felicidade

“Não existe caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho” 

Mahatma Gandhi

Todos os anos, quando soprava as velas no meu aniversário, eu desejava ser feliz. A cada ano que passava ansiava o dia em que a felicidade me ia bater à porta e em que eu me iria sentir completa.

Pensava naquele dia, no DIA, em que iria ver o mundo com aquelas cores vibrantes, com aqueles sons maravilhosos, tal como lia nos livros. E aí ia ser feliz. Mas, os dias, os meses e os anos iam passando e eu continuava infeliz.

Pensava no dia em que um relacionamento, um carro, uma prenda, qualquer coisa me viesse trazer aquilo que eu tanto ansiava.

E todos os dias, cada vez mais, eu hipotecava a minha felicidade.

Buscava, buscava, buscava e parecia que nunca encontrava. O ditado diz “quem procura encontra”, mas eu nunca parecia encontrar.

Mas será que procurava no lugar certo?

Cada vez que ia à rua e esperava que a felicidade me caísse em cima e não me apercebia que a felicidade estava dentro de mim. Que naquele preciso momento eu poderia sentir a plenitude que buscava.

Procurava no exterior, mas esquecia-me de procurar no interior.

Enquanto escrevo este texto penso que ainda não encontrei a felicidade, não porque ela não existe ou porque eu não a mereço, mas sim porque ainda não a procurei no sítio certo.

Queria dizer que sim, que já sou feliz, mas como posso dizê-lo se ainda continuo a hipotecar a minha felicidade?

Talvez um dia em vez de desejar ardentemente a minha felicidade, eu baixe os braços e deixe de resistir a ela.

Ângela Barnabé

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