Valorizar aquilo que sou – 198 de 365

Tenho a mania de dizer que sempre tive uma baixa autoestima, mas a verdade é que os problemas nessa área começaram quando entrei na adolescência.

Em criança tinha mais vontade de arriscar do que medo e mais vontade de explorar o desconhecido do que ficar na zona de conforto.

Com o tempo ( e com os conceitos que fui criando), fui perdendo a confiança em mim e deixando de valorizar a pessoa que era. A valorização que eu conhecia de mim mesma era baseada na opinião que os outros tinham de mim.

Para me sentir bem comigo mesma, tinha de desvalorizar alguém, como se fosse uma espécie de competição pelo pódio.

Claro que nunca me sentia bem, porque acabava por haver sempre alguém melhor que eu e aí começava tudo de novo: a procura por algo que me fizesse melhor que os outros.

Valorizar aquilo que sou não deve depender de nada exterior nem significa desvalorizar ninguém ao meu redor.

Quanto mais de valorizo e reconheço, não só as minhas capacidades, como a importância de minha existência neste planeta, mais valorizo todos os que me rodeiam e o seu papel para a melhoria do mundo.

Cada vez tomo mais consciência da importância de uma boa autoestima, não só para uma grande mudança na minha vida, como para a minha contribuição para um mundo melhor.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Agradar aos outros – 197 de 365

Agradar aos outros

Durante muito tempo fiz as coisas para agradar aos outros. Queria que gostassem de mim e pensava que quanto mais agradasse aos outros, mais amor podia receber deles.

Vivia a minha vida em função daquilo que pensavam e diziam de mim e quanto mais me ocupava com isso, mais parecia que não conseguia agradar a ninguém.

Todo o “amor” que eu recebia era como se uma farsa se tratasse porque eu sentia que era algo que me era dado em troca de ter feito aquilo que os outros queriam e não o que eu sentia.

Libertar-me da imagem de alguém que é o que os outros querem e passar a ser alguém de bem consigo mesma é algo que tem sido um treino para mim.

Às vezes parece mais fácil dizer que “Sim” quando o que eu quero realmente dizer “Não”, mas a verdade é que de nada serve ficar bem com outros quando fico mal comigo.

Aliás, nunca posso dizer que fico bem, quando as minhas ações não estão em harmonia com aquilo que sinto que devo fazer.

Uma das coisas que eu aprendi é que a melhor forma de viver e de usufruir da vida e de todas as oportunidades que me são trazidas é estar bem comigo mesma.

Porque assim viverei os meus dias, não para agradar aos outros nem para fazer valer a minha vontade acima de tudo, mas sim para tornar o mundo um lugar cada vez melhor.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Viver aquilo que a vida me traz – 196 de 365

a vida me traz

Durante muito tempo ( e como já escrevi bastantes vezes) pensei que era o alcançar dos meus objetivos que me ia trazer o bem-estar que eu procurava.

Isso levava-me a uma busca frenética por coisas novas para “querer” porque quanto mais quisesse e alcançasse mais felicidade teria, não é?

Desprezava aquilo que me era apresentado e muitas vezes me questionei se iria alcançar aquilo que eu queria.

Mas a pergunta que me inquietava mais era acerca da minha capacidade de usufruir das coisas: será que quando tivesse aquilo que sempre queria iria ser capaz de o valorizar?

É importante sonhar, ter objetivos e um propósito. Mas isso não significa que devo desprezar o caminho para os meus objetivos ou que devo desconsiderar uma mudança no rumo da minha vida.

Para poder usufruir do que quer que eu busque para o meu futuro,  é preciso aproveitar o agora.

A vida trará até mim tudo o que eu precisar, não só para os meus objetivos, como também para o meu crescimento.

Se eu confiar que tudo correrá bem (porque é isso que acontece sempre), posso viver aquilo que a vida me traz, com a certeza que é sempre o melhor para mim.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Mudança, mudança, mudança… – 195 de 365

mudança

A única verdade que eu tenho nesta vida é a mudança. A cada momento tudo muda; seja o meu estado de espírito, as situações que me rodeiam… Nada é o mesmo durante muito tempo.

