O encerrar de um ciclo – 365 de 365 – Inventário anual 2018

Cada dia que começa marca o início de um novo ciclo. Dia 31 de dezembro de 2018 terminou um ciclo de 365 dias repletos de muita coisa: crescimento, alegria, felicidade e abundância.

Foi um ano de muita mudança e afirmo com toda a certeza que sou uma pessoa completamente diferente do que era no início deste ciclo.

Sou muito grata por tudo o que aconteceu: pelas pessoas que conheci, pelos sonhos que concretizei, pelos objetivos que criei e por aquilo que cresci.

2018 foi o melhor ano da minha vida!

Talvez porque decidi que seria isso o que iria acontecer; talvez porque independentemente do que foi acontecendo eu tenha escolhido que isso contribuísse sempre para que eu me tornasse uma pessoa melhor; ou mesmo porque em vez de ter ficado no caminho do fluxo tenha permitido (quase sempre) que as coisas acontecessem como deviam acontecer…

Dia 31 comemoro o encerrar de um ciclo; de 12 meses de criação, de 52 semanas de crescimento e de 365 dias de autodescobrimento.

Obrigado 2018 por todas as bênçãos e obrigado vida por, mesmo com toda a resistência, mesmo com a teimosia de querer as coisas à minha maneira, sempre me possibilitaste a mudança e a escolha de algo que estivesse mais em sintonia com o mundo que eu quero criar.

Obrigado 2018 e bem-vindo 2019!

Ângela Barnabé

O medo impede a entrega – 298 de 365

medo impede a entrega

Sempre que tenho medo, fecho-me ao mundo e às possibilidades que a vida me traz. Perco a confiança e deixo-me levar por pensamentos que apenas criam aquilo que eu não quero experienciar.

Para que eu me possa entregar à vida e às coisas que vou fazendo no meu dia-a-dia, tenho que perder o medo.

Nos momentos em que as coisas foram acontecendo na minha vida, sempre tive à minha disposição uma solução, uma ferramenta; no fundo algo que me ajudasse a resolver e a lidar com as situações.

Ter algum medo ou agir com base no medo, antecipando algum resultado ou algo com o qual vou ter que lidar não é muito inteligente, porque para além de não usufruir dos momentos que antecedem qualquer experiência, estarei focada no que não quero e “preparada” para tudo, menos para viver.

A vida não é um campo de batalha e eu não preciso de estar sempre à defesa, esperando sempre algo mau acontecer.

A vida é tão bela quanto eu quero que ela seja e ao entregar-me ao seu processo e fluxo, tenho a certeza que estarei preparada para lidar com tudo, sem que nada de mal me aconteça.

Os “problemas” aparecem quando eu estou com um pé lá e outro cá. Quando eu ponho ação naquilo que quero, mas ao mesmo tempo quero manipular. Quando eu digo que confio, mas na verdade estou a tentar preparar-me para o que pode acontecer.

O medo impede a entrega, mas a confiança permite que ela aconteça e que possa finalmente sentir a vida, com tudo aquilo que ela me trará.

Obrigado!

Ângela Barnabé

O rebentar da bolha – 297 de 365

rebentar da bolha

O ano de 2018 tem sido ótimo para me fazer trabalhar a imagem que tenho de mim mesma.

Com medo do que os outros pudessem pensar de mim, com medo que não gostassem da pessoa que eu sou, fechei-me numa bolha, querendo proteger-me do mundo exterior. Isso fez com que a imagem que eu tenho de mim mesma fosse bastante limitada.

Nenhum comportamento em mim permitia que alguém desse algum parecer sobre aquilo que eu era, a forma como agia ou a forma como me apresentava aos outros.

Sempre que tinha a sensação que alguém estava a ver algo mais do que eu queria que fosse visto, eu tentava cortar qualquer ligação que tinha com essa pessoa, com medo que as coisas saíssem ainda mais do meu controlo.

A verdade é que os outros sempre teceram as suas opiniões sobre mim e sempre viram um lado de mim para o qual eu estava cega. Aquilo que eu conseguia fazer era impedir que as perceções dos outros chegassem até mim.

Ao longo deste ano, este meu comportamento foi posto em causa em diversas situações e de maneiras diferentes.

Ainda não aconteceu o “rebentar da bolha” mas eu sei que, mais cedo ou mais tarde, serei “confrontada” com cada vez mais perspectivas de mim mesma. E ainda bem porque é  no momento em que eu ponho o pé fora da bolha que eu começo realmente a viver.

