A maneira como vejo altera o resultado – 7 de 364

altera o resultado

Enquanto observadores, cada um de nós altera o resultado de cada situação. Não podemos controlar o que vai acontecer, nem a forma como acontece mas podemos, através da nossa visão, influenciar aquilo que iremos colher.

Vou dar um exemplo daquilo que me tem vindo a acontecer. Nos últimos meses, tenho vindo a ser presentada por situações que eu queria experienciar, mas que ao mesmo tempo adiava, com o pretexto de ainda não estar preparada para lidar com elas.

A vida, com a sabedoria do seu fluxo, foi-me mostrando que eu estava de facto preparada para lidar com aquilo que queria. E como é que isso me foi mostrado? Ao ter a oportunidade de mergulhar de cabeça nos meus objetivos.

A minha consciência ainda apresenta limitações e como tal por vezes ainda tenho alguma dificuldade em lidar com as emoções que vou sentindo e principalmente em criar aquela segurança e confiança, que é a base de uma vida plena.

Portanto, tenho tido como objetivo principal no meu dia-a-dia sentir-me segura, porque sei que no momento que deixo a insegurança entrar, as coisas começam a desandar. Vem a dúvida, vem o medo e começo a ver o mundo com filtros bem cinzentos.

Acontecimentos que poderiam contribuir para o meu bem-estar e crescimento, alimentam ainda mais a minha insegurança. Mas basta mudar a forma como vejo as coisas, que as coisas mudam.

Esses acontecimentos que anteriormente eram vistos a cinzento, passam a estar cobertos de cor e de sentido. Tudo o que eu tinha a aprender com a situação torna-se claro e é como se uma sensação de perfeição caísse sobre mim.

Eu não controlo aquilo que acontece, nem a forma como os acontecimentos se desenrolam. Mas posso deleitar-me ao observar tudo a fluir, sabendo que sou eu, com a minha postura de entrega que permito que assim aconteça.

Grata por um dia repleto de perfeição,

Ângela Barnabé

O ato de entrega – 8 de 365

O ato de entrega

Para que em todos os momentos da minha vida eu possa usufruir daquilo que me é apresentado, tenho que me entregar àquilo que estou a viver. Não pode haver uma parte de mim que se contenha, porque isso significa que não estou a dar o meu todo e se não dou tudo, não posso esperar receber tudo.

Entregar-me à vida pressupõe que eu confie na perfeição do seu fluxo e que ao longo de todo o dia eu mantenha presente que tudo aquilo que acontece é aquilo que eu realmente preciso.

Não posso dar um passo com medo do que vai acontecer; não posso “encarar” cada situação com insegurança; não posso duvidar de mim e da minha capacidade de orientar a minha vida da melhor maneira.

Ao entregar-me à vida, deixo de ter a ilusão de controlo e passo a usufruir daquilo que acontece, sem apego ao resultado e sem julgar o que está a acontecer.

No período em que me senti pior comigo mesma foi na altura em que julgava e resistia a tudo: o que acontecia, aquilo que eu fazia em relação àquilo que acontecia, aquilo que devia ter feito…

Perdia tanto tempo nisto que deixei de ter tempo para algo que era realmente importante: viver. No meio de tanta dúvida, tanto medo e tantos pensamentos, esqueci-me que eu sou responsável pela minha realidade.

Sou eu quem decide se algo contribui para o meu crescimento ou se é motivo para entrar em negação. Sou eu quem dá poder à minha mente para se sobrepor a tudo o resto.

Nas últimas semanas tenho estado bastante atenta àquilo que vou pensando e sentindo ao longo do dia e cheguei à conclusão que 100% dos problemas e mal-estar são causados por cenários na minha cabeça.

Quando decido desligar este “mecanismo” (ou pelo menos diminuir-lhe o volume) e permito que aconteça o que é preciso, entregando-me sem dúvida à vida, maravilho-me com os resultados com que sou presenteada.

O ato de entrega é essencial para aquele bem-estar que eu sempre procurei e sempre que deixo que ele faça parte do meu dia-a-dia, tomo consciência do quão maravilhoso é deixar que tudo flua e se encaixe.

Grata por um dia repleto de coisas maravilhosas,

Ângela Barnabé

À procura da familiaridade – 6 de 364

familiaridade

Quando se tem medo da vida, evitam-se situações que possam trazer consigo emoções com as quais não se quer lidar e é mais que “normal” a procura pela familiaridade.

E, apesar de eu ter em mente que é para lá da linha do conhecido que existe o espaço suficiente e necessário para crescer, ainda dou por mim focada em procurar uma sensação de estabilidade para nela basear a minha segurança.

