metas

O alcançar de metas foi sempre um momento muito desejado por mim. Aquele instante em que me apercebia que aquilo tinha finalmente aquilo que sempre quis nas minhas mãos.

Esperava sempre, que no culminar dos meus objetivos, fosse atingida por uma sensação de bem-estar que fizesse valer tudo a pena.

Mas essa sensação não chegava e em vez dela era “presenteada” com deceção e vazio interior.

O problema não eram as metas, mas sim o percurso que me levava até elas e o motivo que me fazia palmilhar esse caminho.

O principal objetivo era preencher um vazio interior e por isso, todos os passos dados em direção ao destino final eram dados com ansiedade e numa correria louca para chegar o mais depressa possível.

Não interessava o como. Interessava o quando.

Quando finalmente abri os olhos para o que fazia, senti-me mal com tanta mentira que contei a mim mesma, porque no fundo a busca incessante por chegar a algum lado tinha como principal motivo sentir-me bem com o que eu alcançasse.

Não digo que já não faça isso e que em nenhum momento da minha vida me deixe guiar por uma necessidade de me sentir completa.

Mas quanto mais tempo passo atenta a mim mesma, mais consciente fico daquilo que procuro e do motivo que me leva a fazê-lo.

Cada vez vejo mais claramente que a vida é uma viagem e que se não apreciar todos os passos dos caminhos que me levam aos meus objetivos, o final, seja ele qual for, não terá valor nenhum.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Foto original por Rory Hennessey on Unsplash

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