Aquilo a que eu me imponho

Durante muito tempo vivi a minha vida de uma certa maneira, achando que era a única forma de o fazer. Perseguia uma imagem daquilo que eu devia ser, fazer e pensar, andando na ilusão que isso me faria sentir bem.

Responsabilizava a sociedade por me fazer correr atrás de um padrão de vida, quase impossível de alcançar. Seja a nível pessoal ou profissional; seja ao nível da beleza física ou de objetivos na vida; eu corria atrás daquilo que achava que me era imposto.

Mas, a verdade é que era eu quem impunha tudo aquilo.

A informação com que era bombardeada todos os dias na altura influenciava muito as minhas decisões. Mas eu podia desligar-me de tudo aquilo e ir atrás daquilo que realmente fazia sentido para mim (como fiz mais tarde).

É impressionante ver aquilo a que eu me imponho. Não tanto como antes, é verdade, mas sei que dentro de mim ainda existem ideias que eu sigo e que não fazem sentido nenhum. Mais do que isso, são muitas vezes coisas que apenas me levarão ao mal-estar.

Muitas vezes oiço que mudar não é tão fácil assim. Mas eu pergunto: será que viver uma vida de sofrimento não será bem mais difícil do que mudar?

Posso escolher algo diferente para a minha vida e em vez de passar o tempo à espera que as coisas mudem e que me “caia algo em cima”, posso mudar eu e ver a magia acontecer.

Obrigado!

Ângela Barnabé

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