Sempre ouvir dizer que cada um colhe aquilo que semeia e sempre associei isso a algo negativo, como se fosse um castigo.

Nunca me ocorreu mudar aquilo que semeava. Limitava-me a reclamar o quanto era injusta a vida e como era impossível ter semeado aquilo na minha vida.

Não posso dizer que escolhia especificamente que determinado acontecimento surgisse, mas digamos que o meu foco não era naquilo que eu queria realmente.

Eu não tinha consciência que, apesar de não serem coisas muito “positivas”, o medo, a desconfiança e a insegurança acabavam por desempenhar um papel importante na criação.

Esta comparação já foi feita muitas vezes, mas se eu imaginar a minha mente como um terreno fértil e os pensamentos como sementes, posso ver com mais clareza o porquê daquilo que vou colhendo.

Eu era uma pessoa muito desconfiada e por isso estava sempre à defesa. Os pensamentos que tinha em relação à vida eram baseados em diversos medos.

Aquilo que eu colhia era resultado daquilo que eu pensava (semeava). Se era desconfiada, colhia pessoas que me enganavam, ou “metia-me” em situações menos agradáveis.

Então entraram os pensamentos positivos, que tinham como intenção substituir as sementes. Mas aquilo que colhia não mudava, parecia que as sementes não germinavam.

Como podia ter uma nova colheita se o terreno não tinha sido tratado? Tinha que lavrar o terreno e dar as condições para que a nova sementeira crescesse forte e saudável.

Falar dos medos e partilhar limitações é uma forma de reciclagem do terreno que é a mente. Confiar e seguir sugestões é uma forma de adubar e enriquecer o terreno.

Mudar os conceitos e permitir que a vida flua, crescendo todos os dias é uma forma de mudar as sementes.

Pode parecer um trabalho árduo. Tanto terreno, tantas ervas daninhas…

Mas com boa-vontade e mente aberta num piscar de olhos verei a nova sementeira crescer próspera e abundante.

Obrigado por este dia repleto de colheitas.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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