Fechar-me ao mundo -181 de 365

fechar-me ao mundo

Cada vez mais me apercebo do quanto eu me fechei às pessoas e ao mundo. Vejo o quanto eu me fecho dentro de barreiras, que eu própria criei para não sofrer, mas que apenas me fizeram sofrer mais.

Sempre olhei para as pessoas que agiam de forma espontânea com muita admiração. Questionava a facilidade com que algumas pessoas que eu conhecia lidavam com imprevistos.

Parecia um mundo à parte, mundo do qual eu muito dificilmente eu seria um membro.

Comecei a ver que era eu quem me separava dessas pessoas, porque eu preferia ter razão e viver segundo o meu controlo do que me entregar à vida e ser realmente feliz.

Nos momentos em que se “faz luz” ( e esses momentos são cada vez mais) consigo sentir-me a fazer parte deste maravilhoso universo e sou mais uma dessas pessoas que dança com a vida, em vez de lutar contra ela.

Ainda resisto e ainda me tento proteger dentro da minha muralha, mas lá fico eu sozinha, ansiosa e a deixar passar a vida ao lado.

A única coisa que eu devo “temer” sou eu mesma: a minha tendência para querer as coisas à minha maneira, a minha vontade de querer ter razão ainda que isso me leve à destruição; é isso que eu devo temer.

Quanto à vida a única coisa que devo fazer é abraçá-la e agradecer-lhe…

Obrigado!

Ângela Barnabé

A vida passa rápido – 180 de 365

a vida passa rápido

Lembro-me de ter 9 anos e desejar chegar rapidamente aos 18 anos. Os 18 chegaram e depressa passaram e aqui estou eu com 22 anos.

Cada vez mais sinto que a vida passa rápido. E cada vez mais me apercebo do quão urgente é despertar para isso.

Ainda passo muito tempo agarrada ao que não interessa, “vivendo” no passado ou no futuro. Num instante um dia passa, assim como uma semana, um mês ou até um ano.

O tempo que já passou não pode ser recuperado e o que vivi será sempre “meu”.

Existem tantas oportunidades de usufruir e de estar bem. Existem outras tantas para ficar mal.

Vivo com a certeza de um amanhã. Mas sem sequer sei se o próximo segundo existe. Não sei quanto tempo me resta de vida. A única coisa que sei é que devo aproveitar todos os momentos.

Como é que eu escolho passar o único momento que existe, o Agora?

Será que vivo apegada a uma imagem de mim que não me permite viver o presente? Será que apesar de expandir a minha consciência não existe ainda uma parte de mim que resiste?

Quanto mais rapidamente aprender sobre a efemeridade da vida, mais depressa poderei começar a viver realmente!

Obrigado!

Ângela Barnabé

Quando eu mudo, as coisas mudam – 179 de 365

quando eu mudo

É fácil ver a forma como eu influencio a minha realidade. Basta sentir-me mal comigo mesma para que a forma como os outros se comportam em relação a mim mude. Basta sentir-me confiante para que tudo flua de uma forma diferente.

Quando eu mudo, tudo muda.

Mas para que eu mude é necessário que me responsabilize e que aceite a situação onde me encontro. Enquanto colocar a responsabilidade por aquilo que eu sinto nas mãos dos outros, estarei sempre a viver ao sabor dos ventos.

Também não posso dizer que algo aconteceu porque era destinado ou achar que não sou “filha de Deus” e que as coisas boas não me acontecem.

A minha vida é da minha responsabilidade e quando (realmente) mudo, consigo instantaneamente ver a mudança a acontecer.

Só consegui mudar a forma como me via quando deixei de colocar nas mãos dos outros o meu bem-estar.

Só consegui sentir-me realizada com a minha vida quando fui atrás do que realmente queria e quando aceitei o fluxo e processo da vida.

A mudança é tão simples quanto eu quero que seja.

Quando quero que algo mude basta mudar!

Obrigado!

Ângela Barnabé

Querer fazer bem – 178 de 365

fazer bem

Escrever diariamente estes textos têm-me feito refletir bastante na minha vida e na minha conduta. Aliás o intuito, destes textos é isso mesmo.

Tenho lido coisas que escrevi e isso fez-me pensar em quanto eu já cresci e mudei. Isso também me fez pensar no futuro.

Será que é bom eu estar a escrever coisas que provavelmente daqui a uns meses já não farão o mesmo sentido? Será que estou a fazer bem?

Estas perguntas são estúpidas, eu sei, mas fizeram-me pensar no tempo em que eu passo a adiar as coisas com medo de não fazer bem.

Daqui a uns meses espero estar a escrever textos bem melhores que estes. Não porque os que eu esteja a fazer hoje não sejam bons; mas sim porque a cada dia que passa estou em crescimento.

Querer fazer bem só atrapalha. Posso querer dar o meu melhor ( e isso é algo que pretendo sempre), mas enquanto não me libertar da perfeição vou estar sempre a fazer as coisas numa postura de medo de errar.

Se eu confiar, se permitir a mudança e se me aceitar como sou tenho que a certeza que vou sempre fazer o melhor, seja para mim própria, seja para o mundo.

Obrigado!

Ângela Barnabé

A ilusão das aparências – 177 de 365

ilusão das aparências

Estou tão habituada a julgar as coisas por aquilo que parecem. Esqueço-me muitas vezes do quão limitada é a minha consciência. Esqueço-me também de confiar e de sair do meu próprio caminho.

Nunca sei o que poderá estar por detrás de um acontecimento e nem interessa. Não sei o que é melhor para mim… Estou constantemente a ser surpreendida pelos “milagres” da vida e pela forma fluída como as coisas acontecem.

Não estará na altura de me libertar da ilusão das aparências?

Tem sido uma prática diária não me deixar levar por aquilo que parece, porque eu sei que isso é apenas uma ilusão da minha mente.

Quanto menos pensar e julgar, melhor será a minha vida, porque em vez de analisar irei usufruir.

Quantos mal-entendidos criei pelo julgamento? Quantas vezes reagi àquilo que parecia em vez de agir consoante aquilo que era necessário?

Sempre que entro em jogos mentais e tento resolver problemas ou criar situações através deles, já me envolvi na teia e tudo aquilo que eu possa fazer já está “infetado” com a dúvida.

O “segredo” para isto é confiar e estar atenta a qualquer tipo de julgamento. Quanto mais cedo o fizer, mais cedo poderei usufruir realmente da vida.

Obrigado!

Ângela Barnabé

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