Março foi um mês recheado de reflexões e emoções. É o mês em que começa uma das minhas épocas favoritas do ano: as plantas florescem, começam a nascer as novas gerações de animais ( e aqui pela comunidade António Shiva começam a nascer pintainhos) e parece que eu própria floresço para uma nova era de crescimento.
Uma das reflexões que trago de Março é sobre a efemeridade da vida e sobre o quanto eu não valorizo o momento presente. Estou constantemente na minha mente, estou aqui, mas já estou ali, a pensar no que vem a seguir, o que vou fazer quando acabar o que tenho em mãos neste momento. E o tempo passa e tudo me passa ao lado. Mas é ao ter estes “insights” que posso mudar aquilo que não faz sentido e que me impede de estar consciente.
Quero partilhar a minha gratidão por todas oportunidades de crescimento que este mês me trouxe; apesar de por vezes não conseguir ver o benefício das situações, a verdade é que no fim tudo o que me acontece é sempre o melhor para mim.
Quero também agradecer a todas as pessoas que me acompanham nesta caminhada que é a vida e que me ajudam a ser uma pessoa cada vez melhor.
Ao longo da minha vida e em especial nos últimos treze anos, Abril foi sinónimo de mudanças profundas. Às vezes essas mudanças desenrolaram-se de forma mais suave e agradável e outras nem tanto, mas olhando para trás, o resultado dessas transformações foi sempre o melhor para mim.
Como tenho a sensação que este ano não será uma exceção às mudanças (e ainda para mais tendo em conta o reboliço que tem sido a minha vida ultimamente), tenho como intenção estar aberta a todas as mudanças que Abril me trará.
Ao longo dos próximos 30 dias levarei comigo a oração da serenidade*, para me acompanhar e para que eu, em todos os momentos, me possa guiar por ela.
Bem-vindo, Abril!
Que me tragas tudo o que preciso! Que sejas sinónimo de muito amor e serenidade!
Ângela Barnabé
*Oração da Serenidade
“Concedei-me Senhor serenidade, para aceitar tudo o que não posso modificar, coragem para modificar o que posso e sabedoria para distinguir umas das outras.”
Numa das intenções que partilhei anteriormente, “Estar atenta ao perfeccionismo”, comprometi-me a partilhar aqui no blog a evolução do projeto de crochet que comecei e o seu resultado final.
O meu objetivo era trabalhar a minha tendência para abandonar algo que comecei, sempre que as coisas não correm de forma “perfeita”. E por isso, decidi fazer um tapete, com restos de tecido e lã e ainda que não estivesse a ficar como imaginei, tinha como intenção terminá-lo.
Mas como em tudo na vida, as coisas não correram como esperado e fui levada a trabalhar o perfeccionismo de maneira diferente do que estava a imaginar.
À medida que fui avançando, comecei a perceber que a minha escolha de tecidos e de lã não foi a melhor e que isso iria afetar o resultado final: em vez de terminar com um tapete, iria terminar com um triâgulo desajeitado.
Então cheguei a um “impasse”: ou continuaria a fazer sabendo que nunca teria um tapete, ou então mudava o rumo, transformando o “tapete” em algo que fizesse mais sentido.
O perfeccionismo “atacou” e dei por mim a pensar que se a ideia era fazer um tapete tinha que manter esse rumo. Mas, como a intenção era trabalhar o perfeccionismo, decidi mudar e foi-me sugerido transformar o que já tinha em uma pega de cozinha.
E foi isso que fiz. Abaixo deixo as fotos…
Já comecei um novo projeto. Não sei qual será o resultado final, mas partilharei aqui o que fizer.
Nas últimas semanas tenho partilhado sobre o perfeccionismo e sobre a minha dificuldade em aceitar e lidar com o que estou a sentir.
O perfeccionismo que ainda habita em mim afeta diversas áreas e uma das principais é o meu processo de aprendizagem.
Para mim ( e talvez para outras pessoas) o processo de aprendizagem pode ser um pouco desconfortável, principalmente quando não sou “boa” a fazer as coisas. Por exemplo, quando comecei a fazer bolos, algo que eu gosto muito de fazer, sinto que o processo foi agradável, porque os resultados iniciais foram relativamente bons.
Atualmente considero-me uma boa pasteleira e devo isso a todo o processo de aprendizagem.
Mas, em coisas que não sou naturalmente boa, já vejo o processo de aprendizagem de outra maneira. Muitas vezes tenho vontade de desistir e nos últimos tempos tenho procurado mudar isso.
Por isso, quero relembrar-me da importância de estar grata a tudo e quero agradecer a todos os processos de aprendizagem que passei e que ainda terei que passar.
