Durante muito tempo pensei que a melhor forma de viver a vida era dedicando o máximo tempo possível àquilo que gosto de fazer. Deveria evitar as tarefas que não gostava e substituí-las por aquelas que me davam prazer.

Mas surgia sempre uma questão muito importante: algumas das tarefas que eu não gostava eram necessárias no meu dia-a-dia. Não podia simplesmente evitá-las, mas também não me dava satisfação nenhuma fazê-las.

Então cheguei a uma conclusão. Em vez de fazer apenas aquilo que gosto, poderia passar a gostar de tudo o que faço.

Em vez de rotular as situações como agradáveis e desagradáveis, poderia vê-las apenas como elas eram.

Assim, em vez de dividir a minha vida em momentos de satisfação e momentos de obrigação, poderia usufruir de todo o tempo vivido.

Essa postura tem-me ajudado muito em vários aspetos. Se encaro cada tarefa com satisfação, para além da realização de cada ato ser feito da forma mais fluída possível, consigo aproveitar ao máximo o meu dia.

Tarefas que eu considerava desagradáveis eram, na maior parte das vezes, as mais importantes, não pela tarefa em si, mas sim por aquilo que elas representavam.

Elas eram a representação do facto de eu viver na dualidade e de permitir que parte da minha vida fosse passada em mal-estar. Se eu não gostava de algo, com certeza não poderia sentir-me bem a fazê-lo.

Em vez de evitar passar por essas tarefas, modifiquei a minha postura em relação às mesmas.

Neste momento sei que pela postura que coloco perante as situações pelas quais tenho que passar, posso identificar o meu estado.

Se não gosto, estou em negação. Se me entrego à tarefa, estou em aceitação.

Se posso fazer de cada gesto um gesto de amor, porque  farei de algum momento algo menos bom, apenas por causa de um rótulo que coloquei numa tarefa?

Obrigado por este dia maravilhoso!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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