“Eu respeito o dinheiro.O dinheiro é uma das maiores invenções do homem. Mas é apenas um meio. Apenas os idiotas o condenam; talvez tivessem inveja porque os outros tinham dinheiro e eles não. A sua inveja era o motivo por trás da condenação.

O dinheiro nada mais é do que uma forma científica de trocar coisas. Antes de existir dinheiro, as pessoas tinham grandes dificuldades. Existia um sistema de trocas diretas em todo o mundo. Tinha uma vaca e queria comprar um cavalo. Isso ia ser a tarefa de toda uma vida… Tinha de encontrar um homem que quisesse vender um cavalo e que quisesse comprar uma vaca. É um trabalho tão difícil…! Pode encontrar pessoas que tenham cavalos, mas que não estejam interessadas em compras vacas. Pode encontrar pessoas que estejam interessadas em comprar vacas, mas que não tenham cavalos.

Era essa a situação antes de o dinheiro existir. Naturalmente, as pessoas estavam condenadas a ser pobres: não podiam vender coisas, não podiam comprar coisas. Era um trabalho muito difícil e o dinheiro tornou-o muito simples. O homem que queria vender a vaca não tinha de procurar um homem que quisesse vender o seu cavalo. Podia simplesmente vender a vaca, pegar no dinheiro e encontrar um homem que quisesse vender um cavalo, mas que não estivesse interessado numa vaca.

Quando o dinheiro se tornou um meio de troca, o sistema de trocas diretas desapareceu do mundo. O dinheiro prestou um grande serviço à humanidade. E como as pessoas se tornaram capazes de comprar e de vender, naturalmente que se tornaram cada vez mais ricas.

É preciso entender isto. Quanto mais o dinheiro circular, mais dinheiro temos. Por exemplo, se eu tiver um dólar comigo… E apenas um exemplo porque não tenho; não trago nem um cêntimo comigo. Nem sequer tenho bolsos…! Às veres preocupo-me, pois, se tiver um dólar, onde vou guardá-lo?

Mas se, por exemplo, eu tiver um dólar e continuar a guardá-lo para mim, então nesta sala haverá apenas um dólar. Mas se comprar uma coisa e o dólar passar para outra pessoa, fico com o valor do dólar – algo que vou apreciar. Não é possível comer o dólar. Como pode apreciá-lo se apenas o guarda? Só o pode apreciar se o gastar. Eu aprecio; o dólar chega a outra pessoa. Agora, se a outra pessoa o guardar, então haverá apenas dois dólares – um de que eu já desfrutei e um que está com aquele avarento que está a guardá-lo.

Mas se ninguém se apegai: e todos fizerem o dólar circular o mais depressa possível, se houver três mil pessoas terão sido usados e apreciados três mil dólares. É apenas uma única rodada.

Se fizermos mais rodadas, haverá mais dólares. Nada entra; na verdade, há apenas um dólar, mas através do próprio movimento esse dólar continua a multiplicar-se.

É por isso que quando falamos em dinheiro falamos em “circulação”. Deve ser uma corrente – é esse o significado que lhe atribuo, não sei qual é o significado para os outros. Não devíamos guardá-lo. No momento em que o obtiver, gaste-o.

Não perca tempo porque nesse tempo todo está a impedir que o dólar cresça, que se torne mais e mais.

O dinheiro é uma invenção extraordinária. Torna as pessoas mais ricas, torna as pessoas capazes de terem coisas que não têm agora.

(…)

Abandone todas as ideias que lhe foram impostas sobre o dinheiro. Respeite-o.

Crie riqueza, porque apenas depois de criar riqueza é que muitas outras dimensões se abrem para si. Para o homem pobre, as portas estão todas fechadas.

Quero que as pessoas sejam o mais ricas possível, que se sintam o mais confortáveis possível.”

Osho, in Fama, Fortuna e Ambição

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