Refletindo sobre as alturas em que achei que as coisas não tinham corrido bem ou que tinha de alguma forma fracassado, cheguei à conclusão que  tive essa perceção porque estava a tentar controlar.

Se eu estivesse a deixar fluir, independentemente do resultado, nunca iria rotular algo como bom ou mau, nem sequer pensava em fracasso.

As coisas não correm como eu espero, mas isso não significa que correm mal. Talvez pela minha ignorância não consiga muitas vezes ver a perfeição no fluxo das coisas, mas a verdade é que ela está lá.

Até hoje todos os momentos, pequenos grandes, “bons” ou “maus”, desempenharam um papel essencial na pessoa que sou hoje. O sofrimento que senti foi devido aos meus preconceitos, à postura e visão em relação à vida, e não devido àquilo que aconteceu.

Muitas vezes pensei que se tivesse agido de uma outra forma os resultados teriam sido melhores. Mas será que eram mesmo?

Não será uma grande arrogância achar que algo é melhor para mim?

Cheguei a um ponto na minha vida de total descontrolo. Isso não aconteceu por falta de controlo, mas sim porque tudo o que fazia levou-me a perder o controlo.

Achar que sabia o que era melhor para mim levou-me para um sítio bastante escuro. Posso e devo ter objetivos e pôr ação neles, mas devo largar toda a expectativa e libertar-me da ideia que as coisas devem acontecer à minha maneira.

Apenas perdi o controlo porque controlava. E controlava porque não confiava.

Tem sido uma grande jornada para deixar de controlar e passar a confiar, mas tem-me levado a “sítios” bastante agradáveis.

A vida é bem mais fácil e bem mais satisfatória quando aceito, confio e usufruo.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por Rory Hennessey on Unsplash

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