Sei que já escrevi uma reflexão com o tema “E se não gostarem de mim?”, mas hoje, após uma situação que mexeu um pouco comigo, decidi partilhar mais um pouco sobre isto.

Recordo-me de, em pequena, sentir-me completa apenas quando sentia que as pessoas tinham orgulho em mim. Então, transformava-me naquilo que as pessoas queriam que eu fosse, para poder receber mais amor, ou melhor, aquilo que eu pensava que era amor.

No fundo, achava que o amor que eu recebia era proporcional ao facto de eu preencher as expectativas que os outros tinham de mim. Quanto mais parecida fosse àquilo que os outros esperavam de mim, mais amor eles me davam.

Como já se devem ter apercebido, isso só me trouxe mal-estar, pois criei mecanismos para recolher informação sobre o que os outros gostavam e adaptar isso à minha forma de ser.

Isto sempre foi e ainda é uma grande prisão, porque se chega a um ponto em que não se sabe bem quem realmente somos e aquilo que fomos acrescentando para que os outros gostassem de nós.

Hoje senti aquilo que sentia no passado. O amor que tanto buscava na valorização dos outros, foi visto com uma outra luz. Ali estava o amor condicional, aquele que eu achava que era o verdadeiro amor.

Como é que algo pode ser verdadeiro e sincero se é medido com base em condições impostas? Ou mesmo se é medido? Como que é que algo pode ser verdadeiro se depende de uma lista de itens a preencher?

Quando afirmo “Se eu fosse assim, aí ia gostar de mim.”, que tipo de gostar é esse? Não é com certeza amor incondicional.

Que tipo de sentimento é esse, que se diz tão nobre, e que é baseado em caprichos egoístas?

Como podemos encher a boca de amor se esse amor vem impregnado com a condição de que as coisas corram como eu quero?

O amor condicional prende, sufoca e envenena. O amor incondicional, o verdadeiro, liberta, permite o crescimento e alimenta aquilo que a pessoa realmente é e não aquilo que dizem querer que ela seja.

Obrigado por este dia repleto de amor!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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