É nesse momento que eu deixo cair as máscaras e que me permito sentir realmente a vida e tudo o que ela me traz.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Ser para fluir – 296 de 365

ser para fluir

Para que eu possa fluir com alguma tarefa, eu tenho que estar dentro do conceito daquilo que estou a realizar.

Por exemplo, quando eu tento cozinhar algum prato, quando quero que os alimentos se liguem de forma harmoniosa, tenho que prepará-los segundo uma ordem, que é regida pelo conceito do próprio prato.

Posso sempre dar um toque meu àquilo que estou a cozinhar, sem perder a essência daquilo que estou a fazer.

Na vida também é assim; seu eu estiver dentro do conceito, se reger a minha vida consoante as leis do universo e consoante o meu objetivo principal neste planeta ( deixar o mundo melhor do que o encontrei), poderei navegar nesta jornada, tomar decisões e usufruir de tudo o que me rodeia, sem perder o foco e fluindo com as coisas.

Tudo começa com o ser. Se eu for o que quero que o mundo seja, com certeza que aquilo que eu irei experienciar está em sintonia com o que eu estou a irradiar. Tenho que ser para fluir: ser segura e confiante para fluir com a vida, ser grata para fluir com a forma como as coisas acontecem.

Tenho que me sentir segura, aprender a lidar com as minhas emoções e rebentar a bolha que me separa do mundo e me mantém adormecida.

Para poder fluir tenho que ser; tenho que estar em harmonia com o que quero experienciar e desapegar-me daquilo que me impede de realmente viver a vida.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Adiar o crescimento – 295 de 365

Se for analisar alguns aspetos da minha vida e as mudanças que tenho que efetuar para que as coisas fluam, existem determinadas situações com as quais eu tenho que lidar e que eu quero ao máximo adiar ( e até mesmo evitar).

Com o passar do tempo tenho vindo a notar que por muito que eu tente adiar o passar por determinadas experiências, mais cedo ou mais tarde sou “confrontada” com o ter que  lidar com isso mesmo.

Antes encarava isto como um castigo, pensando que uma vez que tinha evitado passar pela situação, agora tinha que passar por ela à força e com um grau de dificuldade maior.

Mas vendo hoje as coisas de uma perspetiva diferente, o facto de ser “confrontada” novamente com a situação é uma forma de a vida me dar uma nova oportunidade para crescer, agora com uma maturidade diferente.

Resolver a situação à primeira é o ideal, mas tendo uma nova oportunidade, por muito desconfortável que seja ter que lidar com aquilo que quero evitar, é uma maneira de desatar nós, estando com uma postura diferente.

Dou muitas vezes por mim a rir quando observo que aquilo que tanto evitava está em frente a mim, sem qualquer hipótese de ser evitado. Ao mesmo tempo sinto uma gratidão tão grande pela vida por ela, mesmo com a minha resistência, me dar a oportunidade de resolver as situações.

O que dita o grau de dificuldade do resolver uma situação é a minha postura. Se eu aceitar e confiar, tudo flui. Se eu resistir, verei diante de mim um grande problema.

Posso tentar adiar o crescimento, mas a vida sempre me impulsionará para a frente, para uma versão cada vez melhor de mim mesma.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Saber o que quero – 294 de 365

saber o que quero

Muitas vezes dou por mim a pensar nas possibilidades daquilo que poderia ter num dado momento. Reflito nas minhas ações, nas minhas decisões e penso: “se eu queria algo diferente, porque é que eu não fui mais clara naquilo que pretendia?”.

Porque é que em vez de ter andado à deriva, não me sentei e não refleti naquilo que realmente queria experienciar?

Para saber para onde ir, que ações tomar e que rumo seguir, tenho que, para além de saber onde estou, saber para onde quero ir.

É verdade que a vida me encaminha sempre para aquilo que é melhor para mim, para aquilo  que eu realmente preciso para o meu crescimento, mas se eu, a pessoa que tem o comando da minha vida, não sei qual é o rumo que quero seguir, como é que eu posso querer alcançar os meus objetivos?

Se andar atrás do que não quero apenas conseguirei fracassos. Se me deixar andar perderei toda a paixão pela vida e pelo constante crescimento pessoal…

Tenho que saber o quero. Sem medo do fracasso, sem dúvida se conseguirei alcançar os meus objetivos.

Se eu quero realmente algo e se isso for o melhor para mim, no momento certo serei presenteada com isso mesmo. Se não for o melhor para mim, serei encaminhada para outro percurso onde encontrarei aquilo que está em harmonia comigo.

Tenho que saber o que quero, pôr ação, largar e confiar que o Universo encarregar-se-á de tudo o que é necessário para trazer até mim o melhor.

Obrigado!

Ângela Barnabé

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