesse; muito pelo contrário. Também nunca fez que nada acontecesse. O foco é importante mas não é o pensamento que faz algo acontecer. Tenho que pôr ação, largar e confiar. No momento certo tudo acontece.
  • Parece difícil esta postura de não manipulação e entrega total. Com o tempo e com a prática torna-se cada vez mais fácil, até que um dia será tão natural quanto respirar.

 

A mente criativa é criar aquilo que quero em conjunto com o Universo. As coisas obtidas através da manipulação não trazem satisfação nem realização. Apenas fazem com que o vazio já existente se torne cada vez maior.

Ângela Barnabé

 

P.S.:  Escrever estas reflexões têm-me ajudado muito no meu dia-a-dia. Obrigado por esta maravilhosa oportunidade.

Assumir o comando? – Reflexões Diárias

comando

Quanto mais você racionaliza, menos você cria.

Raymond Chandler

Hoje, decidi fazer algumas coisas que tinha medo de fazer. E sabem que mais? Sinto-me muito mais realizada e satisfeita do que estaria se as tivesse evitado fazer.

Tomei consciência que ao evitar fazer coisas porque tenho medo, abdico do comando da minha vida.

Quando fujo a tarefas de mais responsabilidade, com medo de falhar (sendo que falhar não existe), boicoto o meu próprio crescimento.

O mundo não está a olhar para mim à espera que eu falhe.

Só posso saber fazer se fizer.

Aquela minha tentativa de resolver os meus problemas pensando neles, não resulta.

Se o problema é ter medo de fazer algo; tenho que o fazer para me libertar do medo…

Talvez a solução definitiva seria confiar a 100% na vida. Isso pode acontecer daqui a 20 anos, amanhã, ou mesmo enquanto escrevo este texto. Mas enquanto isso não acontece, vou treinando…

Todos os dias trabalho para ser uma pessoa melhor, construindo um mundo melhor.

Enquanto os momentos de iluminação não acontecem vou trilhando o caminho; pois a vida é uma viagem e eu crio o meu próprio rumo.

Ângela Barnabé

Onde está a felicidade? – Reflexões Diárias

felicidade

A felicidade é o que você é, não o que você tem.
A felicidade não é um destino, é uma viagem.
A felicidade não é amanhã, é agora.
A felicidade não é uma dependência, é uma decisão.
Osho

Durante muito tempo achei que só ia ser feliz se fizesse o que era suposto. E andei muito tempo atrás do que era suposto. Mas quanto mais perseguia o suposto, mais a felicidade se esgueirava pelos meus dedos.

Então percebi que o suposto não nos traz felicidade, nem bem-estar, nem qualquer outra coisa que eu queria.

Decidi então fazer aquilo que realmente queria, pensando então em viajar pelo mundo. Fiz umas pequenas viagens, mas aquela sensação de felicidade e plenitude que procurava também não se encontrava lá.

Então comecei a questionar aquilo que queria.

Até que a ficha me caiu.

A felicidade não está lá. Está aqui, em cada momento. É um estado e nada exterior me poderá proporcioná-la.

Posso me sentir a pior pessoa do mundo num destino paradisíaco; ou posso sentir-me plena em qualquer canto do mundo.

A felicidade não depende de nenhum resultado; de nenhuma posse; a felicidade é um estado e eu posso escolher senti-lo em qualquer momento.

Ângela Barnabé

Não quero ou tenho medo? – Reflexões Diárias

medo

“A vida é maravilhosa se não se tem medo dela.”

Charles Chaplin

Estes dias ando com o “medo” na mente. Ou melhor, ando  a pensar de que forma o medo tem afetado a minha vida.

Após uma conversa com o António apercebi-me que uma grande maioria das vezes não fiz (nem faço) as coisas não porque não quero, mas sim porque tenho medo.

Não tenho medo da tarefa ou do que vou fazer; tenho medo do que poderá acontecer.

Começo a pensar nos passos que tenho que dar, no que pode correr mal e esqueço-me das únicas coisas que tenho que fazer: pôr ação e confiar na vida.

Achava que eram só coisas “grandes” que eu boicotava com o meu medo; mas olhando melhor consigo ver que pequenos atos, que à partida deviam ser feitos sem pensar duas vezes, também são problemas.

No fundo, tal como referi ao longos destas reflexões, o meu maior problema é a falta de confiança.

E como crio essa confiança? Fazendo, arriscando… E se cair por falta de confiança, levanto-me, sacudo-me e rio-me, pois a vida é uma festa!

Ângela Barnabé

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