Apego ao resultado – 293 de 365

Apego ao resultado

Sempre que coloco ação tenho em mente o alcançar de um objetivo. E, muitas vezes (mais do que poderia imaginar), aquilo que me fez tomar ação nem sempre é aquilo que eu obtenho como resultado.

Isto acontece porque devido aos vários e  diferentes caminhos pelos quais a vida me leva, acabo por descobrir algo que é ainda melhor do que o que eu previamente desejei. Ou então chego à conclusão que afinal não quero realmente aquilo e descubro algo diferente que desperta o meu interesse.

Quando eu me apego a um resultado, limito não só aquilo que posso vir a receber, como também toda a experiência que me leva ao resultado.

Não consigo usufruir dos passos que me levam ao destino, não consigo ver as oportunidades bem melhores que podem estar à espreita e no final posso nem sequer vir a alcançar o meu objetivo pela ansiedade e dúvida, colocadas durante todo o processo.

“Que seja feita a vontade do todo” – uma frase que se pode (e deve) utilizar no dia-a-dia e que eu tenho vindo a usar muito.

Se eu refletir bem, na minha vida nada me faltou. Por muita resistência e negação que eu tenha colocado, por muita dúvida e medo que eu tenha sentido, tudo, mas mesmo tudo, aconteceu de uma maneira perfeita.

Porque é que eu ainda teimo em querer controlar as coisas?

O apego ao resultado é uma forma de limitar o futuro e de não aproveitar ao máximo aquilo que a vida me traz. É altura de largar e deixar que seja feita a vontade do todo!

Obrigado!

Ângela Barnabé

Estar bem é fazer a minha parte – 292 de 365

minha parte

O mundo é o reflexo de mim mesma. A realidade que eu experiencio é baseada nas minhas crenças e quanto mais me melhoro a mim, mais melhoro o meu mundo.

Estar bem é fazer a minha parte e ser responsável por um mundo cada vez melhor.

Muitas vezes pensei que estar bem comigo e com o mundo que me rodeia era algo louvável, como se eu merecesse algum reconhecimento especial por escolher estar bem.

Mas a verdade é que para além de ser o meu papel estar bem, porque para desempenhar qualquer papel que eu tenha que desempenhar tenho que o fazer, qual é o motivo para escolher algo diferente?

Qual é o motivo para de entre todas as possibilidades de me sentir grata, de me sentir a fazer parte do todo e de me sentir confiante, eu escolher sentir-me insegura, com medo e ingrata por aquilo que a vida me traz?

A vida é demasiado curta para me focar naquilo que não quero e para não viver cada segundo ao máximo.

Ninguém sabe se está vivo amanhã. Se eu estiver mal neste momento, posso estar a fazer com que o último momento da minha vida seja desperdiçado estando mal.

E mesmo não sendo o último, estou a desperdiçar um momento criando mais mal-estar para o mundo.

Quanto mais tempo eu estiver bem, mais tempo eu garanto que estou bem nesta viagem tão curta e ao mesmo tempo tão longa que é a vida.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Libertar-me do julgamento – 291 de 365

julgamento

O julgamento é uma das coisas que mais prejudica o meu dia-a-dia e por isso um dos meus grandes treinos tem sido eliminar o ato de julgar na minha vida.

Não é algo tão fácil quanto eu poderia imaginar, porque o julgamento está impregnado na minha vida. Mas os resultados deste treino têm sido ótimos.

Cada vez que eu julgo eu fecho-me ao universo das possibilidades. Escolho, de entre tudo aquilo que é possível, uma possibilidade baseada nos conceitos que eu tenho em relação à vida.

Não posso afirmar que os conceitos que eu tenho são os “melhores”, uma vez que a minha consciência ainda se encontra limitada e por isso qualquer julgamento que eu faço leva-me à escolha de uma possibilidade limitada, comparada com tudo aquilo que está disponível para mim.

Por isso o melhor que eu tenho a fazer é não julgar.

Não julgar os outros, não julgar as situações, não me julgar a mim mesma… Aceitar simplesmente as coisas e agir na hora certa, consoante as circunstâncias.

A tendência é rotular as coisas, é pensar de mais e acabar ficando focada naquilo que não quero.

Mas eu posso mudar isso, treinando uma nova postura.

Antes de algo acontecer, tudo é possível. Em vez de tentar descobrir o que vai acontecer ( e até manipular para que o que eu quero acontecer), devo abrir-me à vida, sem julgamento e sem medo.

Obrigado!

Ângela Barnabé

A criança dentro de mim – 290 de 365

a criança dentro de mim

Em criança eu era extrovertida e apaixonada pela vida, assim como a maioria das crianças o são. Adorava desafios, coisas novas e havia uma satisfação em ultrapassar os limites a que me ia propondo.

