Sempre busquei o melhor da vida. Aqueles momentos em que tudo pareceria perfeito, em que as coisas encaixariam em harmonia com aquilo que eu buscava e em que tudo ficaria bem. Seriam grandes momentos e estariam reservados para quando algo especial acontecesse.

Os anos foram passando e esses momentos eram muitos poucos, trazendo muito mais desilusão do que satisfação. Perguntava-me:  quando é que a felicidade iria bater à minha porta e trazer o que era meu por direito?

Ao olhar para o meu dia-a-dia hoje e para aquilo que era no passado, vejo que ao procurar o melhor da vida deixava que isso me passasse ao lado.

A vida não é feita daqueles grandes momentos que eu fui ensinada a romantizar, mas sim de todos os pequenos momentos, desde que acordo até que me deito.

De que é que serve ter aqueles grandiosos momentos em que aparentemente vou buscar a felicidade, se o resto do meu tempo é passado de uma forma miserável?

Por um lado, nunca vou conseguir ser verdadeiramente feliz se hipoteco a minha felicidade, pondo-a nas mãos de acontecimentos que, na maior parte das vezes, dependem dos outros.

Por outro, a vida é tão fugaz e os tão aclamados grandes momentos são tão poucos que se analisar, mesmo que seja feliz em quatro ou cinco grandes eventos, vou passar a maior parte da minha vida infeliz.

O melhor da vida está em aceitar o seu fluxo e o processo e nisso ver a perfeição em todos os momentos que vivo.

O melhor da vida está em procurar ser feliz e ao fazê-lo permitir-me mudar e descobrir um ser cada vez mais consciente e satisfeito com a sua missão neste planeta.

O melhor da vida está em ser aquilo que quero que o mundo seja, confiante que, a pouco e pouco, vivo num mundo cada vez melhor.

Obrigado por este dia repleto do melhor!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Roberta Sorge on Unsplash

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