Desde que comecei a escrever estas reflexões diárias que me apercebi que esconder as minhas limitações e os meus medos, inseguranças e dúvidas é aprisioná-los dentro de mim.

Antes pensava que ignorar ou fingir que não estava a sentir medo, ou que tentar camuflar a insegurança era uma forma boa de lidar com esta situação.

Pensava que isso não interferia na minha vida, porque era algo que estava lá escondido. Mas a verdade é que era isso que criava todos os meus resultados.

Podia “esconder” dos outros, ou achar que escondia, porque a maior parte das vezes era bem visível na minha postura.

Mas não escondia de mim mesma. Eu sabia que estava insegura, eu sabia que tinha aquela limitação.

Então comecei a falar e a escrever sobre aquilo que realmente sentia, ainda que isso me fosse desconfortável.

Na maioria das vezes era estranho partilhar com o mundo coisas que eu considerava tão íntimas, coisas que passei tanto tempo a esconder.

Surgiram outros medos: será que vão gostar de mim sabendo tudo isto? Será que me vão levar a sério?

A reação dos outros não teve nada a ver com o que eu esperava. Não me senti julgada nem criticada.

Mas ainda que sentisse julgamento da parte dos outros, eu começava a sentir-me cada vez melhor comigo mesma.

A energia que gastava a esconder podia ser utilizada para libertar e para partilhar. Para me libertar da prisão que eu própria criei e para partilhar mais de mim.

Sei que ter medo e insegurança não é benéfico para a minha vida, pois isso demonstra falta de confiança. Mas esconder isso não resolve nada e ainda agrava o problema.

Partilhar isso permite descobrir cada vez mais sobre mim e saber que independentemente do que possa acontecer sou honesta para com os outros e principalmente para comigo.

Obrigado por este dia repleto de partilhas!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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