O mês de abril é o quarto mês do ano. É um mês que sempre foi sinónimo de mudanças profundas na minha vida. Este ano não foi exceção, apesar de serem mudanças suaves, comparadas com as outras já vividas (talvez porque não resisti…)

Foi um mês de libertação de expectativas. Desde que escrevi o primeiro artigo das “Aventuras de uma Míope” recebi muito feedback por parte dos leitores. E em vez de continuar a escrever aquilo que gostava, comecei a escrever para continuar a receber elogios. E deixei de conseguir escrever. Parece que bloqueava. Ao longo deste mês, tomei consciência que a parte de mim que procura a valorização por parte dos outros ainda se encontra bem presente, talvez mais do que eu pensava.

Participei na 6ª semana temática, realizada na Fundação António Shiva e tomei ainda mais consciência do papel que nós desempenhamos na nossa recuperação. Quando queremos realmente mudar tudo flui e as coisas compõem-se; mas quando achamos que queremos e na realidade não queremos tudo é desculpa para desistirmos ou para justificarmos o facto de não termos conseguido.

Por vezes ainda continuo a ver a vida como algo separado de mim e principalmente como algo que não me ajuda a concretizar os meus sonhos; e de facto é isso que acaba por acontecer pois eu crio a minha realidade. Mas naqueles momentos em que baixo os braços , confio na vida e me lanço no vazio, entro no paraíso e tudo se compõe.

Uma frase que me veio à mente muitas vezes foi “Onde nada muda, nada muda!”

Se eu quero que as coisas mudem porque é que eu não mudo?

Obrigado abril e bem-vindo maio.

Ângela Barnabé

 

Podes ler os artigos que escrevi no mês de abril clicando aqui!

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