Criar expectativas – 243 de 365

expectativas

Quando quero as coisas sobre controlo é fácil criar expectativas.

As coisas parecem encaminhar-se numa direção e começa-se a prever os resultados. Investe-se em algo e começa-se a pensar no que é que se vai colher.

Mas de um momento para o outro, as coisas mudam. O percurso altera-se e tudo aquilo que foi imaginado e controlo desvanece-se e fica o vazio.

É esta a minha experiência com a criação de expectativas.  Começo a achar que controlo, faço planos com coisas que são incertas e acabo desiludida.

Mas existe uma solução para isto: não tentar controlar nem criar expectativas.

As coisas acontecem sempre da melhor maneira. Tenho que fazer a minha parte e isso significa fazer o que é preciso.

Por exemplo, quero ter ervas aromáticas no meu jardim. Tenho que fazer a minha parte: preparar o terreno, arranjar as sementes e dar-lhes as condições que são necessárias.

Posso tentar prever quando é que poderei colher os resultados, mas isso é uma perda de tempo e uma maneira de estar a criar expectativas.

Existem tantas coisas a mudar constantemente, tanta coisa em movimento. Como é que eu posso querer prever e controlar algo que eu muitas vezes não consigo ver o que está realmente a acontecer?

Obrigado!

Ângela Barnabé

Não é o que faço, mas a intenção com que faço – 242 de 365

intenção

Já fiz coisas muito certinhas na minha vida que não me levaram a lado nenhum. Já fiz coisas de um maneira menos “correta” que operaram grandes transformações na minha vida.

Sempre que andei atrás da maneira correta de agir, acabei sempre por adiar qualquer ação. Sempre que quis na verdade resolver uma situação, ainda de uma maneira que eu achasse “estranha”, cheguei rapidamente ao meu objetivo, da melhor maneira.

Isso fez-me pensar em como o que realmente importa não é o que faço, mas sim a intenção com que o faço, que por si influencia o modo como eu ajo.

Se eu faço algo para fugir a uma situação, o resultado será diferente a fazer isso mesmo para a resolver.

A intenção é diferente, a postura também e a forma de lidar e encarar a vida, alteram todo o resultado.

Sempre que estou atenta para isso analiso o que é que está por detrás da ação que estou a tomar e muitas vezes ainda dou por mim a agir devido ao medo ou à dúvida.

Às vezes ainda tento disfarçar, tentando levar-me a pensar que estou a confiar, mas sei que não estou a enganar ninguém e que mais cedo ou mais tarde isso se verá nos resultados que for colhendo.

Se eu agir com confiança, com a intenção de ser uma pessoa cada vez melhor, tenho a certeza que tudo o que faça contribuirá para isso mesmo.

Obrigado!

Ângela Barnabé

O bem-estar dos outros não é da minha responsabilidade – 241 de 365

bem-estar dos outros

A única coisa que eu posso mudar sou eu própria. As minhas emoções, as minhas ações, os meus pensamentos são da minha responsabilidade e cabe-me a mim mudá-los.

Desta forma o meu bem-estar é da minha responsabilidade. Nada nem ninguém me poderão fazer sentir bem, apenas a minha decisão de estar bem me poderá permitir sentir o bem-estar.

E o bem-estar dos outros não é da minha responsabilidade.

Eu, estando bem, contribuo para o bem-estar do mundo e junto-me ao grande número de pessoas que querem estar bem.

Mas se os outros escolherem estar mal isso não me diz respeito. Claro que eu sei que isso não será bom para eles nem para o mundo, mas nada do que eu possa fazer poderá trazer bem-estar ao outro.

A decisão de estar bem é da minha responsabilidade e faz desenrolar todos os acontecimentos que me levam para cada vez mais bem-estar.

O bem-estar é um estado que pode ser alcançado em qualquer momento, independentemente do que possa acontecer.

Eu estou bem quando escolho estar bem. Se estou mal foi uma escolha minha. Andar atrás dos outros para que eles estejam bem é uma forma de me desresponsabilizar e de permitir que o mal-estar se instale.

