Nos últimos dois meses tenho experimentado inúmeras mudanças, principalmente pela minha disposição a que elas acontecessem.

Uma das coisas que ainda tenho que treinar muito é viver o agora. Ocupo a minha mente com projeções do futuro e recordações do passado e isso impede-me de usufruir aquilo que me é apresentado no momento.

Posso dizer que tenho mais facilidade em viver o agora, ou pelo menos que é mais fácil para mim tomar consciência do meu alheamento da realidade, mas é de facto um desafio focar-me naquilo que estou a vivenciar.

Toda a ansiedade que possa sentir, toda a falta de clareza de visão e todos os medos são causados pela incapacidade de viver o agora, ou melhor, são efeito da minha resistência a viver agora.

Eu sei que o momento para operar uma verdadeira mudança é agora, perante cada situação com que me deparo.

Neste momento, enquanto escrevo este texto, não posso decidir qual será o meu estado perante qualquer situação que acontecerá amanhã.

Mas, de certa forma, posso operar uma mudança amanhã. Posso sentir-me bem agora, posso aceitar-me tal como sou e isso será aquilo que colherei amanhã.

Mas tenho que decidir fazer isso agora, perante aquilo que está a acontecer neste momento.

Nem sempre consigo atingir esse estado e ainda gasto parte do meu tempo a viver aquilo que não está acontecer.

O facto de estar a trabalhar a aceitação daquilo que sou têm-me ajudado também neste aspeto de viver o agora, pois reconheço que estou a fazer o melhor que sei e que ao fazê-lo estou a garantir um melhoramento contínuo.

Este despertar para o agora pode acontecer hoje, amanhã ou daqui a 20 anos. Quanto tempo demorará não importa.

Sou responsável por essa “demora”, mas ao mesmo tempo posso, durante esse tempo, usufruir do caminho, do treino e do crescimento que me levará a essa tomada de consciência.

O importante não é só o destino, é também a caminhada que me leva até lá.

Obrigado por este dia maravilhoso!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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