3 lições que aprendi em abril de 2019

3 lições que aprendi em abril

Abril, o quarto mês do ano, e que à semelhança do mês de março, tem vindo a ser sinónimo de mudanças profundas, de novos projetos e de novos ciclos.

Estes 30 dias trouxeram-me muito, e do tanto veio até mim, deixo 3 lições que aprendi em abril:

  • A vida passa muito rápido: no início deste ano refleti sobre este tema, e ao ver o ano a passar tão rápido, ao sentir tantas coisas a acontecerem a uma velocidade estonteante, sinto mais profundamente o quão urgente é aproveitar aquilo que estou a viver e permitir que tudo flua para que mais e melhores coisas possam surgir.
  • As escolhas que faço guiam a minha vida: muitas vezes pensei que as minhas escolhas era traduzidas apenas em ações, mas a verdade é que mesmo sem fazer nada, posso estar a escolher. Posso escolher desempenhar determinado papel, apenas sentindo-me de maneira diferente e assim influenciar tudo o que me rodeia.
  • Tudo acontece no momento certo: já devo ter escrito esta frase dezenas de vezes e provavelmente tenho mais do que um texto escrito sobre este tema, mas nunca me canso de reparar na perfeição com que as coisas acontecem na minha vida. Posso duvidar e apenas ver as coisas pela sua aparência, mas mais cedo ou mais tarde irei reparar em quão perfeitamente tudo se encaixa e como tudo acontece no momento certo, sempre.

Obrigado abril e bem-vindo Maio!

Ângela Barnabé

Estar consciente daquilo que crio – 34 de 365

estar consciente

Quando algo tem que acontecer irá acontecer. Independentemente de qualquer tipo de controlo ou de manipulação para que as coisas aconteçam mais depressa ou mais devagar, no momento certo serei presenteada com o resultado das minhas criações.

Um dia destes escrevi sobre colher e semear. Ao pôr ação eu estou a semear e aquilo que eu sinto em relação àquilo que semeei é como se fosse o adubo, a água e tudo aquilo que a “planta” precisa para crescer.

Não é preciso pensar muito para chegar à conclusão que aquilo que me leva a pôr ação influencia aquilo que sinto, e se o que sinto tem algo a ver com ansiedade, medo ou dúvida, de certeza que a minha “sementeira” não vai vingar.

Agora, pondo de parte a questão dos objetivos e de pôr ação em algo específico, porque isso limita as minhas experiência e os meus resultados, vejamos isso de uma perspectiva mais ampla que abranja toda a minha vida.

Cada vez que eu me sinto bem, cada vez que lido de forma saudável com os acontecimentos, para além de estar a criar um mundo melhor, estou a semear mais bem-estar para o futuro.

Tudo é possível, certo? As melhores coisas que me acontecem são aquelas que eu não consigo prever. Tudo o que me acontece é resultado de uma criação minha.

Portanto em vez de preocupar como e o que vou colher no futuro, porque de tantas possibilidades apenas vou conseguir conceber uma ínfima parte, tenho que estar atenta e consciente daquilo que estou a semear, sem apego aos resultados.

Fico cada vez mais surpreendida quando deixo fluir e me foco em sentir-me bem. Fico também mais atenta à importância de estar consciente daquilo que crio e da responsabilidade que está nas minhas mãos.

Grata por este dia repleto de criações,

Ângela Barnabé

Tudo é possível – 33 de 365

tudo é possível

Dentro da minha visão limitada da realidade não consigo conceber todas as possibilidades de acontecimentos. Coisas aparentemente sem solução ou com uma solução bem complicada têm inúmeras possibilidades de resolução bem simples e eu na maioria das vezes não as consigo ver.

Aquilo que parece bem, aquilo que eu sempre quis e que coloco como objetivo na minha vida , pode, de entre todas as possibilidades que existem, não ser o melhor que me pode acontecer.

As possibilidades que eu consigo conceber estão condicionadas a conceitos em relação à vida, a mim mesma e ao mundo que me rodeia.

Se eu apenas me limitasse àquilo que consigo imaginar e conceber não teria feito 1% daquilo que fiz nestes últimos cinco anos.

Viver e apreciar a vida não se trata de controlar o curso dos acontecimentos nem de ficar apegada a determinados objetivos. Trata-se de fazer o que é preciso no momento que é preciso e de aproveitar aquilo que me vai sendo apresentado.

É preciso pôr ação constantemente; movimentar ideias que surgem, deixar-me guiar por aquilo que estou inspirada a fazer e confiar que aquilo que eu preciso vem até mim, sempre.

A tendência para ficar agarrada a ideias e a conceitos ainda existe, mas quando me deparo com isso reflito naquilo que a resistência e o controlo me trouxeram.

Fizeram-me sentir bem? Permitiram-me criar harmonia e uma vida cada vez melhor? A reposta é sempre não e a solução é não perder tempo com aquilo que não me faz bem.

Tudo é possível. Basta sair do meu próprio caminho, confiar no percurso e apreciar todas as bênçãos que me são trazidas de maneiras que nunca poderia conceber.