Obrigado!

Ângela Barnabé

A verdadeira autoestima – 240 de 365

verdadeira autoestima

Nos últimos tempos tenho pensado muito sobre a verdadeira autoestima e sobre o que significa ter uma boa autoestima.

Antes pensava que sentir-me bem comigo mesma e consequentemente ser uma pessoa com uma boa autoestima, significava olhar-me no espelho e sentir-me bem com o que via.

Isso já me aconteceu, mas digamos que este sucedido não resolveu os problemas interiores. Porque na verdade o maior problema não estava na imagem refletida no espelho, nem no meu corpo.

O problema estava na minha mente. Aquilo que me fazia sentir mal comigo mesma era a maneira com que eu lidava com as situações, comigo mesma e com a vida.

O aspeto físico é importante, mas a procura pela beleza exterior de nada serve se não me sentir bela interiormente.

Muitos dos meus processos de mudança podem ter começado com uma tentativa de mudar o exterior, mas no fundo eu sempre soube que era inevitável mudar-me interiormente.

Às vezes pode parecer tentador entrar-se no culto da beleza, mas mais cedo ou mais tarde, iremos perceber que estaremos a entrar na verdade na ditadura da beleza.

Se eu cultivar a minha beleza interior, não só me sentirei bem interiormente, como a minha postura em relação à vida e a mim mesma irá melhorar.

Obrigado!

Ângela Barnabé

O que é que eu quero? – 239 de 365

quero

Uma mesma decisão pode levar-me a caminhos bem diferentes. Pode levar-me a criar algo que contribui para o meu bem-estar ou pode, pelo contrário, levar-me a um caminho de sofrimento.

O que é que motiva esta decisão? – é uma pergunta que eu faço a mim mesma muitas vezes. É o que os outros pensam? São os preconceitos em relação à vida?

Muitas vezes, não sabendo o que realmente o que queria, justifiquei as minhas ações com o que os outros queriam. Mas a verdade é que eu sempre fui atrás do que eu queria.

Eu queria ser desresponsabilizada e por isso fazia de tudo para passar a responsabilidade para os outros.

Eu queria ser a vítima para poder justificar a minha falta de ação e de decisão e por isso punha-me nessa postura.

Quando quis algo diferente aí as coisas mudaram.  A minha postura mudou e tomei consciência da minha responsabilidade.

Aquilo que eu vivo hoje é criação minha e se eu verdadeiramente quero algo diferente basta mudar.

Mas mais do que querer é necessário fazer o que é preciso, quando é preciso. É preciso confiar e saber que tudo acontece da melhor maneira possível, sempre.

Obrigado!

Ângela Barnabé

A vida é algo incerto – 238 de 365

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Por muito que eu queira e tente planear, a verdade é que a vida é algo incerto.  As coisas aparecem de onde menos eu espero, as pessoas surpreendem-me, a natureza abençoa-me com a sua beleza…

Não sei quanto tempo tenho de vida. Não sei durante quanto tempo viverei determinada situação, nem quanto terei para usufruir de alguma coisa.

A única coisa que sei e da qual posso ter a certeza é de que aquilo que usufruo e agradeço é “meu”. Aquilo que eu vivi até hoje não me pode ser tirado, já faz parte de mim.

Já me aconteceu várias vezes passar por experiências sem ter estado consciente do que estava a acontecer. Ou porque não estava grata ou porque estava focada noutra experiência, pensando que essa é que era boa para mim…

Essa experiência é como se não tivesse acontecido porque não a vivi; não estava presente.

É isso que me “assusta” às vezes; a efemeridade e a incerteza da vida e o facto de eu não estar consciente disso.

Ainda dou por mim na certeza de um amanhã, com a cabeça no futuro, sem usufruir da única coisa que posso: o Agora.

Mas nos momentos em que estou no agora, consigo sentir-me grata por todas as oportunidades que tenho no presente, que tive no passado e que terei no futuro.

Obrigado!

Ângela Barnabé

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