Mesmo sabendo isso, muitas vezes dou por mim a querer que as coisas sejam iguais ao que sempre foram e apesar de saber que é na mudança que está a essência da vida, ainda quero a minha zona de “conforto”.

Tenho a mania de planear para poder controlar os acontecimentos, por não confiar na vida e no seu processo e fluxo. E que acontece sempre no final é:

Ou fico frustrada porque as coisas não correram como esperado e fugiram do meu plano ou então sinto-me mal porque sei que tudo o que aconteceu foi resultado de manipulação,.

Mas também existem momentos em que eu confio na vida e em que, apesar das aparências, sei que tudo vai correr bem.

É nesses momentos que eu sinto que estou realmente a viver… Que estou a permitir que a vida flua e que as coisas mudem, conforme é melhor para todo o Universo.

Porque o mundo não gira à minha volta. Cada vez que eu permito que algo mude na minha vida estou a permitir que o mundo mude e se torne um lugar melhor para todos.

Obrigado!

Ângela Barnabé

O poder que eu dou aos outros – 194 de 365

poder

Ao lidar com a vida de forma indiferente, fui dando o meu poder aos outros, às situações… A imagem que tinha de mim mesma era influenciada pelos outros e provavelmente era mesmo apenas baseada no que os outros pensavam de mim.

Quando os outros estavam bem, eu estava “bem”. Mas, quando os outros demonstravam mal-estar, fazia de tudo para os “pôr bem” porque o meu bem-estar dependia dos outros.

Posso desde já dizer que isto é uma forma horrível de viver a vida. O meu bem-estar só pode depender de mim e qualquer poder de decisão em relação à minha vida deve estar nas minhas mãos.

Quando se dá o poder de decidir o que se deve sentir aos outros, para além de se andar à deriva na vida, começa-se um ciclo de culpar e responsabilizar os outros pelo estado da nossa vida.

Foi isso que me aconteceu. Sentia-me infeliz, porque deixava que tudo o que acontecia interferisse no meu estado, e passava o tempo a culpar os outros e a vida pelo sítio onde me encontrava.

Para sair daí tive que me responsabilizar; tudo o que estava a acontecer era da minha responsabilidade. O “poder” voltou para mim e hoje sei que só eu posso decidir aquilo que sinto e se os outros é que decidem, fui eu própria que decidi que isso assim acontecesse.

Obrigado!

Ângela Barnabé

A postura em relação ao que acontece – 193 de 365

postura em relação ao que acontece

Na teoria, é fácil ver qual é a melhor forma de ver a vida. Consigo ver qual é a melhor forma de lidar com as situações e qual deverá ser a minha postura em relação ao que acontece.

Na prática, apesar de as coisas serem diferentes, acabam por ser mais simples.

Enquanto que quando eu estou a pensar na melhor forma de agir, as possibilidades não param de fluir e eu, sem estar a passar por nenhuma situação que precise de uma decisão, tenho que decidir “às cegas”, no momento presente tenho tudo o que preciso para lidar com uma situação.

Dou muitas vezes por mim a criar possíveis cenários na mente e a encenar como irei agir se aquela situação aparecer. Nunca consigo manter a postura ensaiada, porque no momento presente de nada serve aquilo que eu sei, interessa é aquilo que eu sinto.

A experiência tem uma grande carga na forma como eu lido com as situações no meu dia-a-dia, mas é aquilo que eu sinto que devo fazer que me ajuda a tomar decisões.

Mas por vezes no meio de tantas decisões “pré-decididas” e posturas “ensaiadas” é difícil ouvir aquilo que realmente interessa.

Se eu quero melhorar a minha postura em relação ao que acontece, tenho que estar presente em cada momento e assim sei que a minha postura será coerente com aquilo que eu quero experienciar.

Viver é tão simples! É preciso largar aquilo que não interessa e viver o momento, com certeza e autoconfiança.

Obrigado!

Ângela Barnabé

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