A vida e o seu processo e fluxo têm-me mostrado que aquela sensação de segurança que muitas vezes procuro pode ser mantida sempre e que não deve depender de nada exterior. E como é que isso me tem sido mostrado?

Primeiro sou diariamente “posta à prova” por diferentes situações que me incentivam a lidar com tudo aquilo que me impede de usufruir de uma vida plena. Exemplo, fico ansiosa com o ter que fazer alguma tarefa nova? Então tenho a oportunidade de fazer coisas novas de maneira a lidar com essa ansiedade.

Estou insegura relativamente às minhas capacidades? Inúmeras situações que me fazer ter uma perspectiva diferente de mim surgem e tenho espaço para me analisar e valorizar, sendo que por vezes até sou “confrontada” com a ideia que os outros têm de mim.

E o que é que este “mexer na zona de conforto” tem a ver com a procura de familiaridade e com a criação de alternativas para isso?

A vida, com essa constante apresentação de situações, mostra-me que:

Eu tenho a capacidade para lidar com tudo aquilo que acontece, porque para além de ser aquilo que eu preciso para o meu crescimento, as ferramentas são baseadas na transformação das limitações em bênçãos ( e isso parte da minha postura em relação a mim mesma);

A familiaridade, o conforto e a segurança vêm da confiança na vida, no Universo, em Deus; não interessa o nome que eu lhe dê. Mas vêm sobretudo de dentro de mim, da confiança em mim própria e na postura que eu coloco.

Resumindo: a segurança vem de dentro de mim. Quanto mais me deparo com situações que “mexem” comigo e que me fazem aumentar a segurança, mais segura me sinto. Quanto mais segura me sinto, mais me sinto em casa e aquela sensação de familiaridade acompanha-me onde quer que eu vá.

A procura da familiaridade no conhecido é um engano, porque quanto mais me fecho, mais medo e insegurança sinto. Aquele “calorzinho” que a segurança me traz está dentro de mim, em qualquer momento. Basta que eu me conecte com a certeza e autoconfiança na vida e principalmente em mim.

Grata por este dia repleto de situações que me permitem ser uma pessoa cada vez mais segura,

Ângela Barnabé

Aceitar plenamente cada pessoa – 5 de 364

aceitar

Ontem escrevi sobre relações e sobre como a minha autoestima influencia a forma como me relaciono com os outros e comigo mesma. Uma boa autoestima pressupõe uma ausência, ou pelo menos, o mínimo possível de julgamento em relação a mim mesma e consequentemente em relação às pessoas que me rodeiam.

Sem julgamento existe uma aceitação plena daquilo que acontece, daquilo que sou, penso ou faço e dos outros; das ações, dos comportamentos e de tudo o que possa ser observado e sentido em relação àqueles que vivem junto a mim.

Este conceito de não julgamento, que é substituído por aceitação, é algo urgente de ser aplicado, mas também é algo que requer treino diário.

A forma como eu fui educada, que é semelhante à de muitos outros, formatou-me para o julgamento. Sempre encarei os outros com uma postura de análise, para ler as intenções e a maneira de ser de cada um.

Sendo que também fui educada para a crença de que o mundo é um lugar perigoso, no qual todos tentam tirar partido dos outros, esse comportamento de observação a que aqueles que se cruzavam comigo eram sujeitos estava carregado de preconceitos e claro nenhum deles beneficiava a imagem de ninguém.

Tendo em mente que aquilo em que eu me foco e aquilo que irradio é aquilo que eu vou colher, não é de admirar que a maioria das pessoas que conhecia acabavam por tentar tirar partido de mim. Mas não é bem aí que quero chegar hoje.

Quem sou eu para julgar, rotular ou analisar quem quer que seja? Como é que eu, repleta de preconceitos, com uma visão embaciada por filtros e por uma vontade de ver tudo à minha maneira, posso querer dar algum veredicto sobre alguém ou alguma coisa?

A única coisa que eu posso e realmente devo fazer é aceitar plenamente cada pessoa, começando por mim mesma.

Aceitar não é concordar, não é tolerar, nem tentar impor qualquer tipo de mudança no outro na esperança de o melhorar.

Aceitar é olhar para cada pessoa com uma visão limpa, agindo sempre em harmonia com o mundo onde quero viver e que, aos poucos, com as mudanças que vou concretizando em mim mesma, crio e alimento.

Quanto mais substituo o julgamento por aceitação, mais vejo o quão ignorante é querer julgar o que quer que seja e mais fico maravilhada com aquilo que existe para lá da cortina dos conceitos pré-concebidos e rótulos que fui criando ao longo dos anos.

