Estava habituada a que o valor das coisas tivesse que ser traduzido em números. Para que algo fosse considerado valioso tinha que, de uma maneira ou de outra, ser possível contabilizar, numerar ou tocar.

O sucesso de um artigo tinha que ser traduzido em visualizações; o valor de um negócio vinha do dinheiro que ele podia trazer; a beleza vinha da escala da balança e das medidas perfeitas.

Mas ao longo deste dia refleti sobre este conceito.

Será que o verdadeiro valor das situações pode vir dos números?

Quando estou em resistência e em negação, por muito “perfeitos” que sejam os números, não consigo valorizar nada.

Eu quero ter bastante dinheiro, para desenvolver os meus sonhos e para tornar este mundo mais próspero. Mas sei que não é dinheiro que me vai trazer todo o bem-estar que procuro. Aliás, nem mesmo a realização de sonhos pode ser responsável pelo meu bem-estar.

Neste momento encontro-me um pouco dividida, ou seja, por um lado sei que os números não são importantes mas por outro ainda me deixo levar por essa perspectiva materialista.

Quando escrevo um artigo focada no impacto que possa causar, medindo isso através das visualizações, dos comentários ou das partilhas, por muitos números “bons” que possa ter nunca me sinto realmente bem.

Mas quando me foco em escrever aquilo que realmente gosto, independentemente do resultado numerário, sinto-me sempre realizada e o feedback é sempre melhor do que poderia imaginar.

Posso saber se as coisas estão realmente a resultar medindo aquilo que sinto. Se me sinto bem, nada me faltará e terei sempre aquilo que preciso. Se me sinto mal, irei viver sempre na falta e nunca encontrarei aquilo que realmente preciso.

Os números são uma ilusão. A vida é feita daquilo que usufruo. E o que usufruo não pode ser contabilizado.

Obrigado por este dia repleto de bem-estar.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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