“Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com os nossos pensamentos. Com os nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo.”

Buda

Sempre me perguntei o que fazia os outros tratarem-me de uma determinada maneira. Também me questionava o que criava a diferença entre a forma com que me tratavam e a forma como outras pessoas eram tratadas.

Achava que aquilo que sentia era resultado daquilo que me faziam. Eu tinha uma baixa-autoestima, porque não gostavam de mim. Eu sentia-me inferior ou menos merecedora, porque os outros se comportavam de forma superior.

E então sentia-me cada vez pior, porque sentia que não tinha qualquer poder de decisão na forma como as coisas se desenrolavam.

Então, fui alertada para o facto de ser 100% responsável por aquilo que tenho conhecimento. Passei então a responsabilizar-me ( ou pelo menos comecei a tentar).

Mas, a situação continuava parecida. Já tinha o comando na mão mas não podia mudar de canal.

Comecei então a observar o que pensava de mim mesma. Sempre me senti inferior aos outros, sempre me senti menos merecedora… Comecei a notar um padrão. Se eu pensava X sobre mim as pessoas comportavam-se de forma a que X fosse uma constante na minha vida.

Ainda hoje dou por mim a admirar-me devido a determinados comportamentos que recebo daqueles com que me relaciono diariamente.

Já penso coisas “bonitas” acerca de mim? Por vezes, sim; outras opto pelo caminho menos agradável. No primeiro, entra a gratidão, a aceitação, o amor; no segundo entra a comparação, a culpa e o medo.

Também sei que o pensamento de nada serve se não existir sentimento. Não posso dizer e pensar “ Eu amo-me!” e depois não sentir esse amor incondicional.

Mas, enquanto não consigo estabelecer essa sincronia entre o pensar e o sentir, vou treinando. Vou-me responsabilizando, agradecendo todo o meu percurso de vida e aproveitando cada segundo de cada novo dia, pois a vida é agora.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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