Estou grata pela oportunidade de aprender. Não só por aquilo que isso me proporciona na prática, como também por tudo aquilo que me dá a conhecer sobre mim.
Por exemplo, ao aprender crochet, para além de estar a aprender como criar peças através do crochet, também tive a oportunidade de tomar consciência do quanto o perfeccionismo ainda me afeta.
Estou também grata ao meu corpo por me permitir aprender a fazer aquilo que quero (e também aquilo que muitas vezes preciso). Estou grata às pessoas que me cercam e que me incentivam a aprender e que partilham comigo a sua experiência para que o meu caminho de aprendizagem seja mais suave.
E estou também grata à oportunidade de partilhar todas as minhas aprendizagens com todos aqueles que leem o meu blog e que vão acompanhando esta minha viagem.
Um dos exercícios que eu aplico no meu dia-a-dia, que me ajuda tanto em manter uma postura de aceitação, como, por consequência, a melhorar a minha visão, é procurar libertar-me do julgamento.
E como faço?
Quando se fala em desenvolvimento pessoal, muitas vezes surge a tendência para se navegar no positivismo, isto é, em ver as coisas pelo lado positivo. Na minha experiência, esta atitude, apesar de numa primeira abordagem parecer boa, muitas vezes leva-nos a julgar sem preceber que os estamos a fazer.
Se eu considerar algo bom, estou a julgar como sendo bom. E se uma parte é boa, significa que outra é má. E muitas vezes para ver o lado “bom”, acaba por se reprimir o lado “mau”, ou seja, reprimimos os sentimentos “maus”. Como o que cria a realidade é aquilo que se sente e não o que se diz, acabamos por nos enganar a nós mesmos.
Então, a minha experiência mostra-me que o melhor é adotar uma postura de neutralidade. O que quero dizer com isto?
Em vez de, quando as coisas acontecem, tentar perceber se são boas ou más para mim, ou tentar ver o lado positivo e perceber em que sentido são boas, o que procuro fazer é não rotular e ver as coisas pelo que são e saber que, ainda que eu não veja isso, tudo tem um propósito na minha vida.
E o que é que isto tem a ver com a melhoria de visão?
Cada julgamento que eu faço é uma lente que crio e que molda a maneira como vejo o mundo. Se eu anteriormente rotulei uma experiência de uma determinada maneira, sempre que uma experiência semelhante surgir, a lente está criada e faz-me ver a situação dessa mesma maneira.
Isso impede-me de me abrir a novas possibilidades e cada vez mais me isola no meu mundo (as pessoas com miopia tendem a fechar-se na sua bolha).
Portanto ao não julgar, para além de não estar a criar novas lentes, que impedem a clareza da minha visão física, também expande a minha consciência, pois ao abrir-me a novas possibilidades, posso ver o mundo e a minha realidade de uma forma mais ampla.
Ao longo do meu processo de melhoria de visão, tenho vindo a desfazer-me de várias lentes e à medida que o faço, tenho-me maravilhado com um novo mundo. E é bastante interessante olhar para trás e ver que determinados acontecimentos que julguei bons, não me trouxeram grandes benefícios e aquilo que vi como “tragédias” foi o que mais precisava naquele momento.
Nas últimas semanas, tenho tido alguma dificuldade em definir uma intenção para a semana, ou pelo menos, de a partilhar aqui no blog. Tenho tidos alguns desafios, tanto a nível pessoal, como a nível profissional e por isso tenho decidido manter as intenções das semanas anteriores, principalmente no que toca a aceitar, confiar e agradecer.
E no domingo, ao refletir sobre aquilo em que me ia focar durante a semana, tomei consciência que, apesar de saber tudo o que sei no que toca ao desenvolvimento pessoal, eu ainda fujo ao que estou a sentir.
Aliás, vi claramente que tudo aquilo que evitei fazer ao longo da minha vida, principalmente na adolescência, foi pelo facto de que eu evitei a todo o custo sentir o desconforto de fazer as coisas pela primeira vez, o desconforto de não ser boa em alguma coisa e o desconforto de demonstrar a minha vulnerabilidade.
E apesar de saber que a terapia de exposição é que resulta melhor para mim, muitas vezes manipulo-me para não ter que passar por esse processo.
Por um lado evito o desconforto que eu sei ser essencial para o meu crescimento, e por outro camuflo o que estou a sentir, em prol daquilo que deveria sentir. Eu só posso mudar o que aceito, e para mudar o que estou a sentir, tenho que me permitir sentir isso mesmo.
Portanto, esta semana, tenho como intenção permitir-me sentir, para que daqui em diante possa não só mudar aquilo que não faz sentido, como também apreciar todo o desconforto do processo de crescimento.
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