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Lutar ou fazer a minha parte? – 119 de 365

fazer a minha parte

Quando comecei a tomar consciência da loucura ou da ignorância que movia muitas das minhas ações e que no fundo movia as ações dos outros, fiquei zangada.

Zangada comigo, com o mundo, com o sistema, com  a educação vigente. Comecei a atirar opiniões para todos os lados e a achar que toda a gente tinha que mudar e passar a pensar como eu.

Ficava indignada quando via, por exemplo, fazer a alguma criança algo que me tinha levado a criar uma limitação.

Com o tempo fui tomando consciência de que o facto de eu lutar contra algo apenas o fazia crescer e que em vez de estar a contribuir para uma mudança naquilo que ia acontecendo, estava perpetuando aquilo que tanto queria evitar e eliminar.

Eu identifiquei algo que não fazia sentido na minha vida e que apenas me trazia mal-estar. Nesse momento a única ação a tomar é aceitar e agradecer toda a experiência que isso me trouxe.

Depois, devo mudar a minha postura e a minha consciência para que eu não perpetue esse comportamento.

Em vez de lutar tenho que fazer a minha parte e com toda a experiência que adquiri, ser um farol para aqueles que também despertam para uma nova visão.

Cada vez que resisto contribuo para uma onda de resistência. Mas quando faço a minha parte (estar bem) contribuo para a onda de mudança.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Adrien Gonin on Unsplash

Decisões para a vida toda – 118 de 365

vida toda

Quando comecei a ver a vida de uma outra maneira, muitas vezes saiu da minha boca: ”Nunca mais faço isto…” ou então “vou fazer isto sempre…”.

Na maior parte as vezes (e se calhar mesmo em todas) acabava por fazer aquilo que eu tinha negado e não fazia mais aquilo que tinha prometido sempre fazer.

Tomava decisões para a vida toda sem sequer pensar na possibilidade de mudança, sem sequer considerar que com o tempo poderia encontrar algo bem melhor para me guiar e orientar na minha vida.

Hoje, olhando para trás vejo-me frustrada em diversos momentos por repetir os mesmos “erros”  e por nunca manter bons hábitos.

Mas sei que isso acontecia porque não estava a viver o momento. Aquilo que tenho para viver é o agora, o momento presente, e aquilo que decido agora está em sintonia com o que sinto.

Hoje posso decidir algo que está em conformidade com aquilo que estou a sentir e a vibrar. Amanhã será um outro dia e poderei escolher algo que espelhe aquilo que quero experienciar.

Só por hoje escolho isto… Só por hoje decido aquilo… Isso sim resulta.

Não posso querer abarcar tudo de uma vez e sem a mínima consciência daquilo que poderá acontecer e daquilo que está à minha espera no futuro, decidir aquilo que quererei.

Isso leva-me à rigidez, ao controlo e ao não usufruir daquilo que me é dado no momento.

Muitas vezes me relembro que hoje é um dia e que amanhã será outro.

Hoje decido estar bem. Amanhã logo se verá. Mas se hoje decidir de forma consciente e estiver realmente bem, com certeza que amanhã estarei bem melhor.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Niklas Veenhuis on Unsplash

Quero algo com significado – 117 de 365

significado

Sempre me foi dito que deveria ir atrás daquilo que me desse bons resultados, independentemente do meio que me levasse até eles. Devia procurar um bom emprego para ter dinheiro, um bom marido para uma relação estável…

A vida era um acumular de conquistas e no final iria ter o tão desejado prémio: a felicidade.

Mas nunca me disseram para ir atrás daquilo que tivesse significado para mim. Aliás, não me mostraram ao significado da vida, o porquê de eu estar aqui.

Cada momento, cada segundo têm algo importante.

Se o que eu estou a fazer neste momento não tem qualquer importância ou se não representa nada na minha vida, será que devo continuar a fazê-lo?

Muitas vezes sinto um conflito interior, porque por um lado fui ensinada a fazer o que é suposto e é isso a que sou incentivada perante a sociedade, mas por outro o que sinto que devo fazer é algo completamente diferente.

Quero chegar ao último dia da minha vida, e no momento antes de fechar os olhos pela última vez, sentir que vivi uma vida com sentido, com significado e que contribuí para um mundo cada vez melhor.

Quero sentir, realmente sentir a vida e lidar com todas as situações com um sorriso no rosto e um bem-estar verdadeiro.

Quero acordar todos os dias na expectativa daquilo que a vida me presenteará ao longo de mais um ciclo.

E o melhor de tudo? Tudo isto está aqui, em todos os momentos, ao meu dispor!

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Ahmed Rizkhaan on Unsplash

Viver e usufruir – 116 de 365

viver

Eu sempre gostei muito da minha zona de conforto e sempre fiz de tudo para que as coisas se desenrolassem dentro daquilo que me era conhecido.

Por um lado queria ter tudo sob controlo, mas por outro sempre ansiava por aventura, por ver a vida a acontecer e participar no turbilhão de acontecimentos.

Era rígida naquilo que queria e naquilo que fazia, mas esquecia-me que a vida acontece fora do meu controlo e que é quando largo que sou encaminhada para os melhores resultados possíveis.

Será que repetir apenas aquilo que conheço todos os dias é viver? Ou é apenas sobreviver?

Por vezes é só dar mais um passo, para chegar a um destino muito melhor. É deixar-me levar pelas oportunidades que a vida me traz para expandir ainda mais a consciência. É confiar que tudo correrá pelo melhor.

Não ganhei absolutamente nada por me fechar à vida. Mas quando me abri a ela ganhei aprendizagens, experiências e uma sensação de pertença e de realização.

Posso ter medo, mas posso agir apesar dele.

A sensação de bem-estar ao permitir que a vida aconteça é superior a qualquer medo, dúvida ou insegurança.

Muitas vezes o António diz: “Queres ter razão ou ser feliz?”.

Eu pergunto-me muitas vezes: “Queres viver ou queres ter as coisas à tua maneira?”.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Conor Luddy on Unsplash

O mundo através de outros olhos – 115 de 365

olhos

Fui passear em Lisboa, nas zonas com mais movimento. Antes, só de pensar que provavelmente teria que “enfrentar” uma multidão ou que seria obrigada a interagir com situações fora da minha zona de conforto ficava logo ansiosa e arranjava inúmeros motivos para ficar em casa.

Quanto mais me fechei à vida, mais limitada ficou a minha visão e a forma como via o mundo estava repleta de preconceitos baseados no medo na culpa… Via o mundo através de umas lentes bastante escuras e  cada vez mais tinha provas daquilo que eu acreditava.

O problema não era o mundo, nem as pessoas. O “problema” era eu.

Quanto mais me focava num mundo perigoso, mais situações via que comprovavam aquilo que eu achava que sabia.

Mas quando comecei a ver o mundo através de outros olhos, tudo se transmutou. Parece que fui transportada para um mundo paralelo e que as mesmas pessoas, os mesmos lugares e as mesmas situações mudaram completamente.

Bastava estar no meio de uma multidão para a minha visão ficar turva. Mas isso não aconteceu.

Vi mais claramente do que poderia imaginar, quando me encontrava rodeada daqueles que outrora eu via como inimigos imprevisíveis, que a qualquer momento me poriam à prova e me fariam sair da minha zona de conforto.

O mundo não é um lugar perigoso.

O perigo é a minha mente que se foca e materializa situações que eu não quero experienciar e que me arrasta para o inferno.

O paraíso está aqui, ao meu alcance em todos os momentos. Basta deixar de pensar e começar a sentir.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foro original por  Steven Spassov on Unsplash

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