À medida que fui crescendo, criei conceitos em relação à vida e fui-me fechando ao mundo, perdendo aquela alegria de viver.

Mas será que perdi essa alegria? Ou será que ela estava adormecida debaixo dos medos e inseguranças, criados pelos conceitos em relação à vida?

Se eu era tão confiante em mim, se gostava tanto de coisas novas e apreciava o fluxo da vida, será que não posso voltar a sentir tudo isso?

Aquela criança entusiasmada pela vida ainda está dentro de mim. Aquele ser que acordava todos os dias na expectativa do que poderia acontecer ainda cá está.

Manter viva a criança dentro de mim não significa ser imatura, como eu pensava. Significa levar a vida com leveza, sem preocupações. Significa sonhar e arriscar, sem medo.

A criança dentro de mim está aqui, à espera para brilhar, livre de conceitos, de medos, de inseguranças e de dúvidas.

A cada dia que passar fico cada vez mais maravilhada pela forma perfeita como as coisas acontecem. Fico também admirada com a minha insistência em querer que as coisas aconteçam à minha maneira, mesmo vendo a perfeição do fluxo natural das coisas.

Eu não tenho que tentar controlar; tenho que usufruir. Eu não tenho que ter medo; tenho que confiar. Eu não tenho que sobreviver mais um dia; tenho que viver plenamente cada segundo.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Reconhecer o meu valor – 289 de 365

Reconhecer o meu valor

A insegurança traz consigo diversos comportamentos que não me beneficiam a mim, nem beneficiam o mundo.

Um dos que eu tenho identificado é reconhecer o meu valor desmerecendo os outros. Por outras palavras, tenho tendência para tentar encontrar um ponto em que posso ser superior aos outros para me sentir melhor comigo.

Não é que eu não aprecie o trabalho e o crescimento dos outros; eu não consigo apreciar aquilo que sou sem tentar algum tipo de comparação.

O facto de eu ser boa em alguma coisa não significa que os outros não podem ser bons também. A procura de ser a melhor em algo é um caminho para a autodestruição.

Eu tenho que dar o meu melhor naquilo que faço, assim como os outros devem fazer. Depois consoante as experiências de cada um e a sua partilha, poderemos melhorar todos, num ambiente de aceitação e gratidão.

Somos incentivados a sermos os melhores para sermos alguém como se à partida não fossemos logo merecedores de valorização.

Sempre que eu me apercebo que alguém possa ser tão bom como eu em algo, sinto que de alguma forma tenho que lutar pelo lugar de melhor. Que estupidez tão grande!

Nestes últimos meses tenho-me apercebido de muitos destes pensamentos, graças ao facto de estar a escrever estas reflexões. Tenho estado atenta a mim e de vez em quando “apanho pérolas” como esta.

Tenho consciência que pelo simples facto de ter identificado esta tendência, dei o primeiro passo para mudar e com o treino tenho aprendido a valorizar-me a mim e aos outros sem comparações.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Trazer à luz – 288 de 365

trazer à luz

Existem determinadas coisas que precisam de ser trazidas à luz para que possam ser resolvidas. Aliás, tudo precisa ser trazido à luz para que possa ser visto de outra maneira.

Medos, inseguranças e dúvidas são coisas que não devem ser mantidas na escuridão. Precisam emergir e precisam ser partilhadas.

Muitas vezes escondo aquilo que tenho medo e adio o facto de ter que trabalhar esse medo, na esperança de que se deixar este assunto quieto, ele não me incomodará.

Mas a verdade é que isso fica lá, no plano de fundo. Todas as minhas decisões são impregnadas com o evitar de trabalhar a situação e quando ela surge novamente, está tão grande que é impossível de contornar ( e um pouco mais difícil de trabalhar).

É preciso deixar vir ao cimo todas as coisas que eu quero esconder. É preciso largar o medo de ser julgada e o medo de ter que pedir ajuda quando necessito.

A vida é uma aprendizagem constante e um treino que só acabará muito provavelmente quando morrer.

Nas últimas semanas tenho-me deparado com imensas situações que precisam ser revistas e conceitos que precisam ser trabalhados.

Alguns não tinha consciência da sua existência, mas outros sabia muito bem que precisava olhar para eles.

Apesar de ter adiado, sinto que este é o momento certo para trabalhá-los. Porquê? 2018 foi um ano de muito crescimento e com todas as experiências pelas quais passei, sinto que tudo aquilo que vem acontecendo é uma consolidação da minha aprendizagem para que possa começar o novo ano com uma postura diferente em relação à vida.

Obrigado!

Ângela Barnabé

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