Viver o que acredito – Reflexões Diárias

Cada vez mais vejo que não é aquilo que faço que importa, mas sim aquilo em que acredito. Posso fazer tudo “certinho”, mas o que dita o resultado final são as crenças que tenho em relação àquilo que estou a fazer e em relação à vida.

Posso verificar isso em várias áreas da minha vida, aliás em todas.

É como construir uma casa. Para garantir que esta seja “saudável”, tenho que garantir que as fundações da mesma sejam adequadas à sua estrutura e ao resultado que procuro.

Posso fazer uma casa muito bonita, mas se as bases não forem bem feitas, em pouco tempo tudo se vai desmoronar e a casa não terá um grande futuro.

Na minha vida também é assim. Já construí bonitas casas, ou seja, já fiz parecer que me sentia bem, que acreditava que a vida é um fluxo, quando na verdade a base da questão, aquilo que eu realmente acreditava era completamente o contrário.

Achava que podia “contornar o sistema”, ou seja, que podia fingir algo e que a vida me ia dar o resultado com base na mentira e não com base naquilo que realmente se passava.

É verdade que posso “fingir até ser verdade”, ou seja, enquanto não torno uma determinada crença real na minha consciência, posso ir tentando que os meus atos e sentimentos correspondam a essa crença e com esse treino conseguir uma mudança.

Mas o foco deverá sempre ser a mudança e não o viver uma mentira.

Quando comecei a trabalhar na minha autoestima, comecei a dizer que me amava, mesmo sem o sentir. Era estranho dizer algo que sabia ser mentira, mas foi o primeiro passo para uma mudança.

Hoje, já consigo sentir durante alguns momentos esse amor que fingia ter; mas sei que não me amo em todos os momentos, porque ainda entro em negação à vida.

Ao falar (ou escrever) sobre aquilo que é verdade neste momento, permito não só libertar-me desses traços, mas também libertar-me das máscaras, para que aquilo que quero acreditar se torne uma verdade, em vez de um futuro distante.

Obrigado por este dia maravilhoso!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Fluir em vez de resistir – Reflexões Diárias

Já escrevi bastante sobre a resistência e sobre as suas consequências na minha vida. Desde que comecei a escrever estas reflexões diárias tenho percebido que em vez de ver a minha tendência para a resistência como um obstáculo, posso vê-la como um trampolim.

Vendo bem as coisas a única coisa que a resistência causa é sofrimento. Independentemente do que possa acontecer, é a minha postura que define qual será o resultado.

Se eu resistir a algum acontecimento, para além de estar mal antes, durante e depois do acontecimento, vou tornar o que quer que aconteça em algo muito “pior” do que poderia alguma vez vir a ser.

Este ato de resistir a coisas que saiam fora da minha zona de conforto vai totalmente contra a minha vontade de crescer, de viver experiências novas e de permitir que as bênçãos fluam para a minha vida.

Nestes últimos tempos, tenho sido bastante “testada”, ou seja, tenho tido bastantes oportunidades para verificar se estou realmente no fluxo.

Nem sempre estou a fluir, mas a verdade é que não consigo passar muito tempo em resistência, e para além disso, tenho treinado o amor e a aceitação para comigo mesma, ainda que muitas vezes me aperceba que estou em negação à vida.

É um treino contínuo. É aperfeiçoar todos os dias um pouco e olhar para o dia de ontem e verificar que hoje é mais fácil deixar fluir.

Não resistir é uma das chaves que permite que as coisas aconteçam da melhor forma. Aliás, resistir é uma forma de garantir que o resultado ficará muito aquém daquilo que poderia vir a receber.

Aquilo que tem impedido que eu experiencie tudo o que a vida traz até mim da melhor forma possível, tem sido a minha vontade de querer as coisas à minha maneira, resistindo a tudo o que seja diferente daquilo que eu pré-concebi.

