Tenho muito hábito de ter sempre a mente a trabalhar. Isso pode ser benéfico quando uso este constante movimento de pensamentos para criar aquilo que quero e focar-me no melhor que pode acontecer.

Mas, muitas vezes acontece exatamente o contrário. Ocupo a minha mente com coisas que não me trazem bem-estar e que me afastam dos meus objetivos.

Hoje, estava a pensar no que iria acontecer ao longo do dia. Tinha que limpar algumas coisas aqui por casa e iria comparecer a uma festa de anos.

Pensei nos horários de sair de casa, como iria ser o trajeto e o desenrolar dos acontecimentos para melhor aproveitar o tempo.

Mas, à última da hora, algo que não estava mesmo à espera aconteceu. Desde esse momento, até à resolução do “problema” houve duas alterações de planos.

Todo aquele pensar nos horários, nas tarefas, não serviu absolutamente de nada. Não impediu que imprevistos acontecessem, não me preparou para as situações que me aconteceram, nem me levou a chegar às horas previstas.

O tempo que passei a preocupar-me, podia ter passado a viver o que estava a fazer. Toda aquela tentativa de planear para aproveitar o tempo, apenas me impediu de usufruir do dia.

Se calhar não me tinha esquecido de fazer algumas coisas importantes; se calhar o dia tinha sido bem mais aproveitado.

A questão é que ocupo a minha mente com coisas que não estão a acontecer e que se calhar nunca vão acontecer.

Sofro de pre-ocupação constante, uma prisão que me “rouba” a vida. E o problema é que sou eu que crio essa mesma prisão, cada vez que penso.

Cada vez que raciocino, cada vez que tento controlar, eu permito que a pre-ocupação invada a minha vida e transforme o paraíso num inferno.

É tão simples. Um vez de me pre-ocupar só tenho que me ocupar com aquilo que vivencio a cada momento.

Obrigado por este dia repleto de “ocupações”.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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