Viver aquilo que acredito – Reflexões Diárias

A minha vida é resultado daquilo que acredito e como eu posso escolher em que acredito, posso sempre mudar a minha vida.

Mas será que aquilo que eu acredito verdadeiramente é aquilo que eu quero materializar na minha vida?

Quando desempenho alguma tarefa, faço-o com a postura que supostamente acredito ou com aquela que quero acreditar?

Não dá para ser segura em alguns dias da semana e em momentos específicos e depois fazer as coisas com insegurança o resto do tempo.

Posso ter que treinar várias vezes uma determinada postura, mas conscientemente tenho que usar essa postura enquanto vivo o meu dia-a-dia.

Se acredito que o mundo é um lugar perigoso, por muito que eu mascare essa crença com afirmações e palavras de amor, os meus atos vão ter por base essa crença.

Agora, se eu mudar essa crença e praticar todos os dias uma postura de que o mundo é um lugar seguro, a pouco e pouco essa será a base onde assentarei os meus atos do quotidiano.

E como saber se as minhas crenças estão “certas” ou “erradas”?

É simples.

Vivo uma vida plena, sinto-me bem comigo mesma e com o mundo que me rodeia?

Se a resposta for sim, posso continuar com a mesma conduta.

Se a resposta for não, posso ter a certeza que tudo aquilo que sei é lixo. Todos os meus pensamentos, crenças e ideias estão prontas para serem recicladas.

No outro dia limpei o meu armário da roupa. Tinha lá peças que fui guardando ano após ano e que nunca vesti. Este ano decidi dar-lhes um fim mais útil, dando a quem possa querer aquela roupa, porque no fundo apenas estava ali a ocupar espaço.

É o que tenho que fazer com as minhas crenças: se não servem, é mandá-as para a reciclagem.

De certeza que não me vão fazer falta. Até hoje ou nunca as usei ou usei-as para criar um visual não muito benéfico para mim mesma.

Obrigado por este dia repleto de reflexões.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Qual é a minha intenção? – Reflexões Diárias

Todas as manhãs, a intenção com que me levanto e inicio o meu dia é o que faz alavancar a energia e que de certa forma dita como as coisas se vão desenrolar.

Posso levantar-me cedo, fazer uma pequena meditação e um agradecimento achando que isso me vai trazer benefício, mas o que realmente conta é o que me leva a ter essas ações.

Já acordei cedo e pratiquei um ritual para otimizar o meu dia e andei em resistência e tudo parecia correr mal. Já acordei pura e simplesmente, iniciando de seguida o meu dia e tudo fluiu de uma forma perfeita.

Qual era o motivo por detrás desse ritual? No fundo, queria que isso me trouxesse bem-estar quando, o bem-estar não depende de nada, para além da minha escolha.

Mas e ao longo do dia? Será que as minhas intenções contam?

Se faço algo para agradar será que essa ação me traz benefício?

Se faço algo para fugir a determinada situação, será que consigo verdadeiramente resolver o que me incomoda?

Já fiz atos muito “bons” que resultaram em grandes complicações. Esses mesmos atos foram feitos por outras pessoas e elas tiveram resultados magníficos.

Nunca é o que faço e a forma como faço que dita o resultado final; a intenção por detrás daquilo que faço é que define aquilo que vou receber.

É como construir uma casa. Posso usar os melhores materiais e os melhores métodos, mas se as fundações da casa e a localização da construção não forem bem pensadas, nunca essa casa terá uma base segura.

Aquilo em que ação é baseada, a intenção, é onde todos os resultados vão ficar assentes.

Se pensarmos no medo e na insegurança como base para qualquer construção, podemos ver como será o desenvolvimento da obra ao longo do tempo.

Mas se assentarmos essa mesma obra em amor e confiança teremos uma casa segura e bem agradável, a partir da qual poderemos fundar muitos outros projetos.

Obrigado por este dia!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

O fluxo da vida – Reflexões Diárias

Hoje foi um dia de diversas reflexões. Foi um dia de me pôr à prova, no sentido em que pude aplicar muitas coisas sobre as quais tenho refletido.

Foi um dia de muitas escolhas. Pude escolher aceitar e agradecer ou rejeitar e negar. Pude escolher entre a culpa e o amor e acima de tudo pude firmar a minha responsabilidade a 100% por aquilo que experiencio na minha vida.

Apercebi-me que muitas vezes quero parar o fluxo da vida. Ainda quero que as coisas corram à minha maneira.

Que em vez de fazer a minha parte, confiando e permitindo que as coisas fluam, pre-ocupo-me com coisas que não me dizem respeito e acabo por criar aquilo que não quero, em vez de receber aquilo que desejo.

Tenho medo de não saber lidar com as situações que vão acontecendo e por isso evito fazer coisas que saiam da minha zona de conforto.

Mas hoje pude ver quão simples é escolher uma nova forma de agir perante a vida.  Não tenho que me deixar levar por padrões anteriores, nem tão pouco escolher com base em crenças obsoletas.

Posso escolher ser mais amorosa para comigo mesma. Posso escolher aprender com cada experiência e aceitar e agradecer cada situação com que me deparo.

Tal como tenho escrito em dias anteriores, a escolha é sempre minha.

E tudo é um treino. Vou caindo, resistindo e negando, mas quanto mais treino a minha aceitação e gratidão mais simples se torna e mais tempo passo a sentir-me bem comigo.

Sou 100% responsável por tudo o que tenho conhecimento, ainda que isso não me agrade e me deixe desconfortável. Mas esse desconforto é bom, pois assim mostra-me  que se não estou satisfeita com algum aspeto da minha realidade, tenho o poder de o mudar.

Aceitar, agradecer e mudar. Confiar que tudo é perfeito e usufruir das bênçãos que essa postura me traz.