Mas é tão fácil deixar a vida entrar. É só deixar ir.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Presente e Passado – Reflexões Diárias

Ontem, após ter escrito a reflexão diária, refleti sobre o meu estado de espírito naquele momento.

Tenho reparado que enquanto escrevo sobre aquilo que me vai na “alma”, sinto-me muito bem comigo mesma, mesmo que o assunto me incomode um pouco.

Como tenho passado muito tempo a escrever e a pôr em prática aquilo que vou escrevendo, o estado de espírito que tenho é, na maior parte do tempo, de aceitação e de amor e gratidão.

Ou seja, quanto mais tempo passo bem, mais tempo me sinto bem. Isto parece um pouco óbvio e redundante, mas nunca fez tanto sentido para mim.

No passado, sentia-me mal e esse mal estar perpetuava-se. Estava sempre a colher mal-estar porque estava sempre semear mal-estar.

Hoje a intenção de estar sempre bem, para além de garantir que estou a semear bem, permite que todo o meu percurso seja feito da melhor forma possível, uma vez que as decisões partem do “bem” em vez do “mal”.

Por outras palavras, em vez de decidir fazer algo porque me sinto mal, com medo ou culpada, decido fazer as coisas com base naquilo que está em harmonia comigo.

O facto de uma situação não me agradar não significa que essa situação não está em harmonia comigo. Significa sim que eu não estou em harmonia com a vida, porque a partir dessa posição nada que virá ter comigo será “prejudicial”.

Estar em harmonia é sentir-me bem com o que penso, faço e digo e isso é algo que nada nem ninguém poderá influenciar.

É uma postura que eu tenho que tomar, decidindo que quero estar bem e abrindo mão de tudo o que resulta no meu mal-estar.

É criar um presente agradável para colher um futuro ainda melhor, reciclando o passado, para que este se torne numa bênção e não numa limitação.

Obrigado por este dia repleto de bem-estar!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Viver o momento… – Reflexões Diárias

Quanto mais falo e escrevo sobre todas as coisas que me “incomodam” sobre mim e sobre a forma como lido com a vida, mais descubro que é tão simples mudar.

Em cada momento tenho tudo aquilo que preciso. As situações não acontecem de forma aleatória; as pessoas não aparecem por acaso; tudo acontece por um motivo.

Ao contrário do que eu pensava não preciso perceber o motivo, apenas tenho que estar atenta ao resultado. Não preciso ir buscar o que causou algo na minha vida, porque na maior parte das vezes essa procura parte de um julgamento.

No momento em que algo acontece, tenho a certeza, que comigo, estão todas as ferramentas, todas as soluções necessárias para lidar com determinada situação.

Mas para isso tenho que viver o momento. Tenho que estar presente, consciente de cada ato, palavra e pensamento, para que possa ter acesso àquilo que preciso.

Consigo fazer isso durante todo o dia? Não, não consigo.

Tenho consciência do quanto isso é importante e tenho treinado essa  postura. Mas também seria um pouco estúpido da minha parte não o fazer.

Não estou a viver esta vida para passar o tempo pre-ocupada com o futuro, nem para reviver o passado. Estou aqui para ser uma pessoa melhor, usando o que a vida me dá para isso mesmo.

A vida é a minha melhor amiga e vai estar comigo até ao meu último fôlego. Nos momentos mais difíceis tive sempre aquilo que precisava para “sair” dessas situações.

Mas é como estar no fundo do poço e ter uma corda estendida para poder subir. Tenho que agarrar a corda senão vou lá ficar.

Quantas vezes tinha a corda à frente dos meus olhos e andei à procura de outra solução? Quantas vezes decidi ficar lá no fundo, vitimizando-me?

É uma questão de escolha: deixo-me fluir, confio e sou feliz, ou quero as coisas à minha maneira e toda a felicidade passa-me ao lado.

