Nos últimos dois meses tenho tido como intenção lidar com todos os aspectos em mim que eu não gosto ou que eu gostaria de esconder.

Posso dizer que tem sido uma experiência bastante gratificante por várias razões.

Em primeiro lugar, partilhar é libertar. Cada vez que partilho algo que me incomoda desfaço um “nó” que eu própria atei, dando espaço para que novas coisas fluam na minha vida.

Depois, quando me decido a trabalhar aspetos que me incomodam, permito que as situações que me irão fazer trabalhar esses aspetos surjam na minha vida. Se a minha postura é de aceitação, uma vez que tenho a intenção de resolução, encararei as situações de forma suave e sem resistência.

O que antes se tornava um causador de mal-estar é hoje um gerador de bem-estar, quando decido reciclar essa energia e transformá-la naquilo que realmente quero.

É fácil manter esta postura?

Tudo depende da minha escolha. Estar bem e estar mal podem ser consequências da mesma ação.

Neste momento, resisto menos do que fazia no passado, mas ainda o faço. Apesar disso sei que o meu foco principal é estar bem e fluir.

Se ainda escolho estar mal, rio-me da estupidez que isso é e continuo a tentar ser cada vez melhor.

Não se trata de ser melhor que os outros, ou de saber e fazer melhor que os outros. Trata-se de em cada momento, escolher ser o melhor que posso ser.

Com o treino é cada vez mais fácil. E quanto mais fácil é mais significa que estou no caminho certo.

Não se trata de fazer certo ou errado ou de procurar a forma perfeita de fazer as coisas.

É uma questão de fluxo. De me amar e aceitar independentemente das ações que tenha, ou dos pensamentos que surjam.

É ser feliz com aquilo que sou, sabendo sempre que posso melhorar.

Obrigado por este dia!

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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