entusiasmo

Quando eu era criança via tudo com entusiasmo. Cada dia era encarado na expectativa do que poderia acontecer. Os dias pareciam infinitos e o tempo parecia nunca mais passar.

Mas à medida que foi crescendo fui criando conceitos em relação à vida que apenas me trouxeram sofrimento. Fui criando medos, inseguranças e fui construindo uma barreira entre mim e o mundo, fechando-me numa bolha.

Fazer coisas novas assustava-me. Sonhar era motivo de ansiedade porque começava a pensar em todo o caminho que existia entre mim e o meu objetivo e vinham à minha mente pensamentos de tudo o que podia correr mal.

A minha vida resumia-se a medo, culpa, ansiedade… Aquilo que eu considerava alegria era na verdade euforia que depressa se transformava em depressão.

Quando comecei a ver a luz ao fundo do túnel pensei que um dia iria acordar e como por magia toda a insegurança iria ser substituída por confiança e que magicamente todos os meus problemas iriam ser resolvidos.

Mas as coisas não acontecem assim.

Tenho experimentado momentos mágicos em que sou inundada de confiança e em que sinto o entusiasmo causado pela expectativa do que a vida me irá trazer.

Mas isso acontece porque eu assim o decidi. Acontece porque sempre que sinto a tendência para duvidar eu escolho confiar. Acontece porque apesar de ainda tentar adiar a mudança, eu escolho abrir-me ao novo e deixo que a vida me guie.

A vida é entusiasmo. Se eu não o sinto é porque o enterrei debaixo de todos os conceitos que o impedem de se fazer aparecer na minha vida.

Mas eu posso escolher deixar o entusiasmo entrar e apreciar todas as belezas que a vida me traz, principalmente aquela que mais me tem dado satisfação: o meu crescimento e a mudança que tenho feito até aqui.

Obrigado!

Ângela Barnabé

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