Somos todos iguais – é uma frase que oiço desde sempre e que sempre me trouxe a reflexão que todos temos as mesmas características. Mas ao longo dos últimos dias tenho levado essa reflexão a um nível mais profundo.

Cada vez que me relaciono com uma pessoa o que é que eu procuro nela? Procuro encontrar as diferenças, aquilo que me faz diferente, ou procuro as semelhanças, aquilo que de certa forma nos torna todos iguais?

Esta pergunta parte de uma perceção que eu estou sempre em julgamento. Quando me deparo com uma pessoa, começo logo a rotulá-la e a tentar identificar as características consoante os meus filtros.

É um treino deixar de julgar as pessoas, mas posso procurar identificar-me com elas.

Ao tomar cada vez mais consciência daquilo que sou, dos meus comportamentos, dos meus medos e inseguranças, posso, com muito mais facilidade não julgar as pessoas uma vez que sei como eu própria sou.

Um exemplo, vejo alguém a reclamar. É fácil atirar a primeira pedra, criticar a falta de gratidão, mas e eu?

Quantas vezes não reclamei da vida que tinha e das oportunidades que ela trazia. Estava numa postura de negação, é claro, mas isso fazia parte da minha realidade.

Não se trata de desresponsabilizar a pessoa ou de tratá-la como uma vítima. Trata-se sim de reconhecer que eu também tenho aquela característica em mim e que isso está a materializar essa realidade na minha vida.

No fundo, é criar um ambiente de não julgamento que permite a mudança, e se essa mudança não acontecer não tenho nada que interferir.

Tenho que tratar os outros como gostaria de ser tratada e tenho que me tratar como gostaria que me tratassem.

Posso criar um mundo de amor para todos. É só dar o primeiro passo.

Obrigado por este dia repleto de amor.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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