3 lições que aprendi em janeiro de 2019

Janeiro, o primeiro mês do ano, o mês do meu aniversário, com 31 dias repletos de oportunidades de crescimento. Com toda a certeza, trouxe-me mais do que três aprendizagens, mas no meio de tanta coisa que aconteceu, no meio do tanto que cresci, gostaria de realçar três lições que levo comigo para o desenrolar deste ano ( e para o desenrolar da minha vida):

Nada é o que parece: isto não é novidade para mim, mas ao longo do mês de janeiro tenho-me apercebido do quanto eu me deixo levar pelas aparências e quanto eu permito que isso influencie as minhas decisões. Tendo eu as “vistas curtas” ( metafórica e literalmente falando), não me  posso dar ao “luxo” de julgar o que quer que seja. Quando abro a minha mente e observo aquilo que acontece sem querer rotular, fico sempre surpreendida pelo que está oculto por detrás das aparências.

As coisas passam demasiado rápido: sempre me disseram para aproveitar bem o momento porque as coisas passam demasiado rápido. Mas eu, pela minha pouca vontade de olhar para aquilo que me rodeava, não prestava atenção a isso. Nos últimos anos ( e principalmente durante o mês de janeiro) vi como tudo voa, como as coisas acontecem a uma rapidez impressionante. É cada vez mais urgente despertar para a importância de valorizar tudo aquilo que vivencio.

Aquilo que acontece é o que eu preciso: posso vir com teorias e com a mania que sei o que é o melhor para mim, mas a verdade é que não há nada que contribui mais para o meu crescimento e bem-estar do que aquilo que a vida me traz. O que eu tenho que fazer em todos os momentos é saber que se algo acontece eu estou preparada para lidar com isso e confiar que tudo acontece por um motivo e que a vida sabe o que faz.

Obrigado janeiro e bem-vindo fevereiro!

Ângela Barnabé

23 coisas que aprendi nos 23 anos da minha vida

Ontem comemorei o meu 23º aniversário. Este ano, no meio de tantas coisas novas que têm acontecido, com tanta mudança interior e com tantos planos para este ano que se iniciou há pouco tempo, não dei tanta importância ao dia 28 de janeiro.

Talvez isto tenha acontecido também porque cheguei à conclusão que não é preciso ter um dia especial para comemorar a minha existência e que posso, a todos os momentos, sentir-me especial, amada e acarinhada.

Decidi como forma de agradecimento a mais um ano de vida neste planeta e como forma de honrar todas as aprendizagens que aconteceram no melhor ano da minha vida, escrever uma lista de 23 coisas que aprendi nos 23 anos da minha vida.

1 – Tudo acontece no momento certo.

2 – Existem sempre motivos para estar grata.

3 – O amor que eu procuro está dentro de mim, em todos os momentos.

4 – A vida é a minha melhor amiga.

5 – Tudo passa: aquilo que eu mais gosto e aquilo que me é desconfortável.

6 – A entrega à vida é algo tão belo e tão essencial para ser feliz.

7 – A aprendizagem é um processo.

8 – Não faz mal dizer que não se sabe.

9 – Todos temos medos e quanto mais falarmos deles, mais nos libertamos.

10 – Tudo o que acontece tem um propósito.

11 – É tão bom deixar fluir e ver como tudo se encaixa perfeitamente.

12 – Eu sou a maior (e  única) boicotadora do meu sucesso.

13 – Quando à noite me deito, devo fazê-lo com um sentimento de realização e de contentamento por tudo o que aconteceu durante o dia.

14 – Sorrir ao longo do dia, mesmo sem motivo aparente, faz toda a diferença (na minha vida e na vida de outras pessoas).

15 – Todos os que me rodeiam são fontes de inspiração.

16 – Uma boa autoestima é a base de tudo o que é bom na minha vida.

17 – Não faz mal admitir insegurança e às vezes é mesmo essencial para me sentir segura.

18 – Todos aqueles que se cruzam no meu caminho têm uma missão a desempenhar na minha vida.

19 – Não tenho o direito de julgar os outros, nem de julgar as situações.

20 – Mesmo quando tudo parece um caos, existe uma harmonia prestes a ser descoberta.

21 – A vida é uma caixinha de surpresas.

22 – A felicidade é possível em todos os momentos.

23 – Existem sempre motivos para celebrar e comemorar.

Agradeço a todas as pessoas que se cruzaram no meu caminho; aquelas que ainda o palmilham comigo e que me permitem crescer a seu lado e também aquelas que já desempenharam a sua missão e que me deixaram uma aprendizagem.

