Duvidar para quê? – 187 de 365

duvidarConsigo enumerar muitos motivos para confiar. Consigo pensar em diversas situações em que confiei e me maravilhei com os resultados que obtive.

Mas no que toca à dúvida não consigo pensar em nenhum motivo para que ela permaneça na minha vida. Sempre que duvidei, as coisas não fluíram. Sempre que duvidei fiquei ansiosa e com medo. Sempre que duvidei deixei de confiar na única coisa que nunca me falha: a vida.

A resposta para todos os problemas que tive até hoje é confiar. Seja a nível profissional ou pessoal; a dúvida bloqueia e cria mais do que eu não quero; a confiança permite que o melhor aconteça.

Então fica a pergunta para mim mesma: duvidar para quê?

Para quê alimentar pensamentos que me levam a todo o lado menos ao que é mais importante, que é estar no fluxo da vida? Porquê continuar no mesmo padrão de sempre e ficar admirada quando estão sempre as mesmas coisas a acontecerem?

Tenho praticado confiar na vida porque eu sei (por experiência) que não existe melhor forma de viver, liberta de toda ansiedade e cheia de gratidão e paz.

A vida é simples e quanto mais me apercebo do quanto isso é verdade, mais fácil é deixar que a vida flua.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Eu sinto-me segura – 186 de 365

sinto-me segura

Durante a minha adolescência lembro-me de me sentir sempre insegura. Apesar de em criança me “atirar” de cabeça a coisas novas, à medida que fui crescendo os meus pensamentos puseram-se entre mim e aquilo que eu gostaria de experimentar.

Se pensar no que pode correr mal, consigo enunciar muitas possibilidades e da mesma forma que as enuncio, também acabo por criá-las.

Se eu confiar e se me sentir segura, consigo ver a perfeição de tudo o que acontece e fluo com a vida e com o seu processo.

Parece mais fácil seguir o padrão de sempre e trazer para o agora aquela pessoa insegura que eu era. Mas é bem mais fácil escolher neste momento sentir-me segura.

Vida não é aquela procura de estabilidade (algo a que somos incentivados desde crianças). Vida é crescimento contínuo.

É um aprender a lidar com as situações e melhorar-me a mim mesma a cada dia que passa.

Pode parecer uma tarefa enorme deixar de ser insegura para passar a ser “uma Ângela” segura. Mas é tão simples quanto decidir, em cada momento, o que quero realmente.

Quanto mais vezes escolher ir pelo caminho da falta de confiança, mais esse caminho será trilhado e quanto mais vezes escolher estar em sintonia com a vida, mais rapidamente terei a possibilidade ser alguém que se sente seguro em todos os momentos da sua vida.

Obrigado!

Ângela Barnabé

O que eu quero viver – 185 de 365

As opções que eu tive no passado foram aquelas que eu conseguia conceber. As minhas escolhas eram baseadas naquilo que eu pensava ser melhor para mim.

Hoje, as coisas estão diferentes, porque eu mudei. Vivo de forma diferente porque escolhi uma forma diferente de viver.

Nunca me perguntei o que é que eu realmente queria viver. Deixava-me andar à deriva, reclamando daquilo que eu vivia. Invejava os outros e não gostava daquilo que experienciava, mas não mudava nada.

Não posso esperar que “as coisas me caiam em cima”. A vida não requer sacrifício nem esforço, mas tem que haver alguma ação da minha parte.

E a maior parte das vezes a ação é simplesmente mudar a forma como vejo as coisas e em cada momento mudar a forma como reajo às situações.

Antes de me dirigir a algum lado tenho que saber onde me encontro.

Então pergunto “O que é que eu quero viver?”… Quero viver aquela vida cheia de entusiasmo, amor e alegria ou quero viver na indiferença?

Eu escolhi uma vida real, algo que me faz vibrar. Não é preciso nenhum esforço para a viver e podia usar tudo aquilo que tenho hoje para viver uma vida infeliz..

