Porque é que os atalhos não resultam?

Todos os dias, enquanto trabalho procuro maneiras mais simples de fazer aquilo que tenho que fazer. Até mesmo nas tarefas da casa, a procura de simplificar os afazeres está presente.

Mas e quando a procura de tornar as coisas mais simples se transforma na procura de atalhos?

Há de facto uma grande diferença entre fácil e simples; e procurar um atalho não é a mesma coisa que procurar uma forma de simplificar uma tarefa.

Atalho é querer fazer uma coisa sem ter que passar pelo processo de fazer algo acontecer; simplificar é encontrar uma forma mais simples de passar por determinado processo.

No fundo, procurar um atalho é não querer fazer o que é preciso.

E em que é que isso se traduz? Na maior parte das vezes, apercebo-me que o atalho levou-me a um beco sem saída e lá vou eu ter que voltar atrás, e recomeçar tudo de novo. E por vezes, a “estupidez” é tanta que tento fazer as coisas por um atalho diferente e adivinhem o que acontece? Tenho que começar de novo!

Voltando à pergunta que me fiz hoje, “porque é que os atalhos não resultam?”, cheguei à conclusão que se estamos a passar por uma determinada experiência, foi porque a escolhemos.

Se a escolhemos a única forma de a resolver é passando por todos os passos que a compõem. Podemos mudar a forma como vemos a experiência, seja ela uma tarefa ou a resolução de uma situação com alguém, mas não podemos “fugir” àquilo que temos que vivenciar.

Se não estamos satisfeitos com a experiência, podemos, de forma a “eliminá-la” da nossa vida, responsabilizarmo-nos a 100%.

A vida não tem atalhos; tem ferramentas para aprendermos a lidar com aquilo que vivenciamos.

Afinal, que piada tem ganharmos o jogo sem percorrermos todos os desafios de cada nível?

Ângela Barnabé

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