Não é nos momentos em que tudo flui que vejo no que acredito verdadeiramente. É naqueles momentos em que as coisas não correm como esperado que vejo aquilo que verdadeiramente sinto.

Nestas últimas semanas, aquilo que eu verdadeiramente sinto tem sido posto à prova, no sentido em que tenho tido oportunidade para, por um lado reforçar esta nova consciência, e por outro para me aperceber da diferença entre aquilo que eu sinto e aquilo que eu digo.

A primeira reflexão que escrevi foi sobre falar bonito, e algumas vezes dou por mim a falar de coisas que ainda não tenho consciência. Claro que é necessário começar por algum lado e também é evidente que a melhor forma de consolidar toda a sabedoria é através da experiência.

Às vezes gostaria que todas as coisas corressem à minha maneira para que eu não tivesse que trabalhar alguns aspetos.

Sei que sou tudo o que quiser ser, mas por vezes, por algum motivo, o ser determinada coisa exige passar por determinada situação.

Apercebo-me que, por vezes, quero dar o 3ºpasso sem dar o 1º; que quero correr sem saber gatinhar, e quanto mais tempo passar à frente de determinadas situações, mas difíceis elas se tornam, devido à minha resistência.

Apesar de não ser confortável, a única maneira de lidar de forma saudável com determinada situação é fazendo o que é necessário para lidar com ela. Por muito que pareça apetecível fugir e contorná-la, só estou a adiar algo que, mais cedo ou mais tarde, terei que fazer.

A satisfação de lidar com determinada situação será sempre maior que o desconforto causado por essa mesma situação. O preço a pagar por adiar é que é muito grande e por vezes sou levada a becos sem saída, por não querer seguir o percurso necessário.

Portanto, é de lembrar  que para cada “problema” há uma solução perfeita e criativa e que adiar é uma forma de camuflar a solução.

Obrigado por este dia repleto de situações.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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