Obrigado por este dia repleto de momentos!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Ser transparente – Reflexões Diárias

Já escrevi sobre máscaras e sobre como utilizá-las me prejudicou, mas hoje refleti um pouco mais acerca disso.

Eu usava máscaras para que gostassem de mim, mas agora vejo que também o fazia para me proteger.

O mundo era um lugar perigoso e por isso tinha que me proteger. Partilhar os meus pensamentos, os meus medos e tudo mais era equivalente a expor as minhas fraquezas e isso poderia ser usado contra mim.

Vivia uma mentira, sempre a filtrar aquilo que dizia, para não falar demasiado. Lembro-me de cada vez que partilhava algo mais “profundo” ficava sempre com medo que o portador do meu “segredo” usasse isso para me prejudicar.

Muitas vezes ficava sem saber quem eu era, de tanta máscara, de tanta ilusão.

Hoje, consigo ver a importância de ser transparente.

Não falo da transparência fingida, aquela que eu muitas vezes usei para chamar à atenção, em que partilhava ideias estúpidas para que achassem que que estava a ser honesta e quem sabe ficassem com uma ideia diferente de mim.

Falo de uma transparência para comigo mesma, sobre aquilo que eu acredito, sobre aquilo que eu penso e sinto.

Escrever estes textos tem-me ajudado muito nesse sentido e sinto-me como uma cebola, sempre a descascar camadas. Quanto mais camadas tiro, mais coisas descubro acerca de mim e é mais fácil ver o porquê de determinadas coisas na minha vida.

Não é ver o porquê de determinados comportamentos, mas sim de determinados resultados.

Como é que eu podia querer honestidade de quem me rodeava se eu não era honesta? Como é que eu podia querer que me amassem verdadeiramente se eu escondia a verdade por detrás de todas aquelas camadas?

Ainda hoje não sei quem eu sou verdadeiramente, pois ainda sinto que existem cá muitas camadas a serem descascadas. Mas sei de certeza que estou num bom caminho, pois cada vez me sinto melhor com todas as camadas que já descasquei.

Obrigado por este dia repleto de “camadas”!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

As coisas acontecem quando menos espero – Reflexões Diárias

Tenho observado a forma como deixo a minha vida fluir e qual é a postura com que me apresento ao mundo.

Apesar de saber que não posso controlar nada e ainda que ache que o que estou a fazer, apenas estou enganar-me a mim mesma, a tendência para controlar ainda é grande.

As melhores coisas na vida acontecem quando coloco ação e largo, mas fazê-lo tem sido um treino.

Quando me foco no percurso que me vai levar aos meus objetivos, existe sempre uma resistência pois a minha mente foca-se nos possíveis obstáculos em vez de se focar apenas na meta final.

Eu já sei disso e sei que a solução para o meu problema é não pensar. Ainda assim resta aquela vontade de querer as  coisas à minha maneira.

Essa vontade resulta na miopia, na rigidez e em todos os outros sinais que o meu corpo me dá, mostrando-me que a minha conduta apenas me destrói.

Tomar consciência disso é o primeiro passo para mudar, mas apenas isso não chega.

À medida que vou treinando o deixar fluir, vejo cada vez com mais clareza que as melhores coisas na vida acontecem quando menos espero.

Já escrevi bastante sobre isto, mas é mesmo importante relembrar-me da importância de largar, confiar e acima de tudo de aceitar-me como sou.

No fundo tudo vai dar sempre à mesma base. E apesar de tão simples, ainda são complicados para mim estes pequenos passos básicos.

Mas assim como aprendi a andar, passo a passo e depois a correr e a saltar, também posso treinar esta forma de viver a vida.

Tenho literalmente a vida toda, durante o tempo que ela durar.

Ter como intenção viver uma vida fluída tem aberto a minha mente para novas possibilidades e tenho-me sentido mais realizada do que nunca.

Obrigado por este dia repleto de aprendizagem.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

mvp
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