A minha relação com as pessoas nunca foi muito saudável nem muito autêntica, talvez porque a minha relação comigo mesma também não o era.

Tenho observado a forma como me relaciono com as pessoas. É engraçado ver que por muito que eu dissesse que me queria sentir mais próxima das pessoas, no fundo acabava sempre por me afastar e por rejeitar qualquer tentativa de proximidade.

Fechei-me numa grande bolha, com o intuito de me proteger deste mundo “perigoso” e isso trouxe consequências na forma como me relacionava com o que me rodeava.

Ainda hoje sinto uma barreira entre mim e as pessoas que me são mais próximas. Por um lado quero sentir-me a fazer parte, quero ser leve e fluída na forma como me relaciono, mas a verdade é que a maior parte das vezes crio uma grande barreira ao meu redor.

Gostava de ser mais espontânea, mais “despreocupada” com aquilo que os outros pensam sobre mim, mas ainda tenho medo de fazer figuras ridículas, de dizer que não sei, ou de mostrar algo mais profundo do que aquilo que muitas vezes faço parecer.

Claro que estas reflexões têm-me ajudado imenso e aos poucos começo a sair desta dura carapaça que me impede de sentir plenamente a vida.

Quanto mais vejo o quanto tudo é perfeito, mais me permito tentar arriscar pois sei que independentemente do que acontecer, o resultado será sempre o melhor possível.

Cada vez me sinto melhor com aquilo que sou e que treino ser aquilo que gostaria de ser: uma pessoa segura e confiante.

Tudo é um treino e o processo da vida é perfeito. Aos poucos vou descascando estas camadas que me impedem de usufruir da vida e me sinto a fazer parte desta grande família que é o mundo.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Sergey Shmidt on Unsplash

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