Grata por este dia em que tive a oportunidade de treinar a aceitação,

Ângela Barnabé

Relações genuínas e uma boa autoestima – 4 de 364

relações

Não é novidade para mim que a melhor forma de garantir uma vida realmente feliz e satisfatória é criando uma boa-autoestima. E porque é que eu afirmo isto?

Tudo parte de mim. Aquilo que é intrínseco em mim, é aquilo que vou projetar para o mundo que me rodeia. Se eu quero experienciar amor ao meu redor, tenho que o ter dentro de mim. A construção de uma boa autoestima é essencial para isso.

Uma postura de segurança permite que os resultados das minhas ações, bem como aquilo que me motiva a agir, seja algo que contribua para o meu crescimento.  Sentir-me segura permite também que eu saiba lidar com as situações, mesmo que tudo pareça um caos, e que possa, em todos os momentos, sentir-me bem comigo mesma. Uma boa autoestima assegura essa postura de segurança.

As minhas relações são também muito influenciadas pela minha autoestima. Posso mesmo afirmar que a forma como eu me relaciono está baseada naquilo que sinto em relação a mim mesma.

Primeiro devido ao motivo explicado acima; aquilo que está ao meu redor é o reflexo de mim mesma e a forma como eu me relaciono com os outros é semelhante ou talvez mesmo igual à forma como me relaciono comigo.

Depois, porque a forma como eu me sinto dita aquilo que eu procuro. Se eu me sentir plena, completa e realizada com o que eu sou irei procurar relações que contribuam para isso, ou seja, relações de crescimento mútuo em que todas as partes envolvidas investem 100% nessa mesma relação.

Se, pelo contrário, eu sentir que o meu preenchimento vem de algo extrínseco, irei avançar para qualquer relação esperando que a outra parte complete aquilo que me falte.

Então, para além de já me sentir mal comigo mesma, procuro algo exterior que resolva um mal interior. Eu sei que não resulta e a única coisa que isso irá causar é o aumentar de um vazio existencial que eu estou a tentar preencher da maneira “errada”.

Uma relação genuína vem da entrega total. Vem da aceitação, do deixar cair máscaras e de um amor incondicional que vem de dentro.

Uma boa autoestima vai criar esse amor “cá dentro”. Amor por mim mesma, que me não só permitir distribuir todo esse sentimento por tudo o que me rodeia, como também apenas procurar aquilo que o pode alimentar e não aquilo que o cria ou que o “destrói”.

Grata por este dia no caminho na construção de uma boa autoestima,

Ângela Barnabé

Aquilo que eu realmente preciso – 3 de 364

Por muito que eu pense que tenho uma ideia do que é bom para mim, a verdade é que a minha consciência ainda se encontra limitada e que não é possível, neste momento, ter uma visão ampla das coisas que me trarão benefício.

Se analisar a forma como ajo, o que penso diariamente e aquilo que vou sentindo, consigo identificar diversos momentos em que não me encontro em sintonia com o processo e fluxo da vida.

Procuro adiar passos fundamentais para o meu crescimento; alimento medos e inseguranças e ainda dou espaço à dúvida; e uma parte de mim ainda procura realização em coisas exterior.

Ao enumerar tudo isto não me sinto mal com estes comportamentos, porque sei que a mudança ocorre através de um processo e é preciso treinar no dia-a-dia a criação de novos comportamentos, mas não posso negar que tudo isto afeta as minhas escolhas e o meu discernimento.

Então como é que eu posso guiar a minha vida se não estou na condição de escolher o que é melhor para mim?

A resposta para esta pergunta é confiar. Confiar que aquilo que vem até mim é aquilo que eu realmente preciso.

Algo que preciso para melhorar algum aspeto em mim, para aprender alguma lição ou até mesmo para aprimorar o meu estado de forma a poder usufruir ao máximo daquilo que são os meus objetivos.

Não é importante buscar o motivo pelo qual as coisas acontecem na minha vida, nem procurar qual é o benefício que posso tirar da situação. Isso é voltar ao ponto de partida.

Tem que haver uma entrega e uma certeza de que o que acontece é o melhor para mim e ainda que eu não saiba muito bem o que algo me está a trazer, agir em sintonia com a realidade que quero experienciar.

Se me quero sentir mais segura, devo agir com segurança. Se quero criar um mundo de amor, tenho que ter o amor em conta quando ajo. Se quero ser uma pessoa melhor, tenho que procurar permitir a melhoria em cada momento, em cada situação.

Grata por mais um dia repleto do que preciso,

Ângela Barnabé

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