A razão… Outra grande amiga minha. Aquela que me garante que eu estou certa e que eu é que sei tudo.

Eu disse-te!”; “Eu não te avisei!”; “Vês? Eu tenho razão!” – frases que eu adorava pronunciar. Era com uma satisfação que me dirigia ao destinatário desta frase e lha entregava com um tom de superioridade.

Hoje, muito pelo contrário, essas frases deixam um amargo na língua e um aperto no coração.

Não é que eu ainda não tenha vontade de ter razão. Mas, hoje com aquilo que já vivi e experienciei, consigo ver o quão ilusória é a sensação de satisfação que ter razão nos dá.

Cada um é observador da sua própria realidade e nesse importante papel, cria a realidade em que acredita.

Eu não crio a realidade que quero, nem  que sonho; eu crio a realidade que acredito e que sinto.

De nada vale eu encher a boca de amor e dizer que o mundo é amor, quando no fundo sinto medo e insegurança. Eu posso muito querer ter muito dinheiro; dizer que o dinheiro é a energia divina da criação; mas se eu não sentir isso, se eu não acreditar nisso, vou continuar a não manifestar dinheiro em abundância na minha vida.

O que é que isto tem a ver com razão?

Se cada um cria a sua própria realidade, cada um tem razão. Vivemos todos rodeados por uma bolha. Se a minha bolha for verde e a tua azul, e se tu disseres que o mundo é azul e eu disser que é verde, quem é que tem razão: tu ou eu?

E no fundo de que cor é o mundo na realidade?  É verde? É azul?

Será que o mundo como o vemos é real ou é apenas uma ilusão que cada um de nós cria?

Afinal quem é que tem razão?

Obrigado por este dia!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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