Vira o disco e toca o mesmo e aqui estou eu a falar mais uma vez de um tema muito importante para mim: viver o presente.

Aos poucos começo a receber coisas que “semeei” no passado e isso faz-me pensar até que ponto valorizo aquilo que tenho oportunidade de usufruir. Quando finalmente recebo aquilo que queria, será que vivo intensamente o momento ou já estou focada no futuro?

Ter objetivos é extremamente importante para que possa ser guiada sempre para as melhores experiências, mas isso não significa estar focada no futuro.

Usufruo do amor que sempre quis receber, das pessoas que me rodeiam, do realizar dos meus projetos e continuo com um vazio interior?

Até que ponto aquilo que me foco é uma tentativa de me sentir preenchida, daí o facto de a realização de um objetivo não ser motivo o suficiente para viver o presente…

Já tinha refletido sobre isto no passado, mas hoje, ao constatar que estão a ocorrer grandes mudanças na minha vida, vi uma diferença relativamente àquilo sinto à medida que vou tendo aquilo que sempre quis.

Hoje, cada vez mais, os pequenos momentos são usufruídos. Não posso dizer que vivo sempre o presente, mas aos poucos, vou perdendo a tendência de viver no passado, no futuro ou na expectativa de uma qualquer ilusão.

Que sentido faz não estar grata por tudo aquilo que tive e tenho? Eu sei que agora, estando a minha vida a fluir de forma diferente, é fácil falar de gratidão e de viver o presente.

Mas tomar consciência que foi todo o meu percurso que me fez chegar até aqui, que mesmo a ingratidão, a pré-ocupação e a ansiedade foram importantes para que eu hoje possa usufruir do momento presente.

Toda aquela procura pelo preenchimento do vazio interior com algo exterior resultou apenas em mais vazio. Mas esse caminho passado apenas me faz usufruir mais do caminho presente.

Obrigado por este dia repleto de alegria.

Até amanhã!

Ângela Barnabé 

Foto original por corina ardeleanu on Unsplash

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