A prática traz a perfeição. Não aquela perfeição que eu buscava, aquela em que eu finalmente atingia um estado em que não havia nada para melhorar.

É a perfeição na medida em que a cada momento, faço o melhor que sei e permito que a minha experiência, adquirida com o tempo, me permita melhorar na próxima vez.

Ainda é um desafio para mim libertar-me da tendência para o perfecionismo. Já escrevi bastantes vezes sobre isto e sinto que quanto mais pratico, mais fácil é permitir-me fazer aquilo que sei, da melhor forma, sem tentar ser perfeita.

A vida é um treino contínuo. Não para ver quem chega primeiro, nem quem faz melhor. O objetivo não é chegar mais longe o mais rapidamente possível.

É um praticar constante da confiança e da segurança em cada momento, para que possa usufruir o máximo de cada segundo da minha vida.

Quanto mais tempo dedicar a uma dada tarefa, melhor serei a desempenhá-la. Posso especializar-me em transformar o mundo num lugar melhor, sendo eu própria uma pessoa cada vez melhor. No entanto, posso escolher desresponsabilizar-me, tornando-me mestre na arte de dar o meu poder aos outros.

É uma questão de escolha: posso treinar a minha capacidade de pensar em coisas que me causam medo e mal-estar e aumentar o leque das possibilidades de coisas que podem correr mal.

Posso, pelo contrário, treinar-me para admirar a beleza e aumentar a minha gratidão e aumentar o bem-estar e melhorar a forma como as coisas fluem na minha vida.

Nas primeiras vezes, é sempre estranho fazer algo pela primeira vez. Não tenho experiência, sinto-me insegura, e o primeiro passo pode não ser o mais seguro.

Não interessa como se começa, o importante é começar.

A partir daí é só ganhar experiência, pois só posso saber fazer se treinar.

Obrigado por este dia repleto de oportunidades para praticar.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

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