Grata por este dia repleto de “possibilidades”,

Ângela Barnabé

As ilusões que eu alimento – 32 de 365

ilusões

Quando se vive numa postura indiferente em relação à vida, faz-se as coisas sem pensar; sem tomar consciência daquilo que nos motiva a agir.

Durante muito tempo foi assim que eu escolhi viver. Fazia por fazer, sem pensar muito bem nos “porquês” e sem observar aquilo que sentia. Apenas sabia que me sentia mal, muito mal e que as coisas ficavam cada vez pior.

Hoje, com uma consciência diferente, possível graças ao percurso até aqui percorrido, tenho prestado atenção àquilo que me faz agir.

Não perco tempo com análises nem julgamentos, ou melhor, treino o limpar a mente e o não julgar, mas tento sempre ver o que está por detrás das minhas ações.

Fiz muitas coisas por medo, tentando me enganar dizendo que não era medo. Fiz muitas coisas por ser suposto, para fazer parte, iludindo-me dizendo que era aquilo que eu queria realmente.

Não há mal nenhum reparar que faço ou fiz as coisas baseadas numa ilusão; as limitações que eu fui criando foram criando essas ilusões.

O mal é continuar adormecida e não despertar para a realidade. O mal é não tomar consciência da minha responsabilidade perante a minha vida e continuar a fazer as coisas sempre da mesma maneira.

Se eu vivi ilusões fui eu que as alimentei. Muito provavelmente ainda alimento muitas, mas há medida que me vou observando, vou despertando e vou mudando.

Grata por este dia repleto de “despertares”,

Ângela Barnabé

Semear e colher – 31 de 365

semear

A cada segundo que passa eu estou a semear. E semear é criar: tanto estou a criar aquilo que quero ou como aquilo que não quero; depende daquilo em que estou focada.

As coisas que acontecem na minha vida não são aleatórias. Tanto as coisas que me agradam como aquelas que me desagradam são criações minhas.

Para além de eliminar o conceito de agrado e desagrado que rotula as situações e que termina em julgamento, tenho também que estar atenta ao percurso da minha vida.

Estou a escrever este texto com alguma facilidade porque toda a prática destes anos assim o permite. O primeiro texto que escrevi e publiquei foi uma pequena semente que foi germinando e que foi dando frutos.

Muitas vezes olho para o que parece, para o que aparentemente está a acontecer e esqueço-me de todo o percurso que tudo aquilo fez para chegar até mim.

Evito ainda, em algumas situações, passar pelo processo que me traz o crescimento que eu preciso para que eu possa colher o que semeei.

Mas tudo o que acontece é  aquilo que eu preciso e se observar sem julgamento o caminho que tem sido a minha vida, vejo claramente que tudo teve um propósito e que colhi sempre aquilo que criei.

Não colhi quando e como quis; tudo obedeceu a uma ordem “exterior” a mim, mas tudo aconteceu de uma maneira tão perfeita.

Tenho que viver fluída e plenamente, confiando no fluxo e processo da vida. Posso escolher sempre criar o mundo que quero. Posso escolher aquilo que  vou colher; basta estar atenta àquilo que estou a semear.

Grata por este dia repleto de plantio e colheitas,

Ângela Barnabé

A responsabilidade de mudar – 30 de 365

responsabilidade de mudar

As experiências que fui tendo ao longo da minha vida e a forma como fui lidando com elas fez com que eu criasse conceitos. A forma como eu fui educada, as ideias que me foram passadas pelos meus progenitores também foram a base de muitos conceitos que eu fui criando.

Muitas vezes via tudo isso como limitações que me tinham sido impostas e responsabilizava os outros pelos meus comportamentos. Achava que as coisas poderiam ter sido feitas de forma diferente e que assim tudo seria melhor para mim.

Mas a verdade é que eu, ao conseguir identificar aspetos que poderiam ser melhorados e a ver formas diferentes (e melhores) de fazer as coisas, fiquei responsável por mudar isso na minha vida.

É fácil julgar os outros, que para além de terem feito o melhor que sabiam, desempenharam na perfeição o papel de me permitirem ser quem eu escolhi ser.

Mas na hora de mudar, na hora de decidir agir de uma forma diferente, eu escolhia fazer sempre da mesma maneira, usando como desculpa terem feito isso comigo.

Mas onde está a responsabilidade de mudar? Onde está o quebrar de ciclos?

Os meus pais deram-me a melhor educação que podiam e tentaram sempre melhorar aquilo que tinham feito com eles.

Eu, que com o trabalho que os meus pais fizeram, tive uma base que me permitiu ter uma consciência mais “elevada” ou pelo menos uma visão mais alargada relativamente a uma forma melhor de viver, só tenho a responsabilidade de mudar e de fazer de forma ainda melhor, não com base na revolta mas sim com base na aceitação e gratidão de todo o percurso até aqui percorrido.

Se eu vejo que algo não está bem ou que há uma maneira melhor de fazer as coisas, em vez de perder tempo a julgar quem as fez, ou de me condenar por as ter feito no passado, só tenho que me responsabilizar e pôr ação na mudança.

Grata por este dia repleto de mudança,

Ângela Barnabé

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