A naturalidade da vida

Tenho observado a forma como as coisas evoluem na minha vida; como coisas que para mim eram quase inalcançáveis hoje são feitas com uma grande naturalidade.

Penso no quanto eu resisti a essas coisas; como eu me preocupei no caminho que teria que palmilhar até que elas fizessem parte da minha vida.

Vejo com (alguma) clareza como toda aquela preocupação e ansiedade sentidas, foram totalmente em vão, porque no decorrer do processo e fluxo da vida tudo se encaixou de forma perfeita.

Cheguei à conclusão que para que as coisas aconteçam com a maior suavidade e naturalidade possíveis eu só tenho que sair do meu próprio caminho.

Se existe uma vontade em mim que algo aconteça, significa que tudo aquilo que eu precisava para que as coisas entrassem em ação já está reunido. O desejo de algo faz com que o processo entre em movimento.

Depois de pôr ação na concretização desse desejo, só preciso aguardar paciente e confiantemente que os resultados surjam na minha vida.

Tudo acontece de forma tão simples e tão perfeita.

Quando eu deixo de pensar nos “ses” e nos “comos” e me foco no apreciar dos momentos e na alegria do processo de aprendizagem e crescimento, tudo fica claro e tudo mostra a sua perfeição.

Nem sempre consigo ter esta postura em relação à vida, talvez por ela ainda ser uma pequena sementinha no terreno que é a minha consciência, mas sei que isso faz parte do processo e da naturalidade da vida.

A velocidade com que os resultados se materializam na minha vida depende do quanto eu estou disposta a baixar os braços e a deixar de achar que sei como é que tudo se devia desenrolar.

Grata por este dia repleto de “naturalidade”,

Ângela Barnabé

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