Sempre pensei que tão importante quanto o plano A era o plano B. Sim, porque garantir que tinha uma solução no caso do plano A falhar era crucial para o sucesso.

Então, criar o plano A requeria um esforço muito grande, pois para além de medir todos os passos e as suas consequências, tinha que medir também todas as possibilidades de fracasso, para que o plano B as cobrisse.

E já era muito bom se me ficasse pelo plano B. Às vezes tinha que recorrer a quase todo o abecedário. E se o plano B falhasse? E o C?

Normalmente aconteciam um destes dois resultados:

Não alcançava aquilo que queria e culpava as situações, os outros ou a mim mesma pelo desfecho dos planos;

Ou

Alcançava os resultados que queria, mas estava tão stressada, ansiosa e preocupada que nem conseguia usufruir dos resultados.

E começava tudo de novo, pois na maioria das vezes procurava o bem-estar naquilo que alcançava e não no usufruir de cada momento.

Mas como posso fazer as coisas de forma diferente? Será que há forma de garantir que o plano A resulta sempre?

Tenho trabalhado e refletido muito a este respeito.

Primeiro, abandonar os conceitos de sucesso e fracasso eliminará muitas complicações. Já iniciei diversos projetos que aparentemente pareciam fracassos, mas que me trouxeram muito crescimento.

Já iniciei projetos que aparentemente resultaram em sucessos mas que só me trouxeram sofrimento.

Se eliminar a dualidade e em vez de pensar nos dois lados da moeda, posso ver a moeda como um todo e aproveitar toda a experiência, livre de preconceitos.

Depois, também refleti sobre o facto do plano B ser o não confiar. E se calhar o plano A também é uma forma de controlo baseada na falta de confiança na vida.

Se eu sonhar com algo e puser ação no que for preciso será que alguma vez me vai faltar alguma coisa? Se eu me deixar guiar à medida que as coisas acontecem não irei garantir que tudo corre sempre da melhor forma?

Obrigado por este dia maravilhoso!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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