A escolha é minha: o que é que eu quero viver?

Obrigado!

Ângela Barnabé

Querido junho… – Inventário Mensal 2018

junho

Querido junho,

Parece que duraste tão pouco tempo…. Enquanto escrevo estas palavras, nem acredito que já estamos em julho. Apesar de teres passado tão rápido, trouxeste-me muitas aprendizagens e muitas experiências.

Foste um mês de correria, de movimento e mudança. Em alguns momentos resisti, mas aprendi que ocupar-me de coisas até me levar à exaustão só cria espaço para coisas que eu não quero na minha vida.

Refleti muito sobre o bem-estar e sobre a importância de estar bem para que tudo corra da melhor forma possível.

Sussurrei muitas vezes para mim mesma “confia”, porque é no confiar que está o segredo (ou um dos segredos para uma vida feliz).

No fundo, tudo corre sempre bem e tudo se encaixa na perfeição. Seja as pessoas, as situações ou eu mesma; se eu confiar e largar, para além de usufruir de todo o processo que me leva até aos resultados, sou sempre surpreendida no final.

Obrigado junho e bem vindo julho!

Ângela Barnabé

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Fazer o que é preciso – 184 de 365

fazer o que é preciso

Na maior parte das vezes, durante a minha vida eu quis seguir a minha vontade, fazer aquilo que eu queria. Tentava resolver os problemas com a minha mente e da mesma maneira que os criava: com o meu raciocinar.

Mas nessas situações o que eu tinha de fazer não era o que eu queria, mas sim o que era preciso.

Se eu sinto medo de fazer alguma coisa, a minha vontade é fugir e evitar ao máximo a situação. Mas, para me libertar do medo o que eu preciso fazer é aquilo que eu mais temo.

Muitas vezes ouvi dizer que tinha de fazer apenas o que eu gostava porque só assim podia ser feliz.

Mas hoje vejo que tenho de gostar de tudo o que faço e que por vezes são aquelas coisas me “mexem” na minha zona de conforto que são as linhas de orientação a seguir.

Eu não estaria neste momento a escrever este texto se para além de fazer o que queria, não tivesse feito o que era preciso: lidar com medos, tomar decisões e ir aprendendo a lidar com a minha tendência para ficar na zona de “conforto”.

Se ainda adio o que tenho de fazer? Sim, ainda o faço. Mas sei que é uma questão de tempo até ao momento em que terei de mudar aqueles aspetos, lidar com aquele medo ou tomar aquela decisão.

Quanto mais adio, mais me engano a mim mesma.

Obrigado!

Ângela Barnabé

O caminho é bem simples – 183 de 365

caminho

O nome do meu blog é “A vida é uma viagem” porque eu realmente penso que a vida é uma viagem. E mais do que isso, considero que eu crio o meu próprio caminho.

O caminho pode ser simples ou complicado; sou eu que decido.

Muitas vezes escolho ir por atalhos, pensando chegar mais rápido ao meu destino.

Outras vezes decido que quero parar por ali, que não preciso caminhar mais, tentando ir contra o fluxo da vida.

Mas naqueles momentos em que me deixo guiar, e que, tenho os meus objetivos em mente, deixo as coisas acontecerem da maneira certa, na altura certa, aí consigo ver a simplicidade da vida.

Eu gosto de complicar, porque uma parte de mim ainda acha que isso deve ser parte da vida. Mas como é que eu posso pensar nisso?

Olho para as plantas, para os animais, para a forma como as coisas acontecem e vejo a perfeição e uma ordem por detrás de tudo.

O que complica tudo e acaba por criar aquilo que eu não quero é a minha interferência e a minha insistência em controlar aquilo que vai acontecer.

O caminho é tão fluído quanto eu quero que seja e a viagem tão agradável quanto eu permita!

Obrigado!

Ângela Barnabé

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