Agradeço à vida pela perfeição com que encaminha cada situação até mim e que mesmo nos momentos em que fui teimosa, em que quis as coisas à minha maneira e que fui atrás de coisas que só me trariam sofrimento, me mostrou um percurso bem mais fácil, amoroso e feliz.

Obrigado!

Ângela Barnabé

Estar sempre atenta – 9 de 364

Quando se tem uma mente treinada para estar focada no que não deve, é importante treiná-la para que se foque naquilo que realmente interessa. E para isso é muito importante estar atenta àquilo com o qual ela se vem mantendo ocupada.

Com os conceitos que fui criando da vida, a estabilidade era uma meta a alcançar porque só ela poderia impedir que ansiedade acontecesse. Como é que eu podia estar relaxada e confiante quando tudo estava sempre a mudar? As coisas tinham que ser programadas e tudo tinha que acontecer dentro aquilo que eu esperava.

Mas a verdade é que eu estava bem enganada. Quanto mais procurava a estabilidade e me fechava à mudança constante que acontecia “lá fora”, mais ansiosa estava e mais medo tinha de me lançar no corrupio de acontecimentos do dia-a-dia.

Tive que despertar para a realidade de que tudo aquilo que vale a pena viver, tudo aquilo que eu sempre quis alcançar está no meio de todo aquele aparente caos de acontecimentos que eu não consigo controlar. Está no resolver uma situação e ter que lidar com uma visão diferente do mundo. Está no desconhecido, fora da bolha que eu criei para me proteger.

E para que eu possa mergulhar de cabeça e aproveitar tudo aquilo que acontece, tenho que estar sempre atenta à minha mente.

Não posso deixar que pensamentos de dúvida surjam e que em vez de confiar em mim e no fluxo das coisas, ocupe o meu tempo preocupada com aquilo que pode vir a acontecer.

Não posso permitir que o julgamento tolde a minha visão e que a minha mente crie rótulos daquilo que vai acontecendo, impedindo-me de retirar o melhor de cada situação.

Não posso nem quero permitir que cada dia seja mais um dia passado com medo e com baixa autoestima.

Quero sim que cada dia seja visto como mais um infinito número de possibilidades para ser feliz, para me sentir realizada e para agradecer cada pequeno passo nesta caminhada que é a vida.

Grata por este dia repleto por motivos para estar atenta,

Ângela Barnabé

O ato de entrega – 8 de 365

O ato de entrega

Para que em todos os momentos da minha vida eu possa usufruir daquilo que me é apresentado, tenho que me entregar àquilo que estou a viver. Não pode haver uma parte de mim que se contenha, porque isso significa que não estou a dar o meu todo e se não dou tudo, não posso esperar receber tudo.

Entregar-me à vida pressupõe que eu confie na perfeição do seu fluxo e que ao longo de todo o dia eu mantenha presente que tudo aquilo que acontece é aquilo que eu realmente preciso.

Não posso dar um passo com medo do que vai acontecer; não posso “encarar” cada situação com insegurança; não posso duvidar de mim e da minha capacidade de orientar a minha vida da melhor maneira.

Ao entregar-me à vida, deixo de ter a ilusão de controlo e passo a usufruir daquilo que acontece, sem apego ao resultado e sem julgar o que está a acontecer.

No período em que me senti pior comigo mesma foi na altura em que julgava e resistia a tudo: o que acontecia, aquilo que eu fazia em relação àquilo que acontecia, aquilo que devia ter feito…

Perdia tanto tempo nisto que deixei de ter tempo para algo que era realmente importante: viver. No meio de tanta dúvida, tanto medo e tantos pensamentos, esqueci-me que eu sou responsável pela minha realidade.

Sou eu quem decide se algo contribui para o meu crescimento ou se é motivo para entrar em negação. Sou eu quem dá poder à minha mente para se sobrepor a tudo o resto.

Nas últimas semanas tenho estado bastante atenta àquilo que vou pensando e sentindo ao longo do dia e cheguei à conclusão que 100% dos problemas e mal-estar são causados por cenários na minha cabeça.

Quando decido desligar este “mecanismo” (ou pelo menos diminuir-lhe o volume) e permito que aconteça o que é preciso, entregando-me sem dúvida à vida, maravilho-me com os resultados com que sou presenteada.

O ato de entrega é essencial para aquele bem-estar que eu sempre procurei e sempre que deixo que ele faça parte do meu dia-a-dia, tomo consciência do quão maravilhoso é deixar que tudo flua e se encaixe.