Obrigado por este dia repleto de escolhas!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Eu escolho – Reflexões Diárias

Todos os dias sou presenteada com várias situações. A minha reação a essas mesmas situações é que dita qual o resultado.

É fácil quando está tudo a fluir, ou quando as coisas correm como esperado. Mas na maioria das vezes, acontece algo que mexe com a minha zona de conforto.

É nesses momentos que eu posso praticar tudo aquilo que venho tomando consciência e escolher algo que está em harmonia com aquilo que eu realmente quero.

Se eu quero viver num mundo em que confio e deixo fluir, não posso com certeza agir com o intuito de controlar e de querer as coisas à minha maneira

Mas, por vezes ainda escolho com base em crenças antigas, ainda me deixo levar pela ansiedade e pelo medo.

O que fazer nessas situações?

Eu, neste momento, ainda não tenho plena consciência do que é fluir com a vida, pois a verdade é que ainda me deixo levar pelo que parece.

Mas isso não me impede de treinar.

Se me deixo levar por algum sentimento que não quero, posso sempre escolher um estado que mais me traz bem-estar.

Independentemente daquilo que se passa à minha volta, eu posso escolher o que sentir.

O estado não é efeito daquilo que acontece; mas muitas vezes aquilo que acontece, ou pelo menos a forma como se vê aquilo que acontece, é causado pelo estado em que me encontro.

Tenho motivos que eu não confiar, baseados em crenças que me trazem ansiedade e medo. Mas tenho igualmente motivos para confiar, que têm como base conceitos que me permitem viver a vida ao máximo.

Se eu escolher um em vez do outro não tem que ver com aquilo que se passa, mas sim com aquilo que eu estou disposta a escolher naquele momento.

Não posso escolher sentir-me bem comigo para sempre. Mas posso decidir, em cada momento, trazer o bem-estar para a minha vida independentemente daquilo que parece.

Porque no fundo, nada é o que parece. Aquilo que é, é aquilo que eu escolho que seja.

Obrigado por este dia repleto de escolhas.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Nada é o que parece – Reflexões Diárias

Gosto muito de controlar e de ter as coisas à minha maneira e acho que essa é a única forma de garantir que as coisas corram da melhor forma.

Mas, cada vez mais me é mostrado que na realidade as coisas não são bem assim.

Primeiro, o controlo e a manipulação nunca garantem que as coisas corram bem, principalmente porque esse “correr bem” subentende que as coisas corram à minha maneira e na maior parte das vezes isso não é muito benéfico.

Depois, as melhores coisas na vida acontecem de forma inesperada. Aliás, aqueles momentos em que algo me vem parar às mãos, sem qualquer tipo de controlo da minha parte são aqueles momentos em que eu acredito mais que a vida é composta por pequenos milagres.

Por último, nada é o que parece. Coisas que aparentemente são “boas” revelam-se grandes dores de cabeça; coisas que parecem um grande caos são as maiores bênçãos.

Eu sou míope e por isso a minha visão da realidade é bem distorcida. Se eu sei que não vejo a vida com olhos de ver, como é que alguma vez posso querer ver algo que me ultrapassa, devido a todos os meus conceitos materialistas.

Se não vejo bem aquilo que está à minha frente, se não consigo usufruir de grande parte da beleza que está ao meu alcance, como posso achar que a minha visão é expandida o suficiente para saber como é que o desenrolar de uma situação pode ser benéfico para mim?

Pensar, raciocinar, racionalizar; ferramentas com as quais eu tento resolver problemas, quando na verdade são elas quem criam esses mesmos problemas.

É tão simples viver, sonhar e criar. Só existe um obstáculo ao paraíso que é a vida: eu e a minha mania de querer as coisas à minha maneira.

Obrigado por este dia repleto de bênçãos.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Querer pertencer – Reflexões Diárias

Desde que me lembro sempre tentei pertencer a algum grupo. Podia dizer que queria pertencer a um grupo por acreditar nos seus ideais, por ter uma linha de pensamento parecida, mas não. Queria fazer parte de um grupo com medo de ficar sozinha.

O medo tem várias ramificações na minha vida e ultimamente tenho reparado que me limitou de diversas formas.

O medo de ficar sozinha, de não ser aceite, de não gostarem de mim é uma grande prisão. Por um lado não queria ficar sozinha e por outro tinha que modificar aquilo que era para poder fazer parte de um grupo.

Não queria ficar sozinha, mas vivia numa grande solidão. Estava rodeada de pessoas mas nunca tinha aquela sensação de pertencer.

Recorria a máscaras para mascarar aquilo que era, pensando eu que era a única forma de ser amada.

Quanto mais penso na minha conduta ao longo dos anos, mais vejo que quanto mais queria resolver o mal-estar, mais mal-estar criava.

E qual era a fonte desse mal-estar? Era sentir-me mal comigo mesma.

Cada vez que tentava ser a melhor aluna, a melhor filha, a melhor amiga não era para tornar o mundo melhor, mas sim para compensar aquilo que sentia.

Buscava nos outros aquilo que me faltava: amor.

E como podia receber amor se cada vez que ele surgia eu o negava?

Pensava que tinha que ser merecedora do amor, que tinha que me esforçar para o receber e que um dia alguém ia chegar num cavalo branco e me abriria os olhos para o amor que havia no mundo.

Mas essa pessoa tardava a chegar e quanto mais esforçava por encontrá-la mais me afastava do meu objetivo.

Olhando agora para trás vejo que aquilo que tanto buscava estava ali, todo aquele tempo, ao meu alcance.

Bastava permitir que todo aquele amor que buscava me envolvesse. Bastava deixar que ele fluísse.

Obrigado por este dia repleto de amor.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Holler Box

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