Grata por um dia repleto de coisas maravilhosas,

Ângela Barnabé

A maneira como vejo altera o resultado – 7 de 364

altera o resultado

Enquanto observadores, cada um de nós altera o resultado de cada situação. Não podemos controlar o que vai acontecer, nem a forma como acontece mas podemos, através da nossa visão, influenciar aquilo que iremos colher.

Vou dar um exemplo daquilo que me tem vindo a acontecer. Nos últimos meses, tenho vindo a ser presentada por situações que eu queria experienciar, mas que ao mesmo tempo adiava, com o pretexto de ainda não estar preparada para lidar com elas.

A vida, com a sabedoria do seu fluxo, foi-me mostrando que eu estava de facto preparada para lidar com aquilo que queria. E como é que isso me foi mostrado? Ao ter a oportunidade de mergulhar de cabeça nos meus objetivos.

A minha consciência ainda apresenta limitações e como tal por vezes ainda tenho alguma dificuldade em lidar com as emoções que vou sentindo e principalmente em criar aquela segurança e confiança, que é a base de uma vida plena.

Portanto, tenho tido como objetivo principal no meu dia-a-dia sentir-me segura, porque sei que no momento que deixo a insegurança entrar, as coisas começam a desandar. Vem a dúvida, vem o medo e começo a ver o mundo com filtros bem cinzentos.

Acontecimentos que poderiam contribuir para o meu bem-estar e crescimento, alimentam ainda mais a minha insegurança. Mas basta mudar a forma como vejo as coisas, que as coisas mudam.

Esses acontecimentos que anteriormente eram vistos a cinzento, passam a estar cobertos de cor e de sentido. Tudo o que eu tinha a aprender com a situação torna-se claro e é como se uma sensação de perfeição caísse sobre mim.

Eu não controlo aquilo que acontece, nem a forma como os acontecimentos se desenrolam. Mas posso deleitar-me ao observar tudo a fluir, sabendo que sou eu, com a minha postura de entrega que permito que assim aconteça.

Grata por um dia repleto de perfeição,

Ângela Barnabé

À procura da familiaridade – 6 de 364

familiaridade

Quando se tem medo da vida, evitam-se situações que possam trazer consigo emoções com as quais não se quer lidar e é mais que “normal” a procura pela familiaridade.

E, apesar de eu ter em mente que é para lá da linha do conhecido que existe o espaço suficiente e necessário para crescer, ainda dou por mim focada em procurar uma sensação de estabilidade para nela basear a minha segurança.

A vida e o seu processo e fluxo têm-me mostrado que aquela sensação de segurança que muitas vezes procuro pode ser mantida sempre e que não deve depender de nada exterior. E como é que isso me tem sido mostrado?

Primeiro sou diariamente “posta à prova” por diferentes situações que me incentivam a lidar com tudo aquilo que me impede de usufruir de uma vida plena. Exemplo, fico ansiosa com o ter que fazer alguma tarefa nova? Então tenho a oportunidade de fazer coisas novas de maneira a lidar com essa ansiedade.

Estou insegura relativamente às minhas capacidades? Inúmeras situações que me fazer ter uma perspectiva diferente de mim surgem e tenho espaço para me analisar e valorizar, sendo que por vezes até sou “confrontada” com a ideia que os outros têm de mim.

E o que é que este “mexer na zona de conforto” tem a ver com a procura de familiaridade e com a criação de alternativas para isso?

A vida, com essa constante apresentação de situações, mostra-me que:

Eu tenho a capacidade para lidar com tudo aquilo que acontece, porque para além de ser aquilo que eu preciso para o meu crescimento, as ferramentas são baseadas na transformação das limitações em bênçãos ( e isso parte da minha postura em relação a mim mesma);

A familiaridade, o conforto e a segurança vêm da confiança na vida, no Universo, em Deus; não interessa o nome que eu lhe dê. Mas vêm sobretudo de dentro de mim, da confiança em mim própria e na postura que eu coloco.

Resumindo: a segurança vem de dentro de mim. Quanto mais me deparo com situações que “mexem” comigo e que me fazem aumentar a segurança, mais segura me sinto. Quanto mais segura me sinto, mais me sinto em casa e aquela sensação de familiaridade acompanha-me onde quer que eu vá.

A procura da familiaridade no conhecido é um engano, porque quanto mais me fecho, mais medo e insegurança sinto. Aquele “calorzinho” que a segurança me traz está dentro de mim, em qualquer momento. Basta que eu me conecte com a certeza e autoconfiança na vida e principalmente em mim.

Grata por este dia repleto de situações que me permitem ser uma pessoa cada vez mais segura,

Ângela Barnabé

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